sábado, 29 de março de 2014

MiM

22/01/2013

hoje a chuva cai. Estou a pensar desenvolver um projecto dedicado à agricultura. Não sei se este projecto me vai manter longe da minha paixão e dedicação ao cinema. Sei que estou, ainda, muito cru nesse aspecto, mas tenho vindo a estimular a minha dedicação e capacidade, ao contar histórias através de imagens. Mais do que através das letras, para ser sincero, mas na realidade gostava de desenvolver projectos cinematográficos. 
É verdade que a vida percorre-se ao longo de vários caminhos, mas será este um novo desvio? Será este verdadeiramente estimulante para me agarrar? 

às vezes tenho momentos de forte tristeza, vontades não conseguidas, nem abandonadas. Vou tentar seguir o caminho correcto, procurar a verdade e sorrir ao olhar para trás. Ver o que o mundo tem para me oferecer, e o que eu tenho para dar ao mundo. 
às vezes sou demasiado incompreensível. Procuro a resposta a algumas perguntas que eu acredito serem de outra maneira. Nada me convence, nada me cheira! Momentos travados de solidão, peso pesado na escuridão. 

o tempo na Europa é frio. Neve, gelo, caos e incerteza. Insegurança e destreza. Maquiavélicos da economia, prestam serviços em demasia. O povo, constituído por vários povos, várias tribos urbanas, outras que tal e cenas bacanas. A luta de um país. Estará este país para ir mais longe? 

O ritmo é lento e doloroso. Pessoas caem ao largo da rua, no charco, onde em momentos anteriores haviam passado com os seus poderosos carros. O governo acelera, não dá força nem piedade. Respeita a influência e o financiamento da verdade. 

Até que ponto nós somos influenciados pela nossa televisão? Novelas, séries dramáticas, cómicas e episódios surreais! Verdades de uma comunicação social manipuladora? Será a comunicação social um departamento da verdade? Mas a que se resume a comunicação social? 
É todo e qualquer lugar, onde exista uma televisão e uma conexão à world wide web. É uma frase escrita, uma noite sentida em fotografias esquecidas..
O epilogo de um momento inaltecido pelo dom da vida social... 

segunda-feira, 10 de março de 2014

Garoto

08/01/2014

Queria dormir e não posso. Não consigo, nem tento! 
Sinto um vazio dentro de mim, algo a ir-se embora. Afastei-me, hoje, de algo que não escolhi ter. De algo que não quis perder. De algo que me faz viver. 
Eu sou apenas um garoto, do alto do meu 1,70 metros. Raramente as pessoas me conhecem bem, raramente elas me aceitam tão bem. Ela sabe que eu vou embora, sabe que vai sentir a minha falta e vai procurar por mim. 
A despedida de alguém que nós nunca tivemos e que ainda assim parece que amamos. Parece que faz parte da nossa vida, tão longe essa distância que não se resume a minutos. São dias, meses e muitos anos de distância. 
Como pode ela sentir a falta de alguém que nunca existiu para ela? Eu sou apenas, uma imagem que se revela na luz, uma voz que se ouve numas colunas, uma fotografia que se revela no espaço e ainda assim, ela, disse-me há pouco, que um dia, estarei ao seu colo, no seu regaço!
Esse dia que não será de sol, nem de inverno, será marcado por um momento terno. 
Um carinho tímido e esperado, numa noite sem lua, num céu estrelado. 

Momentos ao longo do tempo, 
viagens em mentes despertas, 
vontades descontroladas, 
que cobrem feridas abertas.

Para ela eu sou poesia, 
sou um texto em prosa, 
sou um misto de nomes, 
uma flor, uma rosa.  

O que sou para ela, 
transmite e reflecte energia, 
o calor quente de verão
a noite escura e vazia 

Pensar pode doer. Eu sei que ela pensa, mas evita. Ela encara uma realidade diferente da minha. Eu sou apenas uma voz, que se perde ao longe no vento. Ela consegue elaborar o meu retrato, ela consegue distinguir a minha voz, tenta evitar-me e não consegue. Procura-me porque eu lhe trago algo bom. Eu desperto interesse e curiosidade. Eu estou longe da sua eventual realidade. Eu, apenas um garoto, de tenra idade. 

P.S. Esse "um dia" chegou!