sábado, 14 de novembro de 2015

Ego Virtual (primeira parte)

03/09/2015

Há cerca de duas semanas atrás fiz um post na melhor bancada de propaganda, alguma vez criada, leia-se facebook, sobre o problema dos refugiados! Esse post eu auto rotulei de The Tip of the Iceberg! Não registou um “saudoso” like ou despoletou qualquer comentário, talvez porque muitos não saibam o que a expressão (anterior) quer dizer, ou porque ainda não existia matéria visual suficiente para arremessar uns aos outros nessa espampanante plataforma de propaganda! E quando falo em matéria visual, falo em fotos ou vídeos que no passado valiam mais que mil palavras, mas hoje, uma imagem pode ser uma palavra de propaganda! 
Passadas duas semanas, cada vez se fala mais disso, porque são muros que se constroem nas fronteiras de países, são cordões de exercito armado que bloqueiam os passos seguintes dos chamados “sem terra”!!
Ora, eu lembro das primeiras noticias registadas sobre o movimento migratório, sentido sul-norte onde a portagem era o mar mediterrâneo! Digamos - e sendo eu português - que o mediterrâneo se confundia com um cabo das tormentas, quando os barcos carregados (muito excessivamente) de navegantes, tentavam chegar à Europa! Mais propriamente a Itália que teve a tenebrosa função de os recolher, para inglês ver!! 
Numa primeira experiência, Calais tornou-se a pequena povoação mais falada, durante cerca de uma semana, pois o Reino Unido, de castelos e princesas ficava do outro lado do mar navegável por terra e por água! 
Podia dizer-se que aquele pedaço de terra, a que chamam de Reino Unido era o céu na terra para estes refugiados! Mas até o céu lhes fechou as portas!!
Nesta analogia barata de céu que fecha as portas ao comum dos mortais, a complexidade das letras é deveras cáustica! 
E uma vez aqui chegados, posso apresentar - apenas duas! - das notáveis diferenças de grande complexidade!    
A religião e o abecedário!


Desde que a informação se propagou globalmente, o ritmo de evolução foi espantoso! Para uns pode ser assustador, para outros pode ser um dia como os outros... em que nada muda! - e eu aqui à espera que tudo mude, porque já estou farto deste mundo medíocre, onde a sociedade é uma bela hipócrita, vestida de pomposas marcas de luxo e uma língua lasciva, insaciável que me alimenta os egos secretos, íntimos e obscuros!
(...)

To be continued

O Poder de Amar

06/10/2015

Hoje, de manhã, depois do despertador do telemóvel avisar a hora do momento, abraçou-se a mim, como se o mundo fosse ruir e, rebentou num pranto!
Um sufoco que impedia a entrada de ar e que nos torce o coração, impedindo o órgão de bombear sangue continuamente pelo nosso corpo. Eu sei o que isso é. Já sofri o mesmo. 
Cada chegada é uma vitória, uma conquista e cada partida é uma derrota e uma dor. 
O poder de amar está para lá do afecto sexual, do orgasmo ou das qualidades humanas. Está nos pormenores que observo dessa mulher, que me fazem sorrir e me dá mais vontade de a agarrar, porque é única, especial e frágil como uma flor. Está na vontade que tenho de escrever este texto, sem ela saber, porque não tenho a força necessária para lhe dizer tudo isto, sem rebentar em lágrimas e ficar sem respirar...
Cada um escolhe o seu caminho e o meu cruzou o dela. As palavras de amor que trocamos são tão leves e ficam tão longe do afecto que sentimos, que quando temos que nos separar durante seis longos meses sem nos tocar, cada um de nós perde uma parte da sua frágil ternura, carinho e dedicação. 

Vou embora desta espaço, porque não é o meu mundo. Só ela faz parte do mundo que eu quero. Só ela tem o peso das minhas corajosas decisões de enfrentar o que muita gente não compreende e desvaloriza. 
O dia da despedida é um contínuo olhar de brilho sem luz! Uma luz que esmorece porque sei que, esta noite, não vou segurar a mão dela enquanto ela dorme ao meu lado. Uma barragem que está prestes a rebentar e a inundar a minha cara de água salgada. O meu queixo torna-se uma fonte de água pura que em outras circunstâncias me deixaria envergonhado, mas hoje, não é a vergonha que me preocupa. O que me preocupa é o bem estar desta mulher, que eu não voltarei a sentir, ao meu lado, durante este ano. 

Quando por fim, nos abraçarmos no aeroporto e as lágrimas se tornarem indomáveis, vou caminhar na direcção da porta onde vou desaparecer, e ao olhar para trás, sei que ela fará o mesmo e, só no futuro, voltaremos a caminhar até os nossos corpos se encontrarem para mais um memorável, momento de amor...