sexta-feira, 25 de outubro de 2019

AMANDA

25/10/2019

Amanda, a minha filha nasceu. Depois de uma longa espera durante aquele dia de vinte e quatro de Outubro, num quarto de hospital, aquele ser que procriamos ao longo de mais de 41 semanas, veio-nos conhecer. E que razão de ser. Quando vi a minha menina, vi o milagre da vida acontecer, right in front of my eyes...

Sou parco em palavras para classificar aquele momento, mas não vejo razões para o fazer. Aquele momento sente-se como algo inesquecível. De ora em diante eu vou fazer o meu melhor para guiar e amar da melhor maneira possível Amanda. A minha filha nasceu...

quarta-feira, 27 de março de 2019

Comunidade dos Símios

18/02/2019

Na comunidade dos símios, os machos-alfa disputavam entre si um lugar de liderança. Entre eles riam-se, faziam pouco e massacravam os símios desengonçados e os símios bobos da corte. Como era bom ser macho-alfa, pertencer à comunidade e aplicar um bullying aos outros para beneficio e jubilo próprio. 
Os simiosapiens gostavam de se "encharcar" de álcool, pois a suas raízes culturais ocidentais, acima de tudo a sua religião judaico-cristã, lhes permitia tal devaneio. Beber álcool, dar peidos e arrotos era de Homem (!), de macho-alfa! 
Numa altura em que as fêmeas lutavam por uma igualdade de direitos, essa notória emancipação resultava num poder e valor mais elevado no seio familiar. Ganharam o poder de exercer pressão psicológica no cérebro do símio. Ganharam também aceitação e valorização no espaço sócio-cultural e muitas, não concordavam que os símios as deixassem em casa quando iam ter com amigos e ingerir bebidas alcoólicas. 
Para os símios, saírem acompanhados com as fêmeas no grupo de amigos era dramático, sobretudo se o grupo de amigos fossem só machos - daqueles machos que pensavam ser alfa e não passavam de ómegas. 
Então os símios mais desprovidos da pressão das fêmeas, riam dos outros, acusavam-nos de não ter poder para as deixar em casa, lugar onde [culturalmente] pertenciam! A jigajoga na comunidade dos símios era uma verdadeira macacada, onde quem perdia, era sempre, a pessoa amada.