sábado, 31 de dezembro de 2011

In Another Words

30/12/2011

Slowly and effortless we will get to 2012.
There’s no more pain to be lived in 2011. There’s no more love to be consumed in 2011. But there’s hope and faith on the new challenges, there’s future and ideas. And above all, there’s health to keep moving forward. 
In the last 300 and some days, I found happiness, mellow hearts and happy faces. I travelled back and forward to reach objectives, to get some more knowledge, to be stronger and prepared. 
Experience came in deep shallows, and many times I was unprepared. 
Nowadays, I am no longer the unprepared boy of the last year. I am the prepared boy for the next one. And I pretty much believe that I will be holding strong, put in all my strength, when the time comes. 
I am rather satisfied for what I am, what I got and what I did. But I won't sit on the shadow... I will walk on the hot sun, on the heavy rain, struggling against the power of the wind, to reach that pleasant spot. The spot where I will be sat next time, to write down the same text, in another words... 

Distância

13/04/2011
noite escura lá fora
eu acompanhado cá dentro,
a verdade não mora
sozinha no meu pensamento
de dia vou
de noite venho
o que eu sou
e o que tenho
palavras sem cor
luzes que brilham
sentimentos de dor
que os humanos partilham
pequeno cabe na mão
comigo trago no peito
amor de coração
que me deixas sem jeito
depois foste embora
eu cego não vejo
o tempo de agora
mata-me de desejo
se tu és assim
eu choro e rio
chove no meu jardim
sem flores vazio

domingo, 25 de dezembro de 2011

Corpo Imaginário

27/05/2011

Sinto-me parado no tempo! Se há uns anos atrás tratava o corpo de forma cruel e irresponsável, hoje deu ao corpo treino e muita água para beber. 
Caminho em passadas lentas e mantenho a cabeça direita à espera de ver a minha meta, a encruzilhada ou o escadario. Dou por mim com uma pasta preta de pele sintética que me acompanha desde um país centralizado na Europa, e carrego-a debaixo do braço. Ao longe vejo-me como um executivo, com projectos dentro da pasta. Se chego perto, vejo que esta tem pouco volume, então questiono os projectos. 
O real não vai de encontro ao imaginário e a projecção não consome a identificação. Procuro dar mais de mim, enrolo-me em letras e encontro traços cinemáticos. 
Viajo de um lado para o outro, caminhando a pé, com e sem boné. Vejo tinta nos comboios salteada em rabiscos, sento-me, encosto-me, com os olhos piscos. 
Então volto ao imaginário, e vejo um sorriso na cara. Num sonho evasivo, vejo momentos de alegria, partilho a felicidade com a tristeza e choro sem pedir perdão. Em lágrimas me encontro no meio da multidão. O alarme toca na escuridão, e eu acordo para mais um dia de solidão..     

NPD

14/09/2011
Num país distante.. 
Às vezes..
Hoje escrevo. Ontem escrevi e amanhã vou escrever..
Se vejo memórias em papel, vejo imagens digitais, lembro tempos passados e vontades desiguais. Por vezes entrego-me à poesia, outras tenho dificuldade em perceber o que escrevo. Não sei viver em paz de espírito, não encontro a paz que procuro debaixo de um papel, não esqueço o teu sorriso perdido e o toque da tua pele.  
Lembro de viagens em mundos camuflados, lembro de sorrisos escancarados, aqueles e outros pecados. Conhecer os vários caminhos da vida, sorrir, sonhar e chorar, nos momentos de partida. Abraçar-te, tocar-te e beijar-te, nos momentos de despedida. 
Coração perdido e abandonado, homem forte na procura da luta, festas, copos e eu destroçado. 
Faz tempo que não escrevo sobre episódios concretos e descobertas arrancadas à força. 
Às vezes, vejo o menino que sofreu num país distante. Ele passa por mim sem olhar para trás, como se eu não o conhecesse! Às vezes vejo o jovem apaixonado num país distante. Ele sorri-me ao longe e eu jamais o voltarei a alcançar. Às vezes vejo o adolescente rebelde que viveu num país distante. Ele não me vê, porque eu não existo. 
Às vezes encontro o homem que me conhece num país distante. Ele pergunta-me se vi todos os outros que fizeram parte da minha vida; ele sorri e eu digo que sim! 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Brain Pain

15/01/2011

hoje abandonei.. 
voltei as costas e regressei.. a casa.. 
preciso de chorar sem lágrimas.. preciso de vomitar o que engoli.. 
saio de manhã para a escola e volto à hora de almoço, quando tinha possibilidades de ficar até ao final da tarde. Hoje tinha duas Masters Class à escolha, nessa fantástica escola. Uma de um realizador português, outra de um realizador holandês. Ambos com queda para o documentário. Então cheguei mais tarde e por isso o meu caminho mudou, ou correu como estava previsto.. eu é que não sabia. 
Decidi entrar em território nacional. E ouço um ponto de vista com pernas, a falar sobre a sua experiência de vida mais do que o seu cinema. Levo uma facada, porque trata a minha região como os bêbados que jogam às cartas à noite, consecutivamente. Tenho pena de não lhe poder dizer que é dessa região que o nosso património é mundial, e não é dos seus "fabulosos" filmes. Tenho pena de não lhe dar a provar o maravilhoso vinho, e adoçar-lhe os beiços na hora de ele falar. Fico triste por o estar a escutar, mas permaneço. De seguida e sem demoras, encontro colegas de turma a falar e discutir a organização daquela escola com um dos professores mais distinguidos desta. Fico sem palavras e calado escuto. Uns falam e outros ouvem, mas ninguém se entende, porque não é essa a vontade deles. Então fico enjoado com tanto doce, e volto para casa na procura de curar o estômago, pois a noite vai ser longa e com um outro fim. 
Agora não tenho vontade de comer. Quero sentar-me sozinho e esquecer.. dou por mim, ainda é dia, e estou a ler. Tenho a cabeça quente e cheia com uma brain pain! 

Déjà vu

22/01/2011

podia falar de palavras mas já mostrei tantas..
hoje foi como um déjà vu.. e foi déjà vu, porque de um déjà vu se tratou..
esta noite estou aqui porque uma senhora me enviou um email a dizer déjà vu.. e teve que se ausentar.. então eu também parti e voltei.. voltei à minha terra natal.. mais cedo que o normal..
amanhã um jovem, vai partir.. ou melhor, será amanhã se ele dormir senão será daqui por umas horas.. ele vai a França, em busca de dinheiro.. ele vai procurar o que ainda não encontrou.. e vai com o coração em pedaços.. em variados pedaços, porque em cada olhar vê um pedaço diferente.. e há pouco, todos eles olhavam para ele de maneira diferente mas partilhando a mesma.. aquela casa, onde eles estavam, foi aonde eu passei alguns momentos da minha adolescência.. passei lá horas de um passado.. e vejo jovens em grupo.. também eles partilhando horas de um presente que será passado..  
também eu vou partir e ninguém sabe.. sei eu a minha família mais próxima e uns colegas.. vou a uma cidade onde nunca estive.. vou ver o que ainda não vi.. vou apreciar o espírito de um film festival.. se falar agora.. vou dizer que estou extremamente ansioso mas amanhã irei pensar de outra forma.. e sim ver as coisas de outra maneira. Eu adoro viajar e tenho de facto estado muito sozinho.. e não sei o significado disso.. começo a ficar preocupado.. quando uma pessoa começa a pensar depressa demais, é danado.. se eu pudesse escrever e dizer que vivo no mundo do pecado.. estaria a olhar um espelho ou a perceber o déjà vu..