quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Vibe Tribe

29/01/2008

Começar a escrever... que maneira mais fácil de passar o tempo! 
Pode ser fugaz, pode ser breve ou orientada. Pode ser o que quisermos, é voluntária do nosso pensamento. 
Para escrever não basta simplesmente agarrar na caneta, ou bater as teclas de um teclado. É preciso orientar um significado, uma vontade de exprimir o que nos percorre a mente. 

Percorrer vários quilómetros e à medida que estamos a chegar, já nos sentimos eufóricos e assediados pela liberdade que está prestes a formar-se. A liberdade foi o que me trouxe aqui, foi o que nos trouxe aqui! foi a vontade de ser livre alem dos nossos sentidos. Foi a certeza fútil de saber que pertencemos a uma cultura, foi um meio de transporte que nos trouxe a esta vila nómada e a este espectáculo que está prestes a começar. Um espectáculo longo e preparado para satisfazer a vontade dos seus envolventes. Um publico, uma terra deserta, uma organização, um espaço à beira de um refresco de verão. Uma semana de pura fantasia inacabada e única. 

Vieram performances de toda a parte do mundo, vieram organizadores das várias tribos hippies do novo milénio. Vieram pessoas, animais e afins. 

Demasiados carros, forma-se uma longa fila de lento andamento, mas isso já não importa agora. Estamos muito perto do sitio onde a nossa liberdade estará alem dos nossos limites. E isso faz-nos sentir livres, eufóricos. A viagem foi longa, mas o cansaço já vai longe e só ainda agora chegamos. Entre fumos e risadas, percorremos lentamente poucos quilómetros e chegamos à entrada da vila nómada. Do acampamento de uma cultura hippie que se tinha organizado durante dois anos e estaria, agora, ali para proporcionar um desejo inacabado de acolher os seus associados. Com moeda independente de impostos e certificada pela cultura, surgem vários negócios de mercados fascinantes. 

É o primeiro dia da abertura oficial da festa que está prestes a começar, mas já muitos associados estão espalhados pelo recinto de relevo acentuado mas propicio. Caras conhecidas, gargalhadas distribuídas e apertos de mão concluídos. Certeza de que estamos todos para o mesmo e a noite vai ser de festa! 

Não sou novo neste tipo de eventos, não tão pouco inocente a este estilo de vida. Conheço bem esta cultura, pois venho-a seguindo há vários meses. Venho recordando cada reunião desta cultura em demasiadas e intensas experiências. 
Não são novos neste tipo de ambiente os que comigo estão, pois também eles seguem de perto esta cultura. 

As tendas montadas, o espaço organizado e preparado para as longas horas que estavam para vir. Está tudo e mais que pronto para começar, alguns já lá vão mais à frente, suando e resistindo como podem. Outros tentam descansar e recuperar forças, pois a noite está prestes a chegar. 
Horas passam e como comerciantes que alguns são, já sabem o que o vizinho das tendas de 50, 100 e 200 metros à frente e atrás, têm para vender ou quer comprar. 
A noite cai... 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Tempus

20/08/2014

Este Verão, nem é sim, nem é não! 
Se olho os dias que vivi para trás, vejo uma longa viagem e um retorno. 
“O bom filho à casa torna”! Ditado popular de veredicto. 
A verdade é que o tempo que precede os meus 30 anos é o hoje e o agora. Estou prestes a atingir a terceira década da minha vida. O que eu fiz ao longo destes anos todos, poderá ser lido em páginas muito parecidas com esta. As lágrimas que deixei cair no chão, os sorrisos de uma festa, um amor e uma paixão. Foram vários amores, de diferentes tipos. Várias mulheres que me abraçaram o coração e o trataram do melhor jeito que puderam. Eu que nunca fui fácil, nem complicado. Eu que tentava sorrir e qualquer decisão era de bom grado. 
Posso dizer que sinto que vivi bastante. As minhas aventuras em terras desconhecidas, com novatas e maduras. As minhas viagens sozinho ao mais obscuro da mente, os confrontos directos com a minha gente. 
O bom operário em diversos sectores. Um dia ao sol, outra dia à chuva. 
A calma e tranquilidade, de momentâneos amores.  
Hoje tenho um trabalho que considero difícil, arriscado e perigoso. Faço o que sei! Eu, um jovem rapaz pouco medroso. 
Cada dia que passa, vejo-me no espelho e não noto o cair de cabelo, o surgir de traços visíveis na pele. Por vezes sinto-me pesado, incomodo e descuidado. Eu que vivi loucamente o verdadeiro passado. 
Em noites escuras vejo-me perdido no mundo desconhecido, em sorrisos de mulheres muito inteligentes, ambiciosas e enigmáticas. Não procuro respostas, apenas observo. Atentamente vivo o mundo como Ele me permite. A energia divina leva-me, em braços, por terrenos férteis, coloridos e naturais. A energia divina que me permite o amor incondicional dos meus pais. 
Amo a natureza e as pessoas. Olho para elas e tento identificar-me, perceber o porquê das suas vidas e o porquê da minha. Sou feliz por amar quem posso e vivo tranquilamente com quem me quer amar. Sou livre, sou presente e agradável, sou um sopro do vento, um refresco de ar.