domingo, 31 de dezembro de 2017

TDE

07/11/2017

"It seems like everyone is sleep-walking through their waking state or wake-walking through their dreams".

Aya is The Divine Energy. You are here because of her. Ayahuasca is the direct link to her, but you may find her through other entheogen as well. It is when you give up your ego, your conscious “I am” and dwell in a loop of the unconscious although you remain in the organic material world, the matrix if you will. It is there you may find Her. 

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Qualidades e Qual idade (?)

23/07/2017

Umas das qualidades mais maravilhosas da Internet e redes sociais é que hoje eu assisto palestras, na integra, sem estar lá! É claro que essa não é uma qualidade totalitária da internet, mas é através dela que eu vejo e escuto aquele orador que eu tanto prezo. É, cada vez mais recorrente o uso de diretos - streaming da cobertura audiovisual do evento acontecer - qualidade autónoma dos media, no passado, que se tornou vulgar. Então para futuro será difícil eu querer sair de casa, se puder assistir a tudo sem sair do meu espaço seguro, da minha sensação/zona de conforto. 

Uma criança ou um adolescente através do seu aparelho ultra-tecnológico, ao qual no passado chamávamos de telemóvel, faz uso da suas funcionalidades e filma tudo o que está ao seu redor para os amigos verem, onde ele está, o que está a usufruir. Pode até filmar alguém a afogar-se (caso recente, nos USA) enquanto faz piadas e nega ajuda, auxilio. 
No ponto em que a sociedade está, é impossível distinguir a utopia da distopia, quando a tecnologia alimenta os cérebros e os egos do infante terrível, do homem narciso e do velho demente. 

Qual a idade em que os bebés devem se conectar à tecnologia? De que forma essa conexão nos torna mais mecânicos e virtuais, abstraindo os nossos valores orgânicos e elevando o conceito ilusório de que está tudo bem, quando os filhos não reclamam, não chateiam porque estão focados numa imagem, vídeo ou som, criado por nós para nos iludir?  

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Sentir

01/11/2017

Podia dizer que te amo e tu podias não perceber. 
Nunca tu imaginaste eu nos teus olhos me perder. 
Não posso mais fugir da vontade de não te perder. 
Um dia mais tarde, eu nunca te irei esquecer. 

Podia perder-te, esquecer-te mas rezo para não ter que o fazer.
Um dia podia contar-te aquilo que nunca te soube dizer. 
Tenho medo amanhã, de acordar sem te ver. 
Podias saber que eu vivia, apenas pela sensação de viver. 

As rimas e as poesias fazem parte do querer. 
A vontade do meu coração, é que o possas ter. 
Sinto saudades do teu abraço e da vontade de me ver. 
Podia perder-te, esquecer-te mas rezo para não ter que o fazer.

Sabes, queria dizer-te, que todos os momentos que eu passei contigo foram tão importantes porque me ajudas a ser cada vez melhor. Porque me fazes manter uma razão para amar, com todas as vontades e forças. Porque acordo com um sorriso nos lábios quando sei que estás muito feliz ao meu lado. Porque não és apenas um momento, mas uma razão de ser que a minha vida procura com grande sentimento e paixão. 
Eu gostava de dizer-te o quanto te quero e poder dar-te o mundo a seguir. 
É contigo que eu procuro ser, viver e sentir.

Retornado

27/09/2017

Faz muito tempo que não escrevo sobre o passado. Compreendi que o passado não existe. Apenas a nossa cabeça nos permite observar o passado. 
Quando vou ao meu, perco o sentido do pecado. Aqueles momentos de um sufoco apagado. Que eu não posso esconder do meu passado. 
Corro às voltas do relógio, subindo as escadas todos os dias para lhe dar corda. 
Já não falo do mundo como antes. Agora tenho alguém no meu mundo, que quero e procuro. Os momentos do passado, declaram-me apaixonado. 
Procuro-me no tempo que não existe; que eu idealizo e esqueço como um rebuçado que se derrete na boca. De mão dada a ouvir o teu coração ao meu lado.
Ouvi a coruja lá fora, em noites de um Outono recém chegado. O Inverno traz de volta os animais de um olhar pesado. O céu pode revelar um sol, mas traz nuvens de um passado. 
E, quando lá chegado, dei por mim, era retornado. 

domingo, 22 de outubro de 2017

Nazão

17/10/2017

Em 33 anos da minha vida, o meu país nunca tinha visto uma cortina de fumo cobrir por completo o sol, como se um estado apocalíptico estivesse descendo sobre a nossa nação. É triste perceber que não existe razão...
Haverá alguma razão para queimar tudo aquilo que conseguimos? Toda a nossa felicidade que absorvemos de viver em comunidade?
É triste perceber que há interesse maior que impera nas mentes destruídas, poluídas. 
É triste ver a destruição vincada nas paredes de casas outrora erguidas...
Ainda assim parece que tudo passa ao lado, como se a única maneira de percebermos é quando vemos o fogo apagado... 
As lágrimas de pessoas, tudo aquilo que haviam amado. Estava destruído, queimado. 
Podia ter o super poder de dizer a uma única voz, a nação de homens por mares nunca de antes navegados. E depois de tantas épocas, deixamos um rasto de hectares despovoados. Será que agora teremos prazer na destruição? Qual o verdadeiro mal que afecta esta nação? É triste perceber que não existe razão...

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Ephemeral

28/09/2017

Mother Earth 2.0

I believe we are starting to realize and accept we have got something from the past. It is time to look out for our ancestors and understand how beautiful life used to be. Our Mother Earth harbours us with a deep dearly love, only a mother could understand, because there’s no such feeling of giving birth to a living being; yet we struggle to perish a living cosmos. 
We all know for certain that day will come for the faithful departed and our Mother Earth will keep giving life to a cosmic living being, because that’s something we have always thougth, eventually. 
We are deadly living beings with an estimating limited live period of time yet there are those moments we choose to enjoy life at the fullest feeling of communion and sharing. 
As organic compounds vibrating at a certain frequency transmited from magnetic fields, energetic dancefloors of ecstatic dance can certainly elevate onto higher states of consciousness and manifestations of new religious cults from tecno tribes of the digital world; this is early century of XXI, breathing and walking on the third millinea after the explosive democracy of the Christian prophet, savior, the Messia. 
Changing places with technological evolutionary worlds (delusional?)... 
Facing a never testified transformation in mankind history record, digitalism and speed of wire - based on the highest manifestation of connectivity apart from each other - Humanity may be taking a leap of faith. 
Quantum mechanics may address such an evolution on the way man used to live that the unexpected struggle to save our living cosmos understands a trivial fate.      
And in the end of the day, we may be free to live the long nights of Fullmoon Summer Tribal gatherings by a lake shore, where Mother Earth still waits so long to having and loving us. 
Life could be just an ephemeral thought with our eyes wide shut.   

epiphanein ad aeternum 

sábado, 2 de setembro de 2017

A Máscara

01/08/2017

Egos que reclamam como se fossem manifestações físicas de uma energia divina em movimento constante. Em certos momentos tive a sensação de sentir as manifestações do ser humano como se de um animal ferido se tratasse, como se fosse um animal decadente, que fala consigo próprio e representa inúmeros papéis ao longo do seu caminho social. Como se a planta medicinal Aya o apanhasse, o desmascarasse e lhe limpasse as defesas usadas para se comunicar e relacionar com os outros, deixando o ego vulnerável e a descoberto para aqueles que observam. Pode ser essa vulnerabilidade perante os outros que provoca momentos de tensão, de choro, de ansiedade ou depressão. Por momentos tive a sensação que somos representações físicas individuais de uma corrente energética fora da nossa percepção e dimensão. E que o nosso cérebro, bio-computador, onde se aloja o ego é o que nos liga a essa corrente energética infinita, sem início nem fim em constante movimento. 
Porém a ilusão do ego é alimentada e viciada em novas ilusões que para o ser humano são realidades inquestionáveis e essa alimentação descontrolada, consumista e competitiva origina o aparecimento de vírus (depressão, ansiedade, desequilíbrio emocional, tensão, stress). 
O ego vulnerável arrota alto, manifesta-se sem a consciência que está a ser observado e conforme a reacção do grupo  assim ele se esconde ou se mostra. O ego desmascarado é uma criança autêntica, mimada mas não inocente. 
Como uma bailarina de uma caixa de música, que rodopia ao longo de uma interminável melodia, assim é a vida do universo que está longe de ser explicada e compreendida pela ciência e religião, que o homem inventou... 

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Link para Consciência

23/05/2017

De acordo com um livro de Kaku, há quatro níveis de consciência no planeta Terra: sendo as plantas o nível 0 e os humanos o nível 3 (2014: 79). Quando ele menciona as teorias da origem da consciência ele apresenta algumas válidas, mas não menciona a relação com os psicadélicos, como Terence McKenna afirmou nas suas publicações. Kaku um homem da ciência não se permite entrar no mundo do desconhecido ou do ainda não cientificamente provado. Então se o nosso cérebro evoluiu, aumentou de tamanho como o nosso corpo, estará essa evolução relacionada com o uso de psicadélicos pelos primatas? 
Se a entidade Aya funciona como uma desconstrução do ego indo de encontro à nossa essência elementar que se encontra em movimento constante e “suspensa” no cosmos, será possível afirmar que a matéria e a energia escura (ainda muito indefinida) que representa a maior parte do cosmos/universo, pode ser crucial para percebermos a composição, justificação da consciência? 
Se a desconstrução nos leva a entender que existe uma ligação infinita e na nossa essência estamos ligamos cosmicamente à consciência universal será possível afirmar que o ego é o responsável por cobrir a consciência individual de ilusões e nos afastar cada vez mais uns dos outros? Se sim, posso afirmar que o ego é o principal “demónio” da consciência! Se bom e mau são palavras inventadas por nós, assim como anjos e demónios, estas palavras representam uma realidade ilusória. O ego não pode ser justificado como algo separado ou criado independente, mas que faz parte do “pacote”, ou seja, não é possível evitarmos o ego no mundo “normal” uma vez que ele evolve connosco assim que começamos a aprender, a comunicar e relacionar interpessoalmente e deixamos de ser crianças inocentes. Ao longo dos anos que vivemos existe uma sobreposição de camadas ilusórias que aumentam cada vez mais o tamanho do ego. 
Os monges budistas ou todos os outros que se refugiam do "mundo normal" vivem livres desse “peso” do ego, desse peso da consciência. Porque a consciência alberga o ego no seu total. Ora a nossa essência mais pura - o amor, enfrenta os dois piores pesadelos: ego e máquinas. O século XXI é a revelação dos dois principais demónios materiais e imateriais para o amor que nos uniu e nos multiplicou enquanto espécie “principal” do planeta Terra. O amor divino é essa ligação infinita que existe dentro do coração de um ser vivo. Os egípcios consideravam o coração humano como a sede da consciência. 
O “acordar de novo" do ser humano depois de uma profunda viagem ao mundo da Aya, foi das coisas mais incríveis que testemunhei até hoje in loco. Ver as pessoas a saborearem um bago de uva, um pedaço de pêra como se fosse a melhor do mundo; ver pessoas a abraçarem-se e a acarinharem-se porque sentiam necessidade de dar e receber esse carinho, esse toque, é algo que me faz acreditar que o amor cura; que somos manifestações materiais de amor divino e puro, corrompidas por camadas e camadas de ilusões e que estão hoje a ser entendidas e combatidas, através do uso de plantas medicinais - enteógenos.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Obcecado

21/01/2013

Inverno frio lá fora. Uma música toca levemente, ao longo de um ritmo calmo, relaxante e descontraído. 
Hans Zimmer is a perfectionist! I so much would like to be one like him..
Beautiful and floating melody as the old souls are..
then he holds back and drives you into another journey, going back and forward.. as the beauty of time.. 
Ainda não sei o que consegui. Ainda não sei por o que tenho passado. Sei que vivo em constante culpa e pecado. O mundo é como nós o vemos, em tantas e determinadas maneiras. O nosso mundo é o espaço onde nós estamos. Tão adeptos da tecnologia. Do mundo virtual e do irreal. 
Tenho falado com algumas pessoas que comentam a economia, aquilo que eles pensam e ouvem. Dinheiro, todos os dias se fala nele. O que precisamos para viver, num mundo tão selvagem onde morremos de fome e desespero? O que nós procuramos e aquilo que temos. A sinceridade da vida quando percebemos que vivemos na mentira. Um sentir sem jeito e uma mente perdida. 
o pecado. 
por vezes vejo-me forçado, descontente e resignado. Não sinto quem vejo, nem julgo quem é culpado. Vivo sozinho, desprotegido e obcecado...

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Realidade Normal

15/07/2012

Se um dia eu, as pessoas olharem para mim de uma maneira diferente, se elas prestarem mais atenção naquela pessoa que está ali ao lado delas, o que irão elas pensar?
De que maneira elas estarão para me julgar? Então será que me irei sentir bem, ao vê-las assim a olhar para mim? 
O sentido poético da vida, por vezes acaba por ser demasiado surpreendente. Demasiado exigente. 
Radiohead toca neste momento no meu país. Aqui bem perto de mim, a apenas alguns quilómetros de distância. Eu gostaria de lá estar, mas não consegui. Esgotou a lotação. Com 55 mil pessoas em frente ao palco. Ainda antes de saber se eu poderia ir, devido às minhas responsabilidades profissionais, este dia do festival Optimus Alive esgotou!
Faço previsões para um dia visitar esse festival, mas por enquanto ouço através da rádio, exactamente neste momento e dou conta que estiveram presentes 16 mil estrangeiros, onde australianos e outros países vizinhos foram um dos contados. 
Este festival, este fim de semana, ajudou o nosso país! A nossa economia e, por conseguinte, a nossa confiança. Salientei há pouco que esta rádio fez um trabalho notável na cobertura do festival. A boa notícia foi que poucos dias antes do começo do festival, a rádio foi anunciada oficialmente como a rádio mais ouvida em Portugal. Houve dois pontos-chave nesta meta alcançada por parte da rádio. O momento do Vasco Palmeirim que acabou por ser nomeado como uma das pessoas mais influentes no nosso país. O momento do Ricardo Araújo Pereira, que é provavelmente um dos melhores entertainers de toda a história do entretenimento público português. 
Se a rádio conseguiu esse patamar, se o festival se está a destacar, serei eu capaz de triunfar? Terei eu força para conquistar esse patamar, onde me vou destacar? 
Às vezes fico muito contente com a vida, com tudo aquilo que sou e que possuo, mas a crise existencial, é hoje em dia uma realidade normal. 

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Meu Amigo Herói

05/06/2017

O último atentado de Londres, a 3 de Junho, levou a vida a 7 pessoas. Para um mal que já não tem remédio resta-nos aguardar pelas boas noticias que surgem depois destes trágicos acontecimentos... 
Um amigo meu, próximo, prestou serviços imediatos a uma mulher esfaqueada num restaurante, onde ele e os amigos jantavam pacificamente.  
Naquele espaço houve vários “heróis”, mas esse meu amigo decidiu dar a cara e a voz à comunicação social; a comunicação social elevou-o a herói nacional. 
Hoje em dia o povo agarra-se ao que pode; em momentos tão incertos e inseguros é sempre bom tomar conhecimento de um acto heróico. Além disso, é informação barata. Não precisa de muita pesquisa e/ou investigação e preenche o espaço de antena que as pessoas deliciadas não descuram. 
Estou sinceramente agradado por saber que um amigo meu foi útil para salvar a vida de um humano. Divirto-me a ver as entrevistas que surgem de todo lado com o depoimento do meu amigo. 
Ele como profissional de saúde presta auxílio a várias pessoas no seu expediente de trabalho e o próximo sorriso que receber dos seus doentes, não será um sorriso qualquer, mas sim o sorriso de admiração por serem tratadas por um herói. 
Certamente que este não será o último herói, nem o seu feito - o último acto heróico, mas é bom acreditar que avançamos unidos em busca de um mundo melhor, cada vez mais atacado por radicais doentios e descontrolados. Quando vírus como estes se alastram incondicionalmente todos devemos reagir como anticorpos para preservar o nosso Organismo Terrestre Cósmico. 

P.S. O atentado vitimou 8 pessoas. Hoje, 20 de Julho 2017, o meu amigo foi galardoado com medalha de Mérito - grau ouro da Câmara Municipal de Vila Real. Parabéns!

terça-feira, 4 de julho de 2017

Paradoxo

04/07/2017

Vou acordar daqui por quatro horas para ir trabalhar e não consigo dormir! Que pena! Estaria tão bem no meu subconsciente; a navegar em sonhos e desconectado deste mundo onde estou preso... 
Raras são as vezes que me sinto tranquilo! A idade vai entrando e eu vejo-me cada vez mais parado. Sou um felizardo por ter a família que tenho; por ter tudo o resto que tenho e sou; e, no entanto, vejo-me muitas vezes como insatisfeito. Aos olhos dos de fora não faço nada, aos olhos dos de casa nada faço e aos meus olhos vejo-me um lutador; devem ser poucos que tenham a raça e vontade de trabalhar como eu sei que tenho, poucos são os que persistem no estudo em busca da sabedoria e eu com tudo isso, sinto-me tão vazio... não tenho emprego, não tenho mulher nem filhos, nem casa, nem carro, nem mota; tenho muito pouco para mostrar exteriormente e tanto guardado no interior. Como é possível que com estas qualidades eu não tenha uma vida normal como os conterrâneos que me miram? Que mais terei eu que fazer para encontrar a minha paz, o meu canto e viver o resto da vida sem as preocupações que me perseguem antes de adormecer? 

P.S. I wrote the text above nearly twenty hours ago. Couple hours before this very sentence, God sent me some messages through Internet chatting with people I shared love, in a recent past. I spoke with someone I haven't spoken in the last half year; I presented her the story of The Fern and the Bamboo. She had no clue [still does not] about my last night existential crisis. Button line is: the message I needed to read was sent to me, by myself. I know it is a paradox!!!... and time is relative, just saying...

The Fern and the Bamboo

Author unknown 

One day I decided to quit...I quit my job, my relationship, my spirituality...
I wanted to quit my life. I went to the woods to have one last talk with God.
“God”, I said. “Can you give me one good reason not to quit?”
His answer surprised me. “Look around”, He said. “Do you see the fern and the bamboo?”
“Yes”, I replied. “When I planted the fern and the bamboo seeds, I took very good care of them.
I gave them light. I gave them water. The fern quickly grew from the earth.
Its brilliant green covered the floor. Yet nothing came from the bamboo seed.
But I did not quit on the bamboo. In the second year the fern grew more vibrant and plentiful.
And again, nothing came from the bamboo seed. But I did not quit on the bamboo.
In year three there was still nothing from the bamboo seed.
But I would not quit. The same in year four.
Then in the fifth year, a tiny sprout emerged from the earth.
Compared to the fern, it was seemingly small and insignificant.
But just six months later, the bamboo rose to over 100 feet tall.
It had spent the five years growing roots.
Those roots made it strong and gave it what it needed to survive.
I would not give any of my creations a challenge it could not handle.
“Did you know, my child, that all this time you have been struggling, you have actually been growing roots?
I would not quit on the bamboo. I will never quit on you.
“Don’t compare yourself to others.” He said. “The bamboo had a different purpose than the fern.
Yet they both make the forest beautiful. Your time will come”, God said to me.
“You will rise high.” “How high should I rise?” I asked.
“How high will the bamboo rise?” He asked in return.
“As high as it can?” I questioned. “Yes.”
He said, “Give me glory by rising as high as you can.”
I left the forest, realizing that God will never give up on me.
And He will never give up on you.


Never regret a day in your life.
Good days give you happiness; bad days give you experiences; both are essential to life.
Serenity isn’t freedom from the storm, but peace within the storm.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

100 Palavras

03/11/2016

A noite está incrivelmente silenciosa, lá fora. Enquanto isso os americanos vão continuando um serviço meticuloso de manipular a informação com que alimentam o mundo. Por outro lado os chineses, viram as costas a tal oferta, e cancelam o principal serviço de informação virtual, o Google, a nossa voz! 
Aquilo que falamos, sabemos e procuramos está quase garantidamente neste serviço de partilha de informação global. 
Hoje levei o meu tio ao Porto! Não é que a cidade lhe diga grande coisa, porque ele não a viu por completo! Apesar disso, para ele era tudo novo. Digamos que a presença dele naquela cidade foi muito rara durante a sua vida. Uma vida que já conta com uma idade classificada por terceira, ou muito perto disso. Senti-me feliz por ter tido a oportunidade de o levar comigo. 
Almoçamos mas não disse uma palavra! Nos seus olhos eu vi que a comida era do seu agrado. Na verdade o meu tio é surdo-mudo! Mas deteta aviões no ar e fica fascinado a olhar para eles. Acredito que um dia ele tenha viajado num e esse momento deveria ter sido bem excitante para ele. 
O meu tio nunca pode ouvir um belo som harmonioso, arte sonora, um sentimento delicioso quando a nossa alma se perde em sons combinados e encaixados para formar uma melodia. 
O meu tio nunca teve a oportunidade de dizer a alguém que o (a) ama. Ele não tem essa capacidade. Nem a inversa. 
O meu tio é trabalhador e sente-se feliz ao fazer um serviço de podar as árvores, embelezá-las com os seu ramos. Prepará-las para um dia melhor. 
Nunca eu conheci o meu tio triste! A minha convivência com ele também não foi intensa. Mas ainda assim comunicamos e conseguimos rir um com o outro. É incrível como sem palavras, as pessoas se podem comunicar e transmitir para o outro ideias engraçadas. 
A vida e a espécie humana são milagres reais.

The Story of the Angry Man

Author unknown

One day Buddha was walking through a village. A very angry and rude young man came up and began insulting him. “You have no right teaching others,” he shouted. “You are as stupid as everyone else. You are nothing but a fake.”
Buddha was not upset by these insults. Instead he asked the young man “Tell me, if you buy a gift for someone, and that person does not take it, to whom does the gift belong?”
The man was surprised to be asked such a strange question and answered, “It would belong to me, because I bought the gift.”
The Buddha smiled and said, “That is correct. And it is exactly the same with your anger.
If you become angry with me and I do not get insulted, then the anger falls back on you.

domingo, 4 de junho de 2017

God's Theory


24/12/2016

What if God is an omnipresent energy undetectable by our senses! An energy non divisible from universal consciousness. Like fire and burn or water and wet. 
We are born with a bio computer that if it works perfectly we connect with this all consciousness but take the example of an autism or other mental disfunction: 
Are they born to live a life with no perfect consciousness so they spend an incarnation in purgatory or hell?! 
First I was afraid of the end of the World when I believed in man and woman created by Christian God. Well the year 2016 made me realize about something else: Evolution; Consciousness; 
We (humans) are at the peak of our evolution;
Our energetic source is known as Dan Tien;
Our connection to Cosmos is our Consciousness;
Spirit is our bond with Pachamama;  

Pachamama is the word for “Mother Earth” or “The Great Mother” used in Peruvian shamanism. In Peru, everything in life begins, exists, and ends in direct dialogue and communion with Pachamama, the collective of the land itself. The land exists both inside and outside of time and space, as spirit and matter. The natural world is an expression of Pachamama what is born from the land and is returned to the land, in an ongoing cycle of death and rebirth. Pachamama is the existing energy field between all living things and is the source of the shaman’s power” Deborah Bryon, PhD

domingo, 7 de maio de 2017

As 3 vidas de Maria

14/02/2017

Naquela noite de 14 de Fevereiro estava programado a qualificação da liga dos campeões de futebol europeu. 
Maria A. vivia com um pé na luxuria e outro na ganância. Esposa de um famoso jogador de futebol era tratada como uma rainha e fazia questão disso. Decidiu estudar, frequentar a universidade, não por vontade mas desejo. Desejo de ver e mostra-se a outros homens. Era bela e tratava o corpo com o objectivo de ficar cada vez mais bela; por fora! Treinava não por saúde, mas por sensualidade, por desejo de olhar-se no espelho e ficar excitada com aquela imagem. 
É o que está por fora que os olhos comem e, quando chega a hora de comer o que está por dentro, vai-se a fome e fica só a vontade! 
Chamou a sua empregada, deu-lhe uma nota suficiente para comprar o jantar para ela e os seus dois filhos ainda crianças. Pediu-lhe para os levar a um restaurante de fast food e depois ir ao cinema. Ordenou-lhe que voltasse a casa, duas horas depois, quando o futebol tivesse acabado e lhe trouxesse alguma coisa leve, para jantar. 
Quando eles saíram, tomou um belo banho e vestiu aquela lingerie rosa que o marido pagou. Cobriu o seu corpo com um fofo roupão e esperou um toque no telemóvel... 
Uma hora depois Valentim estava esgotado. Maria A. tinha usado e abusado daquele pedaço de homem que conhecera no ginásio. Ele, só tinha força para rir, quando viu que o dono da casa onde estava, da mulher que o espremeu até à ultima gota e o homem que lhe pagou o táxi de ida e volta, tinha marcado um belo golo. 

No mesmo intervalo de tempo, mas muito longe daquela casa, Maria B. estava desolada. Tinha preparado o melhor jantar, escolhido a melhor lingerie que usava por baixo do vestido que o seu namorado lhe dera, comprado velas e rosas, para decorar a mesa. Estava tudo pronto para uma noite em grande. [Culturalmente] A noite em que os casais têm que se reunir para fazer o amor sob a tutela de S. Valentim. Mas algo mais importante acontecia naquele momento. A liga dos campeões de futebol. Que tragédia para o plano sensual, erótico e lascivo de Maria B! Enquanto ela jantava o prato favorito do seu Valentim, ele roía as unhas no café com os amigos e fumava cigarros à medida que o contador do relógio no ecrã aumentava. Ele sabia bem o pedaço de mulher, a comida e o momento intenso que ele tinha à sua espera naquela hora, mas para Valentim isso podia esperar, o seu Benfica é que não!

Longe da ribalta e das luzes das grandes cidades, Maria C. e Valentim viviam um momento de grande afecto e amor. Ele tinha-a convidado para jantar fora e ela aceitou. 
A certeza de que não iriam ter aquela oportunidade por muito mais tempo era tão real como cruel. Amavam-se há muito. Tiveram dois filhos fruto desse amor, mas esses pouco herdaram dessa genética. Talvez o mundo os tenha mudado, porque em pequenos eles não eram assim, repetia Maria C. para ela própria, quando queria justificar o porquê de os seus filhos raramente os visitarem. 
Depois do jantar voltaram a casa. Valentim serviu um cálice de vinho do Porto para si e outro para a sua esposa e ofereceu-lho. Ela sentada no sofá, olhava os movimentos do seu amor, na expectativa. Enquanto ela bebia, colocou um disco antigo na sua aparelhagem também antiga. Quando começou aquela música, aquela música que era deles, ofereceu-lhe um embrulho em forma de coração que continha vários chocolates lá dentro. Sentou-se ao seu lado e passou o braço por cima dela. Ela deu-lhe um pequeno chocolate à boca, aconchegou-se no seu peito e disse-lhe: 
- Obrigada por sempre tentares fazer de mim a mulher mais feliz do mundo. Obrigada por me ajudares a ser o que fui até hoje. Obrigada pelo amor de sempre e para sempre. Obrigada por este chocolate, este momento, este mimo de ti para mim.
Amo-te, meu Valentim!

segunda-feira, 1 de maio de 2017

31:33 - The Handmaiden

26/12/2016

um quadro. o recurso a espelhos é frequente e a imagem cinematográfica captada, é excelente nessa produção! As decorações do espaço são um elemento do filme. Tem a sua identidade própria.
Para além da língua ser um elemento cultural, a ausência de palavras e a comunicação gestual e afectiva, marcam também uma cultura. Uns minutos de acção em que não se ouve uma palavra, mas os actores comunicam, entre eles, por gestos. 
[Agora] um apontamento do realizador: Estes minutos de acção são passados depois de uma afirmação do tempo. O relógio que toca, o relógio que o actor consulta, mas as horas não são, propositadamente, claras! Como se o tempo não fosse importante...

Nós surgimos no mundo com uma capacidade limitada. O nosso bio-computador está programado para se auto-desligar quando a energia está demasiado baixa. Ao "apagarmos", limpamos a memória para mais uma horas seguidas de informação. Assim, estamos a carregar bateria que nos permite ser energéticos, durante essas horas de recolha de informação. 
Será que alguém conhece um animal, um ser vivo, que não esteja auto-programado para se "apagar" durante um espaço de tempo que é diferenciado pela luz solar ou ausência desta? Ou pela ausência da lua ou pelo seu brilho?! 
Todo o resto dos biliões e biliões de estrelas não são suficientes para nos diferenciar...
Quando a memória fica em sobrecarga é problemático. Pode trazer várias mazelas e vai, com certeza, alterar a nossa fluidez de pensamento. 
As contas por serem simples de fazer, no final, percebermos que passamos um pouco mais de um quarto do ano a dormir. 
Dormir 6 horas por dia. Em 365 dias. São 2190 horas. Dividindo todas essas horas por dias de 24 horas. O resultado são 91 dias e um quarto. 
Ao dividir o ano em quatro o resultado é o mesmo. 91 dias e um quarto. 
Quem dormir um quarto do dia. Dorme um quarto do ano. 
Parece fácil, mas é abstracto. Tu és daqueles que dorme um quarto do ano, ou não passas sem um terço?

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Evolução

30/11/2016

"Meditation does not make problems go away; it allows us to face them with a completely different attitude. Meditation has nothing to do with finding God or traditional religious awakening, but it has everything to do with understanding how the mind works and how we can become more enlightened and effective people by the practice of overcoming our own egos and the inherent weaknesses of our personalities". by Michael Keating on the way of meditation - living life in the flow, article why the most hardcore warriors in history practised meditation

Nesta noite de alguma pesquisa verifiquei que o grau de doutoramento ao qual me registei e venho acompanhado, vai ser mais exigente que o pensado! 
John F. Kennedy in his speech in 1961 “We choose to go to the moon in this decade and do the other things, not because they are easy, but because they are hard”.
Por vezes a gente só tem que acreditar que tudo vai correr pelo melhor. Ou tentar acreditar, também ajuda no caminho da evolução. Porque no voltar a tentar, tentar e acreditar está o percurso que cada um de nós tem para caminhar. 
Por vezes é tão difícil compreendermo-nos. Olhar para nós e tentar arranjar algum significado. O que sou eu? O que fui eu no passado? 

terça-feira, 25 de abril de 2017

Bom Natal

26/12/2016

três, dois, um.. prepare to lift off..
Em direcção ao cosmos. Micro-cosmos. Sonhos perdidos do passado. Vontades de os reviver num presente. Um presente de Natal. O Natal que acabou de passar e foi o ultimo de George Michael. 
One of the biggest pop star singers in the world. Um homem incrível [dizem], que deixou muito cedo o Planeta. Pelo menos em forma física. Materialmente. 
Tenho-me divertido consecutivamente aos sábados a noite. 
Sábado passado a diversão foi outra. La famiglia esteve novamente reunida. Ou parte dela. Em momentos familiares, eu acredito que falar sobre passados individuais e colectivos de uma certa saudade ou comparação, possam dinamizar o espírito acolhedor que nos esforçamos por sentir, apesar da vida de cada um, enquanto um individual. 
Tudo o que a gente procura sentir é um Bom Natal! 
Desejar um Bom Natal, por correio electrónico, por abraços, sorrisos. Reuniões improváveis, mas extremamente oportunas. O tempo passa e leva-nos por caminhos tão diferentes e distantes. Estar reunido e lembrar memórias do passado, pode satisfazer-nos tão bem a mente. Irmos cada qual ao seu interior. À sua mente buscar aquele episódio. A consciência é única, ou será universal? 
Se cada qual for relembrar o seu episódio passado, em que todos estamos inseridos podemos rir sobre isso, fazer troça. Mas cada qual terá a sua interpretação e contará o episódio à sua maneira, apenas os diálogos, as palavras que são deixadas num passado ficam de marca ao que trazemos para um presente. 

We are in permanent evolution. A nossa constante evolução leva-nos a verdadeiros puzzles sobre nós próprios. 
A extinção da raça humana. A emancipação da inteligência artificial. O Inverno chegou com uma mensagem clara. Ares gélidos vigorosos. O sol não tem aquecido muito e a lenha escasseia cada vez mais depressa. Dizem as noticias que nevou em sítios onde não nevava há mais de 30 anos. Eu praticamente não existia, da ultima vez que nevou, num dos mais quentes e maiores desertos do planeta Terra - Sahara. 
Se falarmos em círculos, será que este acontecimento nos quer dizer alguma coisa? 
Terá algum tipo de influência na humanidade? 
Quando nevou no Sahara, no passado, de que forma se caracterizou esse período seguinte?

quinta-feira, 20 de abril de 2017

As três vidas de Maria - II

14/02/2017

O relógio marcava 21h quando Maria trouxe ao mundo o filho mais amado que toda a mãe deseja; o seu primeiro filho, o seu tesouro! 
Demorou para nascer, exigiu tanta força da sua mãe e uma superação tão forte ao sofrimento, que se ele algum dia soubesse tal resistência, ia com certeza olhar a sua mãe como a maior heroína da sua vida. 
Muitos anos mais tarde, Valentim celebrava o seu aniversário no dia 14 de Fevereiro, 
e recebeu a sua medalha de sobriedade. Dois anos limpo do vício da heroína. 
Exactamente há dois anos atrás caiu inconsciente no quarto da sua namorada, Maria, quando celebrava o seu nascimento, o seu aniversário! Aquela heroína era power! Viciado numa droga que a sua namorada Maria lhe apresentava como um bom momento, que ele achava que dominava; Valentim perdeu o rumo e o resto.

Naquela noite, Maria tinha preparado o melhor jantar para receber Valentim em sua casa. 
Visivelmente risonho, entrou em casa e dirigiu-se a mãe. Abraçou-a com força. Com a mesma força que usava para se manter longe do vício da heroína. 
Aquele vício jamais seria esquecido, mas seria para sempre evitado. Dois anos após o caminho das trevas e da ilusão, eram ainda frescas as memórias, os cheiros, os delírios. Sempre que se abraçava a mãe, parecia que lhe vinha tudo a memória, como se fosse uma sombra, um remorso, por ter feito sofrer a pessoa mais importante na sua vida. Maria era a sua verdadeira heroína. 
As lágrimas escorriam pela sua cara. Maria sabia, sentia, conhecia o seu Valentim como a ela própria e, deixou-o sentir aquele carinho de mãe que mais nenhum ser no mundo nos pode dar. 
- Amo-te meu Valentim! - disse-lhe ela ao ouvido.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

The Continuous Flow

12/12/2016

Today, after sleep, over 12 hours since my first report about The Westworld I feel dazzled. I can not think about something else and my bicameral mind just got notion of itself. 
According to history and science, in the early 16th century Amerigo Vespucci named the New World what would later be called the Americas (after him) in the age of discovery. Before that classical period geographers thought of the world as Africa, Europe and Asia [Afro-Eurasia].   
That world is nowadays known as the Westworld. 
If we were to talk about an endless twist from the pilot The Original until the season finale The Bicameral Mind, we would have a rather nice journey through hippocampus where short term memory is located. But twists are just a detail in scriptwriting art. 
Westworld goes far beyond that. Frequently dares the viewer with the philosophical question: Meaning of life. 
What others referred to Samsara, where cycle of aimless drifting, wandering or mundane existence were applied to human life. It also refers to the theory of rebirth and "cyclicality of all life, matter, existence". The continuous flow. Reincarnation. The new life. 
Hosts or human like androids sense the feeling of being in some place sometime before, but they can not be quite sure, because memories are a trap. There’s also references to next life and past life, in a spacetime world just like the Cosmos. 
The creators of masterpieces such as Baraka, Qatsi Trilogy, Timescapes, 30 Seconds to Mars, Cosmos, The Legacy Project, Inception, Apocalypto, The Captains of Spaceship Earth, Twin Peaks, Fringe, The Westworld, may be linked to this idea I have been presenting here!(?) 

All I have been through all this 32 years where the base of consciousness and since past November the first, I have been walking on to a different path till this very day; Where I think of myself so much more aware! 
Where I got to know about bicameral mind, the origin of consciousness, the origin of the world as we know it, the world we have built through epochs and civilizations.  
Now, I don’t believe all those creators are aware of reincarnation, rebirth. I rather believe they were allowed through their art to send the message, just like other magnificent minds of the past. Everything is but a cycle which adapts itself to human evolution. 

In the current era of digital technology enhancement, everything might appear and reveal itself as fast as a dream; But the dream world we have been thinking since the beginning of times is just the cornerstone. 

quarta-feira, 29 de março de 2017

Encontro com Carl Sagan

15/11/2016

Ontem desde que apareceu ao nosso olhar, a lua, deu-nos um brilho fora do normal! 
Esteve mais perto de nós e por isso o seu tamanho, ao nosso olhar, parecia-nos muito maior. A lua é uma só, mas varia ao nosso olhar porque nos movimentamos. Giramos em torno de um sol. 
Só agora eu dediquei tempo a mim mesmo para assistir a um magnifico documentário de Carl Sagan - Cosmos: a personal voyageÉ fascinante aquilo que ele nos ensina! 
A história vista de uma maneira como nunca ninguém a viu. Um génio diria! 
Na minha opinião, este documentário é uma peça histórica da vida na Terra, da Terra no espaço e o nosso Cosmos. 
Uma obra de arte, onde a ciência se mistura com a profecia através de uma delicadeza difícil de encontrar nos biliões de vídeos disponíveis na rede global - a internet.   
Hoje em dia tudo cresce a uma velocidade tremenda. 
São os festivais de cultura psicadélica que promovem culturas de diferentes países e continentes. 
São os vídeos nas redes sociais que estão a dominar o assunto partilhado. 
É muito! É demasiado. 
O incrível é que Carl Sagan já previa isso nos seus documentários nos idos anos de 1980. Que a evolução fosse cada vez mais rápida e desmesurada. 

Provavelmente haverá pessoas no futuro que façam um ano sabático para percorrer os festivais alternativos de cultura psicadélica. Outros viajarão para trabalhar nos festivais. Porque se há algo que caracteriza este publico alternativo, é a sua capacidade nómada.

domingo, 19 de março de 2017

O Homem Moderno

04/02/2017

Ao longo da Natureza (do nada e tudo) sempre em busca de mais um quilómetro, o caos da minha vida, encontra-se no cosmos... 

O cérebro humano é um órgão. A mente [consciência] é algo a que conseguimos aceder através do cérebro. Algo que não se vê. 
A mão é algo objectivo como o cérebro. Imagine que temos a capacidade de manipular coisas com a mão sem lhes tocarmos. Através da nossa energia, assim como temos a capacidade de aceder à consciência através do cérebro. Pode deixar de imaginar, que esta ideia já lhe está a causar confusão! 
A consciência que é una, é o produto final de renovações e transformações dos vários indivíduos, das varias sociedades, das várias civilizações e da história. Cada indivíduo pode ter acesso - se for “normal”, mas sobretudo saudável - à sua consciência, que reflecte o mundo normal.  
O mundo normal é aquilo que a gente vê. O resultado cultural da evolução humana desde a sua origem aos dias de hoje. Permita-me chamar-lhe de matrix - lugar onde alguma coisa nasce ou se gera - onde todos co-existimos e nos relacionamos. 
O computador é um aparelho, uma máquina criada pelo ser humano. Nos idos anos 60, as mulheres negras que formavam o departamento de cálculo na NASA, eram denominadas de “computadores”. O computador actual - como o conhecemos - foi criado pouco antes, na segunda guerra mundial [1939 a 1945].
A internet é uma rede eléctrica, sem fio e óptica, programada e transformada pelo indivíduo e pelas sociedades. É, no entanto, algo que não se vê, mas à qual nós podemos aceder através do computador.  
Através de estados alterados da mente, acedemos a zonas de desconforto. Zonas que por não serem “normais” são deploradas, julgadas e criticadas pelo mundo normal. Algo tão normal como criticarmos, desvalorizarmos, desrespeitarmos o próximo no exercício de nos valorizarmos em relação a quem é “supostamente mais fraco” que nós.   
Os estados alterados da mente podem ser acedidos através de diferentes processos complexos tais como: a meditação, a hipnose ou reacções químicas provocadas por ingestão de drogas ou poções. 
Estes processos renovam e alteram as vibrações do nosso cérebro, reprogramando-o para diminuir ou elevar a energia no nosso corpo. A forma mais frequente e que atinge um maior número de pessoas é através da música, seja ela electrónica ou orgânica, erudita ou básica. 
O indivíduo desde a sua origem e evolução recorreu sempre a estes processos para se conhecer, para se situar, para evoluir. 
Confúcio (479 A.C), pensador e filosofo chinês declarou: “Se queres prever o futuro, estuda o passado”. 
No mundo actual, os festivais de cultura psicadélica que se realizam no mundo inteiro, cada vez com mais frequência e adeptos, podem ser compreendidos como o refúgio do mundo actual para regressos ao passado, através de estados alterados da mente e através da música electrónica. 
É no seguimento deste raciocínio que se desenvolve a seguinte ideia: estes movimentos interculturais de manifestação de arte, de liberdade, união e cultivo espiritual podem estar na origem de uma transformação de sociedades ou civilizações. A identidade cultural - que tanto nos leva ao passado como a futuros apocalípticos - revelada nos indivíduos destas tribos contemporâneas pode desencadear movimentos culturais de dimensão aproximada ao Renascimento?!
A verdade, porém, não pode ser negada! 
Festivais Transformacionais como o Boom Festival (PT), Burning Man (US), Symbiosis Gathering (US), Fusion Festival (GER) tem na música o fio condutor para renovar e alterar as vibrações cerebrais, mas na sua essência, transformações implícitas de cariz sócio-culturais, económicas, políticas e religiosas: as principais bases da civilização.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Fui Ver-te

12/10/2017

fui ver-te.. ainda

Hoje, se contar que ainda não dormi e não finalizei, ainda, mais um episódio da minha vida, fui ver-te. Mas só olhar o tempo, percebo que foi ontem. São exactamente 0 horas e 41 minutos deste dia. Eu vi-te no dia 11, ainda. 
Tenho saudades tuas, tenho saudades nossas. 
Tenho uma alegria enorme de te ter a meu lado, apesar de ao longo de todos estes anos, nem sempre o ter demonstrado. 
Queria dizer-te palavras que ainda não te tinha dito e por isso, entreguei-as de bom grado. 
Contei-te os meus planos para um futuro próximo, transmiti-te a vontade de me ver em outro lado. Seguir o meu caminho, aquele caminho que eu tenho imaginado.   
Entrei naquele hospital enorme, caminhei com a nossa mãe ao lado. De coração apertado. 
No quarto climatizado, ao teu lado, estavam 4 senhoras, mulheres de um longo passado. Certamente elas olham para ti e vêem coisas diferentes, mas inequivocamente todas elas se questionam porque é que estás ali: 
- Tu, menina tão nova, porque estás ao nosso lado? 
A doença chega para todas as idades, não decide pelo pecado. O pecado mora ao lado. Durante anos, eu tenho sido o pecado. O pecado de não te abraçar mais vezes, como fiz hoje. O pecado de não te sentir tanto como te senti hoje. O pecado do culpado. 
Estamos na eminência de abrir uma empresa, de um projecto que eu tenho estruturado. Tudo será novo, depois de o termos concretizado. 
Mas quero ter-te ao meu lado. Por muitos e longos anos, para me sentir amado. 
O tempo rouba-me o passado, ansioso por um futuro, por ti abraçado.

domingo, 12 de março de 2017

As Três Vidas de Maria - I

14/02/2017

Naquela tarde, escureceu mais cedo. Dentro da sua cozinha pequena, Maria descascava batatas para o jantar. O que ouvia na televisão já não lhe dizia nada. Longe iam os tempos em que o seu marido a levava para jantar, no dia 14 de Fevereiro, e, depois tinham uma noite fogosa. 
Depois de perder o trabalho, foi vencido pelo desgosto que o levou ao álcool e o transformou num homem que ele não era.
Meia hora depois, ele chegou a casa, no estado que lhe era característico dos últimos tempos. Sentou-se à mesa, jantou o que a sua esposa lhe preparou e acabou por adormecer em cima da mesa. 
Não trocaram um gesto de carinho e as palavras foram numa direcção totalmente opostas ao suposto amor do dia de S. Valentim. 
Duas horas mais tarde, Maria tinha adormecido no sofá em frente à televisão enquanto assistia à sua novela de eleição. O marido tinha saído para o café para jogar as cartas. 

Abriu a porta devagar, na sua mão trazia algo que o enchia de orgulho e entusiasmo. Pousou a mochila na cozinha e reparou que tinha o jantar guardado no forno. Dirigiu-se ao sofá, abanou devagar a sua mãe e quando ela acordou, estendeu-lhe uma bonita rosa vermelha. Ao ver a bonita flor, os olhos de Maria ficaram inundados de lágrimas. Levantou-se e abraçou o tronco do filho, pois era o mais alto que chegava. Ele baixou-se para lhe beijar a cara, quando ela lhe disse: 
- Amo-te, meu Valentim! Obrigada!

Eros Decadente

11/03/2017

Eros, na mitologia grega, era o Deus do Amor. 
Recentemente fui a um festival cujo nome é Eros. Nesse festival a manifestação de amor é polémica e controversa. Apresentado como evento para maiores de idade, o que se pode encontrar dentro daquele pavilhão é pessoas à descoberta e pessoas à deriva. 
Desde tendas de tatuagem a tendas de objectos para o uso sexual, passamos por espaços onde o BDSM é rei! 
Ao percebermos que há pessoas que tem um enorme prazer na dor infligida e a infligir essa dor nos outros, damos conta que a dor se manifesta no amor dessas pessoas. 

Segundo Platão, Eros foi concebido através de um acto de ousadia, oportunismo e desespero, quando Pênia (pobreza) se aproveitou do estado desequilibrado de Poros (Riqueza) e se envolveram sexualmente. O mito tem outras qualidades interessantes, mas a ressalva fica em Eros ser o filho que é da falta e da abundância. 

Para quem defende que o Erotismo ou a Pornografia é uma manifestação artística, o evento actual pode não ser a melhor escolha para observar, para aprender, para se excitar. O prazer que se procura na observação de corpos nus, em contacto, línguas húmidas em volta de zonas erógenas, um vai e vem de penetração mecânica sem afecto algum, pode deitar por água abaixo a excitação inicial ao entrar no espaço onde o festival se desenrola. Portanto, alimentar o nosso consciente de que vamos vislumbrar mulheres e homens bem tratados a envolverem-se lascivamente sem preconceito, é uma esperança vã. 
Os actores sociais não estão lá pelo prazer de serem observados, mas pelo amor ao dinheiro, ou o desespero de ganhar a vida que se tornou tão dependente de químicos, de possuir algum dinheiro para conseguir alimentar um corpo que está em clara decadência. 
O desequilibro é tal que faz lembrar o estado de Poros! 
A luxuria ao apoderar-se da sociedade actual abriu caminho à ostentação e libertou a ilusão de que “la bella vita” é enchermos os olhos dos outros, com aquilo que não somos, nem temos!  
O show de sexo ao vivo, por acrescidos 3 euros (!) faz lembrar uma performance de circo... as actrizes sobem ao palco já nuas, umas com vibrador outras não, os homens sobem ao palco estimulados, dopados, com a “arma” de fora, estendida, na palma da mão. Sexo mecânico, gemidos que auferem dinheiro e escondem desgostos, vícios e dor. Sorrisos impostos em caras de mágoa, corpos doentes e viciados. 
“Il capo”, roda à beira do palco e observa a sua tripulação com um sorriso oportunista e ganancioso. Os corpos, instrumentos de trabalho e para o quais pagamos para ver, revelam acrescentes de silicone e outras massas que para além de intoxicarem o corpo, se tornam desproporcionais e ridículos. 
É em manifestações cada vez mais ridículas que nos vemos inseridos, próprias de uma palhaçada circense. 
O dinheiro cada vez mais escasso, a selecção própria de classes sociais proporciona a eventos como o Eros, um contacto com grupos de homens e mulheres jovens, exaustos pelas longas jornadas consecutivas de dias e noites, com pouca ou nenhuma roupa, deambular pelo pavilhão, estimulados pelo desespero que o relógio avance sem interrupção. Gozados, observados e enxovalhados pela multidão. 

A multidão que se procura no Eros e se revela em casa, dentro de quatro paredes. Casais de várias idades que se excitam sozinhos no meio da gente. Cada ser individual que vive bem, vive melhor, se ostenta, no mundo do Eros decadente.

segunda-feira, 6 de março de 2017

O_Culto

07/02/2017

Cultura não é conhecimento mas também não é a ausência dele. 
Não é objectiva ao contrário do conhecimento; é complexa e profunda. 
Permita-me a analogia (!): cultura é consciência e consciência é cultura; 
a cultura não existe sozinha; a consciência também não.
A memória é a base da consciência; a cultura manifesta-se através da memória. 
A cultura é resultado de um culto; o culto vive na consciência. 
Um homem culto é um homem que cultivou a sua consciência.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Anos 80

20/11/2016

Eu podia falar de mim e estar aqui a escrever coisas irrelevantes para o mundo. Para o nosso planeta Terra. Para a nossa Mãe Natureza. 
Na verdade eu tenho procurado ao longo da minha vida, perceber de que forma eu posso contribuir da melhor maneira durante esta visita a este planeta. Nós somos insignificantes num universo cósmico, sem limite definido. Mas fazemos toda a diferença cada um por si, caminhando na mesma direcção. O nosso planeta viaja a uma velocidade excepcional para os nossos padrões. Viajamos num universo que nos parece pequeno porque nem sequer pensamos nele. 
Porque estamos aqui? De onde viemos? Para onde vamos? 
Hoje vou terminar de assistir a uma série televisiva. Um legado deixado por Carl Sagan no idos anos 80. Serão poucos os que se lembram dessa série. Ou poucos os que ainda têm interesse nela. Da mesma forma, ele explica como a gente deixa de ter interesse em algo tão belo como o nosso planeta. As nossas origens. A nossa espécie. O ser humano. 
Hoje em dia, sabemos aquilo que os média nos passam. As redes sociais, os canais de comunicação. Os livros são apenas meros objectos que caíram em desuso. Nos livros está a sabedoria. E nos meios de comunicação está a hipocrisia. O espelho negro daquilo que a gente pensa ver e na realidade não vê. Black Mirror é outra série televisiva que demonstra grande importância num contexto tão actual e por vezes surreal. 
Comecei o Doutoramento em Ciências da Cultura e sinto um especial interesse em pesquisa. No entanto, vejo-me perdido em tantos momentos fúteis, que o tempo me escapa por entre os dedos quando penso estar a alcançar um caminho, ou o caminho!
A journey of a thousand miles begins with a single step, provérbio chinês pelo filosofo Laozi. 
O final da saga, Who Speaks for Earth de Carl Sagan, Cosmos: a personal voyage questiona o espectador. Revela-lhe informação demasiado assustadora para ser verdade. E no entanto, esse apontamento cientifico remonta aos idos anos 80. Hoje em dia, passados mais de 30 anos, o mundo caminhou para um lado muito mais negro e as suas profecias, ou questões que levantou e pairaram no ar, ficaram por esclarecer(?) ou vão-se confirmar?

A passagem que ele refere desde Hypatia a Cyrill, são na minha opinião, o ponto-chave da mudança no mundo. Mas o seu depoimento final é de uma empatia, visão e sabedoria que fazia corar qualquer um dos génios dos séculos passado, incluindo Eratosthenes.  
Como é possível existir 200 nações no nosso planeta e as grandes potências e os seus seguidores gastarem quantidades inacreditáveis de dinheiro em treino de guerra, armamento e armas de destruição maciça. 
Preparamos a defesa de quem? Ou estamos constantemente a preparar o ataque a outra nação? A gente não vai atacar outros planetas (!), nem nos vamos defender de extraterrestres porque não sabemos se eles existem ou nem sequer acreditamos nisso. Então, posso compreender que as grandes nações do mundo inteiro depositam aquilo que nos traz poder enquanto ser humano, o dinheiro, em grandes equipas prontas a uma guerra iminente. De uns humanos contra os outros. E pude registar através da obra de Carl Sagan que já há muitos séculos nos começamos a combater uns aos outros. Desde as conquistas, à escravidão, às guerras maciças de destruição. Destruição total. 
As bombas nucleares guardadas em sítios secretos dessas nações pelo mundo fora, são tão destrutivas que a raça humana deixará simplesmente de existir. E, no entanto, dos mais de 7 biliões de pessoas que existem actualmente e que todos buscam um caminho, ninguém sabe para onde caminhamos porque apenas menos de 1% da população mundial tem acesso à informação real do mundo que a gente vive. À sua tecnologia. Sofisticada, preparada e trabalha para ser terminal. Ao que existe no espaço e de como eles o manobram de forma a poder espiar o mundo sem serem notados. Estar de olho na raça humana. Mantê-los vigiados! 

Todos trilham um caminho. Uns à procura da felicidade, outros à procura de amor, outros à procura de guerra, outros à procura de dor.