quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Demokratia

06/12/2016

Democritus of Abdera was a true scientist. A man with a passionate desire to know the cosmos and to have fun. He once said, “a life without parties would be like an endless road without an inn”.

Há uma nova de democracia, in crescendo, que se vem manifestando em pleno século XXI. 
No rescaldo do novo referendo em Itália, o primeiro-ministro Matteo Renzi, demite-se. 
Os mass media levantam a questão principal de todas: Será este um possível passo no caminho da Itália também abandonar o projecto Europeu? É uma resposta que está por esclarecer, porque não é possível prever o futuro. Profecias pode haver várias, mas o que irá acontecer no futuro, ainda não me é permitido escrever. 
No entanto, registo o ponto de partida. 
Durante este ano, também através de um referendo, o Reino Unido decidiu abandonar o projecto Europeu, num acto que ficou conhecido como Brexit. O primeiro-ministro David Cameron demitiu-se. 
A tinta que isso fez correr até agora, é ainda pouca para revelar as verdadeiras consequências que este acontecimento vai proporcionar. Na verdade, se todo este processo faz parte de um destino, de algo que estava destinado para acontecer, que teremos nós que temer? Será que devemos temer o destino? O destino do mundo? Ou o nosso destino?
Na Colômbia, o povo colombiano votou contra o acordo de paz negociado pelo governo e as FARC - Forças Revolucionárias Armadas da Colômbia - e provocou um impasse político, económico-social. 
“Até aos anos 60 realizaram-se, em média, dois referendos por ano, em todo o mundo. Dos anos 60 aos anos 80, foram cerca de dez. E a média está agora perto dos 50 por ano”. São as contas feitas por Matt Qvortrup, professor de Ciência Política Aplicada na Universidade de Coventry, no Reino Unido. 
“Hoje em dia as pessoas não se identificam tanto com os partidos nos quais costumavam votar. Antes dos anos 80, o apoio ao “partido de sempre” de cada um era quase tribal, mas hoje as pessoas trocam de opinião como quem adquire um novo produto de cada vez que nos dirigimos a uma loja. Os avanços tecnológicos na área da partilha de informação e a multiplicação de partidos são dois factores que podem ajudar a explicar esta mudança”, afirma Qvortrup ao jornal Observador
No meio disto tudo, qual será o papel da democracia? Será que a gente quer ir mais além, ou só queremos mudança, sem percebermos que uma mudança desmedida, irresponsável, diminui os níveis culturais e os valores de um povo, o indivíduo e a sociedade.  

“A democracia surgiu quando, devido ao fato de que todos são iguais em certo sentido, acreditou-se que todos fossem absolutamente iguais entre si” Aristóteles. 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Meta-Dream

04/11/2016

E se os mais de 7 biliões de pessoas fossem apenas sonhos!? Será que dessa maneira a consciência poderia ser uma só? A do universo todo junto! Desse modo nós somos tudo. Característico deste planeta azul. Os sonhos multiplicam-se assim como se multiplicam as pessoas. Cada re-encarnação numa nova vida é mais um sonho. Limitado. Sabemos que é limitado porque o definimos por tempo. Mas este tempo é relativo. Porque é terráqueo. Individual. Singular. Assim como cada um de nós. 
O incrível é que a vida se desenvolveu neste planeta há já biliões de anos, pelo que a informação global se afirma. A Mãe Natureza que nos dá vida é a mesma que nós vamos destruindo, com tanta displicência. Se até há uns anos, décadas, não sentíamos as consequências no planeta, desde que viramos o milénio somos mais de 5 biliões e o consumo é exagerado e massivo. 
Um dia falaram-me que cada alma se repartia por sete corpos diferentes, que habitavam no planeta Terra. A memória é apagada, assim que desligamos desta vida. É como se estivéssemos ligados a uma máquina e assim que ela pára a gente morre... aqui e acorda num outro lado?...
(...)
Assim que termina o sonho de uma alma, de uma consciência repartida por 7 elementos de massa e energia, volta a encarnar numa nova geração. E nós percebemos o tempo a passar porquê? Qual é a necessidade do tempo? Não somos nós que comandamos o termino do sonho. A qualquer momento, podemos ser apagados. Como se fosse um jogo. 
(...)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Morte

11/05/2011

Um dia serei vento
Pó atirado à terra
estrume ou alimento
neste mundo em guerra

Letras que eu escolhi
em dias de exaustão
palavras que eu escrevi 
marcadas no meu caixão

Deitado a dormir
vestido e calçado
eu vou partir
sem regresso marcado

Debaixo, no fundo
eles choram por mim
num ponto do mundo
chamam-lhe Constantim

Agora leve, levemente
subo de alma vazia
deixando a toda a gente
a minha poesia

Diz Aparecer

09/12/2016

“A democracia surgiu quando, devido ao fato de que todos são iguais em certo sentido, acreditou-se que todos fossem absolutamente iguais entre si” por Aristoteles. 

Naquela noite ele dançou junto a ela, sem lhe tocar. Olhando-a. Nos movimentos dela ele viu todas as batalhas que ela tinha vencido, e a alegria que ela sentia naquele momento. 
A musica elevava-a para uma determinada zona. Uma zona, onde aquele momento era apenas uma celebração de tudo aquilo que ela tinha vencido. Os testes pelos quais todo aquele corpo tinha passado e aquela mente superado. Ela sorriu. Viu-o ali perdido da multidão, admirando-a. O psicadelismo das luzes, das radiações eléctricas que nos permitem ver no escuro, eram vagas para traçar delineadamente o seu rosto. A sua visão era traiçoeira. A luz solar estava bem longe. Iluminava outra parte do planeta aquela hora. A noite era o nosso momento de apreciação. 

Um dia, em plena luz solar ele olhou-a directamente nos olhos. Pegou-lhe na mão, levou-a aos seus lábios e beijou-a. Levemente, como se fosse um enviar de um estimulo carinhoso. Era isso que ele pensava dar-lhe. Um momento de carinho onde a admiração estava certamente contida, perceber que ela era uma vencedora. 
Que ia partir em breve e eles jamais se iriam ver. Viver vidas separadas, mas no mesmo mundo, sabendo que um dia se amaram, quando em uma noite anterior, apenas, se reconheciam no escuro, muito incertos do que a vida lhes iria trazer pela frente. 

Vidas separadas de momentos que jamais se irão esquecer. Palavras ditas que não ficaram por dizer. Desejar sorte, durante o resto desta vida, que nos falta viver. Acordar com a certeza que vamos vencer. Olhar nos olhos de quem amamos e agradecer. 
Contudo sem nunca esquecer, que tudo o que amamos vai desaparecer. 
Boa sorte!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Virtual Letters from Real Hearts

10/11/2016

Quero saber dos teus problemas. E quero ajudar, se puder. 
Porque é que ontem estavas tão feliz e hoje tão triste?
Claro que eu nunca vou esquecer as nossas noites. Nem a ti! 
Eu amei-te naqueles momentos e tiraste o melhor de mim. 
Tu nunca vais esquecer o lobo solitário. Porque ele nunca te vai esquecer.
É difícil para mim a nossa comunicação! Eu falo três línguas, mas eu não falo a tua! 
Então, eu tenho que traduzir o que tu dizes e o que eu te digo. Por isso preciso de tempo para me expressar. 
Hoje enquanto conduzia, traduzia as tuas mensagens e aquilo que te queria dizer. 
Durante o dia, às vezes, eu posso falar, mas tu não estás. No final do dia, tu já não estás!
Neste momento, nós não falamos. 
Parece-me que sentes a minha falta, mas também me parece que me estás a dizer adeus. 
Eu não sei o que o futuro nos reserva, mas eu adoraria ver-te novamente.
E não! Eu nunca vou esquecer as nossas noites, num país estrangeiro, onde o frio era muito leve em comparação com o nosso fogo. 
A nossa vontade de nos darmos um ao outro era algo que não tinha necessidade de explicar por que há coisas não podem ser explicadas, mas apenas sentidas!
Dorme bem. E quando acordares não te esqueças que ganhaste um lugar no meu coração, mesmo que apenas por momentos, mas são esses momentos que a gente leva desta vida.

Orchid

30/03/2009

I am back..
desta vez venho para escrever. não para fazer, apenas, rascunhos... 
para te dizer que estou contente, não só porque gosto de sentir as teclas debaixo dos dedos, mas porque gosto de sentir o que senti.. ontem!!

she dresses good looking she walks smoothly and she approaches with faithful smile! she is absolutely gorgeous. she takes the lead and she spreads happiness... I follow her with my eyes as long as hers are coming straight forward to me. I grab a breath just right close to her touch, her smoothy skin.. and our faces touch.. 
I have my lips very near to her ears, where bouncy shiny cool earrings and part of her sensuality are located. 

esta foi a maneira mais fácil que encontrei para te dizer continuadamente e sem gaguejar, as seguintes palavras:
a vida passa, as horas passam. a vida muda, a hora mudou.
é um prazer enorme estar perto de ti. olhar para ti. 
ver a tua emoção e a tua força. sem dúvida que admiro.
foi um prazer ter estudado contigo também. 
foi lindo o que sentia por ti, na altura da adolescência. 
nunca vou esquecer isso. e por isso nunca te vou esquecer a ti. 
mas não te vou ver mais ou menos agora. 
vou ver-te as vezes que quiseres que eu te veja. 
vou falar-te mais em pensamento do que na realidade. mas não te vou esquecer...

vou fazer aquilo que fiz depois de deixar de te ver. quando deixei de sentir a tua presença. vou curar a minha emoção sentimental sozinho no meu canto. 
vou buscar-te dentro da minha cabeça. vou relembrar os sorrisos trocados. os afectos trocados e os teus cabelos ondulados..
o que se passou depois da adolescência muito vagamente se sabe... mas não importa porque já lá vai. o mais importante foi o que ficou durante esse tempo. 
ficou um vazio entre nós. e as pessoas foram e vieram. e nós passamos um pelo outro, muitas vezes, e sorrimos. nada mais!... 

In Consciência

04/11/2016

Até onde pode "voar" a tua consciência? a que níveis de lucidez tu te permites levar? perguntou ele...
cada ser humano é resultado de uma cultura, e esse facto é cada vez mais ostracizado.
Caminhar, correr e visualizar pessoas de todo lado. Perdendo-se na internet sentado. 
Permitindo-se, de vez em quando, olhar a casa do pecado. 
Talvez a cobiça seja demasiada. Talvez a vontade alterada pelo que não temos e gostaríamos de ter. 
Ao longo destes anos conhecera mulheres lindas, diferentes nacionalidades e culturas envolvidas. Línguas que se entendiam lindamente quando estavam em contacto directo, molhado e lascivo! Vontades que nos permitiam seguir um caminho de mão dada. Abraçados, juntos para ver um pôr do sol. Colados, suados quando já de noite olhávamos a lua. Cheia por vezes, a crescer, sempre variando em relação ao sol. 
Era um felizardo porque viajou por vários países e amou várias mulheres, lá e cá. Com algumas delas, percorreu caminhos que só eles saberão. E agradeceu quando foi amado. 
Palavras ditas alheias ao pecado. Vontades sentidas de viver lado a lado. Como se o tempo fosse sempre deles. Como se o mundo não existisse e aquele momento era somente aquilo que viveríamos na vida! Vontades de nos fundirmos, dançando lado a lado. Em alguns continentes, eu fui amado. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Choose Life

23/11/2016

Sometimes movies make you dream. Sometimes movies make you smile... 
When you just want to cry. Cry for the those lives who had passed away. 
Cry for those moments that won't happen again. 
We, humans, are here just for a very small moment of time so we ought to get together. Side by side on this voyage, at the Planet Earth, throughout the Cosmos! 

Fui ao cinema. Acompanhado. Dentro daquela sala, sentado, eu assistia a um filme americano, em que a mensagem foi muito bem entregue pelo distinto actor e realizador Mel Gibson. Desmond T. Doss foi um verdadeiro herói americano. Numa batalha de guerra sangrenta, surgiu um herói que possuía uma fé fora do normal, de tal forma que todos os que o rodeavam achavam que ele era anormal. Ele ia contra as regras, apenas conduzido pela sua fé. E só no final da batalha, todos eles olharam para ele como um homem santo que salvou a vida de muitos. No filme surge uma bela alegoria de ele enviar os corpos dos soldados mutilados e resgatados, suspensos no alto de um ravina como se os corpos viessem do céu. Mas a visão do cinema vai muito mais além de um simples momento. Durante o seu longo resgate, Doss vai encontrando vários corpos e ele acima de tudo o que pede é para acreditar. Acreditar na vida. Escolher a vida. 
Até chegarmos a um ponto em que Doss, se encontra sozinho com o seu Deus, à noite e pedir apenas para lhe deixar resgatar mais um corpo. E somos levados a entender que essa prece foi concedida. Porque, na verdade, fez o milagre da salvação, naquela batalha de Hacksaw Ridge. Contudo, o milagre da salvação é o culminar de um caminho duro, tempestuoso, violento e contra norma que Desmond Doss percorreu. Foi tão surreal aos olhos daqueles que o presenciaram que se torna demasiado interessante assistir no cinema, quando uma produção e realização desta qualidade está iminente. 

Para se conhecer Hacksaw Ridge, tem que se conhecer o herói, o Santo Desmond T. Ross que ao existir e acreditar, tornou bonito uma guerra sangrenta e mortífera. E o mais bonito de tudo foi ele ter sido o contribuinte principal para que a guerra terminasse. No final quando ele acreditou que a sua missão estava cumprida pediu novamente ao seu Deus, que o deixasse acompanhar de novo os seus companheiros de batalha, num dia da semana que tão sagrado lhe era. Porque acima de tudo, todos os seus companheiros viam a sua energia, o seu amor, a sua fé e escolher a vida em detrimento da morte.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Incógnita

10/11/2016

Durante a noite anterior, Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos da América. Mais uma vez os Estados Unidos da América conseguiram dar um abanão no mundo ocidental, principalmente. 
As suas eleições presidências foram as mais faladas desde que eu tenho memória da minha vida. Depois de registar que o Reino Unido se declarou como anti projecto europeu, vejo a primeira economia mundial, oferecer-nos esta personalidade!
Ninguém sabe ao certo quem é Trump, nem ele mesmo! O poder que ele tem nas mãos é uma incógnita para o futuro do mundo. 
Enquanto vários cantores, favorecidos pelos media se juntavam a Hillary Clinton para ajudar a sua campanha, a qual Barack Obama estava anexado, Donald Trump sentava-se numa cadeira, de sorriso matreiro à espera que o tempo passasse. E a cadeia dos media de elite passava para o mundo uma vitória quase certa de Hillary! 
Portanto, na noite anterior, Donald Trump subiu ao palco para dizer ao mundo que tudo era fantástico! 
Acredito que muita gente tenha um certo receio dele, mas até onde pode ele ir? O que é que o mundo lhe vai conceder? O que revela o futuro para ele e como isso vai afectar a vida de biliões de sonhos?

Em momentos passados, mas recentes, duas personalidades de continentes diferentes, me apelidaram de gangster [em jeito de brincadeira]?! 
Acho que esses, tiveram, apenas, a coragem de me chamar esse nome! 
Talvez eu já tenha sido um gangster e agora me considere um outro estereótipo. Não sei bem o que fui no passado. Mas tenho um desejo gigante de poder abraçar um futuro próspero. 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Espécie

31/10/2016

Espécie 
- Momentos Plenos

“I know you're out there...I can feel you now. I know that you're afraid. You're afraid of us, you're afraid of change...I don't know the future...I didn't come here to tell you how this is going to end, I came here to tell you how this is going to begin. Now, I'm going to hang up this phone, and I'm going to show these people what you don't want them to see. I'm going to show them a world without you...a world without rules and controls, without borders or boundaries. A world...where anything is possible” The Matrix, 1999

Aqui estou eu no meu mundo! De volta, a casa...
Embarquei numa jornada de três semanas para um trabalho tão longínquo como a Suiça. Aqueles amigos que tinha aqui e com quem convivi há uns meses atrás, durante este ano, deixaram de estar presentes. Não sei se os irei vendo por aí. As vidas são tão complexas hoje em dia. O stress é tanto, mesmo em lugares tão pacatos como as montanhas Suiças, onde o idioma é francês e talvez tenha mais vacas por metro quadrado que habitantes.
Talvez eu seja irónico suficiente para acreditar que o mundo não está eventualmente ligado por uma grande e fantástica teia informática que nos possibilita inserir cultura e conhecimento num espaço montanhoso. Saberei eu o que nos torna culturais, terráqueos, perdidos num universo fora de limites cientificamente definido. O que está para lá do desconhecido? Aquilo que não se vê mas sente-se? 
O amor que às vezes nos escapa por entre os dedos e apenas sorrisos lembrados e guardados junto do coração! Caras, segredos, olhares que se guardaram de uma constante multidão. Caminhamos por terras estrangeiras, cortamos cachos de uvas, demos a mão! 
Até quando me foi possível segurá-la? Será que vou poder pegar nela de novo e sorrir para ti. Fazer um Hi5 contigo depois de uma tarefa cumprida! Abraçar-te. Sim, agarrar-te bem perto de mim, afagar-te o cabelo e dar-te um beijinho tímido. 

We are human! 
Isso é natural. As pessoas não podem achá-lo mal, julgá-lo e troçar sobre isso. Nós ganhamos tanto mais enquanto humanos, enquanto seres que se querem, que se comunicam e são da mesma espécie. Não vamos abraçar um leão! por mais que o queiramos!... 
Então deixa-me abraçar-te sempre que te encontrar, deixa-me brincar contigo e tocar-te. Aproximar-me de ti, sem teres medo que o mundo te vai excluir só porque sentiste o meu abraço. Só porque naquele momento, um abraço era tanto que eu queria dar-te. 
Partilhar contigo, dizer-te por linguagem gestual, emocional e afectiva que eu gosto de ti, que me fazes bem, que te agradeço por estares no meu caminho, por me dares sorrisos que me aquecem o coração. Deixa-me, mesmo que por momentos tocar a tua mão.  

São tudo momentos, limitados pelo tempo que nos resta viver. Viver o momento, é viver a vida sem termos medo de fugir dela. Viver em pleno! 

il messaggero non e importante

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Zona de Conforto

03/10/2016

Fez hoje duas semanas que regressei a esta casa. Depois de ter viajado por uma parte de um continente tão diferente - o Asiático - mas tão interessante! durante cerca de 20 dias. 
Amanhã é dia de partir de novo. Encontrar e viver novas experiências nas montanhas da limpa e protegida Suiça. 
Aquilo que eu vivi e recordo dessa viagem ao mundo desconhecido é demasiado grande para escrever num texto limitado. É demasiado bonito para deixar para trás, guardado num passado. E, no entanto, o tempo é tramado porque nos tira aquilo que por nós é amado. 
Hoje, voltei a dar um abraço na minha avó e dizer-lhe que vou voltar em breve. O meu coração apertou de tal maneira que senti os olhos a tremelicar. Voltei as costas e pus-me a andar! 
A minha mãe disse-me para manter a fasquia alta - Não fracassar! E eu respondi positivamente. Ela sabe exactamente a minha vontade de vencer e está cada vez mais ciente que acima de tudo procuro experiências novas que me tornem um homem maduro, capaz de falar sobre o mundo, capaz de contar dificuldades ultrapassadas, batalhas interiores e exteriores vencidas.
Ontem ouvia os meus tios, o meu pai e a minha avó falarem do passado. As dificuldades que existiam, a escassez de comida, de recursos, de tecnologia. E, por outro lado, a abundância que existia de amor, união, partilha individual e social. Falaram de um mundo que existia há quarenta anos atrás, que eu não conheci mas que imaginava na minha cabeça, no decorrer das suas palavras. Das suas emoções quando recordavam momentos de trabalho, de procura de comida e de luta pela vida. 
Foi através desse amor, união e partilha que eles sobreviveram, assim como sobreviveram as outras pessoas, que são agora “velhas” para este mundo novo! O dinheiro era pouco, a tecnologia não existia. Hoje, o dinheiro é caro! A tecnologia abunda e o amor, união e partilha são apenas direitos que surgem em segundo plano.
O que eu vou encontrar na Suiça, perante um trabalho exigente das vindimas, é ainda uma incógnita para mim. Mas vou carregado de amor, pronto a partilhar e decidido a unir os esforços de uma equipa para um resultado final positivo e de agrado com o nosso patrão. 
Fui educado por pessoas de valor, por pessoas da terra, trabalhadores de alma e coração. Fui amado por mulheres fortes, vencedoras, capazes de dar uma resposta pronta no trabalho e determinadas a tomar conta de uma casa, de uma família e das suas próprias vidas. 
Vou meter-me num autocarro durante cerca de 20 horas, para ganhar algum dinheiro, mas acima de tudo, para me testar a mim mesmo, de novo! Para conhecer o que ainda não conheço, mesmo que seja uma experiência laboral mais exigente.
Em breve estarei de volta, mas até lá, estarei por fora. Fora da minha zona de conforto!  

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Desapego

03/10/2016

Ela era uma mulher madura, cujo corpo já havia conquistado mais de 40 primaveras e ele um jovem livre que se questionava sobre o mundo, depois de completar 30 anos. 
Passaram uma noite de intenso carinho, amor e excitação sexual. Nos braços um do outro descobriam caminhos que os iria afastar para sempre. Ele era fogo, ela era água!

A vontade dela em o conquistar era tão grande que cobria o sol e a deixava na sombra. Ele, ansiava que ela encontrasse alguém ao seu estilo. Alguém que fosse capaz de lhe fazer bem. Alguém que lhe pudesse dar tudo que lhe enchesse o coração, que a mantivesse viva e decidida a viver cada dia do resto da sua vida, com garra, alegria e determinação. 

Depois daquela noite, dentro daquele carro de cor escura, a chuva batia nos vidros enquanto estes embaciavam e eles procuravam os lábios um do outro, sem grande luz mas certos que eram aquilo que queriam. Ali e naquele momento! 
“Vive o momento presente”, disse-lhe ele, momentos antes de ela lhe pedir para dar uma volta no seu carro e o estacionasse num sitio escondido, do mundo actual. 
Ela porém, vivia o presente, vivia o passado e vivia o futuro. Vivia num turbilhão de pensamentos aos quais não podia ficar indiferente. A sua vida parecia-lhe tão complicada!

Viver no passado é viver deprimido. Viver no futuro é viver ansioso. Viver no momento presente é o caminho principal de uma felicidade que pode não ser constante, mas que nos prepara para sentir a vida com mais intensidade a cada momento que os nossos olhos piscam e os ponteiros do relógio dão mais uma volta. 

- Pensei que teríamos outra oportunidade mas não te desperto interesse - disse-lhe ela.
- Não vamos criar expectativas em relação a novas oportunidades... é melhor não criar ansiedades. Eu queria que tu percebesses o quanto somos diferentes - disse-lhe ele sem medo de a magoar.  

A verdadeira mágoa, reside no momento em que ela esperar dele aquilo que ele não lhe vai dar. Naquele momento em que ela sonha que ele estará novamente nos seus braços e é neles que ela se sente bem, viva e completa. Em momentos em que a sua vida complicada é tão mais fácil de vencer se ele estiver ao seu lado.

- Achei que poderíamos viver bons momentos juntos, sem perder a noção de que tudo é efémero. Estava preparada para isso, mas tu não estás - escreveu ela no seu chat de conversas com ele. 
- Eu não sou a pessoa certa para te dar esses momentos todos de alegria que tu procuras. O tamanho da diferença que nos separa é muito maior do que o tamanho das semelhanças que nos une - respondeu ele. 
- Quanto mais tempo a gente passar junto, mais difícil será para ti, desapegares-te! revelou ele sem rodeios. 

Ele nunca foi de rodeios. Jogou sempre as cartas na mesa, sem truques! Não gosta de brincar com o coração das mulheres. Gosta de as tratar bem, de lhes dar momentos de carinho, amor e prazer intenso. Ele é intenso. As mulheres podem ser intensas, ou tornar-se intensas nos braços dele. Quanto mais intenso, maior a complexidade de um desapego...  

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Le Monde

22/03/2016

Hoje estou sentido, triste, apático... 
Quando acordei já as noticias davam conta de mais um momento de terror. 
Mortes, feridos.. sentimentos profundos de intensa dor. 

O mundo que eu conhecia já não existe! Por incrível que pareça, vivi quase tanto no mundo anterior, como agora neste mundo novo!
Alguém me disse que no virar do milénio, o mundo não deixou de existir, era tudo uma conspiração, uma farsa. Mas, infelizmente, o nosso mundo nunca mais existiu da mesma maneira. 
O dinheiro passou a ser demasiado e de menos! 
A informação tornou-se na moeda de troca entre potências económicas e oficializou o poder! 
A tecnologia destituiu os valores humanos, separou-os e viciou-os em dados virtuais manipulados!
Então o nosso caminho, no virar do milénio resume-se essencialmente a isto: dinheiro, informação e tecnologia. Ou seja, os valores primórdios do capitalismo. 

A segunda década, do século vinte e um, do segundo milénio é um retrato da rapidez evolutiva que se regista neste mundo actual! 

Vejamos: 
- na primeira década, o maior atentado terrorista da história, pós segunda guerra mundial, contra o Ocidente, com base em religião e etnia, deixou marcas profundas na sociedade actual. No entanto, esse atentado aconteceu a 11 de setembro de 2001. Registou-se nos Estados Unidos da América. 
Quase 3 anos depois, registou-se outro em Madrid. E, no ano seguinte, em Londres. 
Estes 3 genocídios mais graves que aconteceram contra o Ocidente por “supostos” religiosos do Médio Oriente, registaram-se num intervalo de quase 4 anos.
- na segunda década, o primeiro ataque mortífero e sangrento, dos “supostos” autores religiosos do Médio Oriente, registou-se em Janeiro de 2015, em Paris. Em Novembro registou-se outro e agora em Março, hoje... em Bruxelas, ficou na história mais um! E, apenas, passou mais de 1 ano! 

Não interessa o nome do grupo terrorista, nem quem os financia, nem quem os criou! Agora, isso já não faz mais sentido. A guerra está cada vez mais acentuada. Não é uma guerra limitada, nem objectiva.. é uma guerra fria, calculista, manipuladora, sistemática... que não terá fim!  
Morrerão centenas, milhares de seres humanos aos quais a guerra não lhes dizia nada e apenas acreditavam no amor. Desaparecerão pessoas - manchadas, marcadas e fustigadas, com golpes de dor. 

Este é o meu mundo! Não é o mundo que eu quero, nem o mundo que eu escolhi. 
Espero não ser apanhado, no sitio marcado, há hora errada! 
O tempo não pára e a Terra gira constantemente.
A vida poderá estar traçada, e involuntariamente, num momento apenas, deixar de ser gente! 

P.S. Hoje, 15 de Julho, Nice acordou depois do ataque mais sangrento registado no seu território. Mais um ataque terrorista! Em cerca de 18 meses, a Europa Central, foi fustigada com 4 ataques terroristas, que deixaram centenas de vitimas mortais...

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Fora de um Padrão

13/06/2016

A comunicação é global. E como tal, a multidão é global! 
Hoje, através da Internet, toda a gente comunica! seja em sites de noticias, seja em redes sociais, seja em canais de vídeo ou fotografia, etc. A comunicação transmitiu-se de uma forma tão global, que já não faz mais sentido pensar, apenas, neste pequeno pedaço de terra, aqui plantado. 
O presente e o passado!
Todos vão e vêm e eu continuo aqui. Aqui parado neste terreno montanhoso bem junto ao oceano Atlântico. Viajei por tantos lados e não gastei sapatos! 
Fui pelo ar! 
As viagens que fiz a outros países, já ninguém mais tira, mas certamente haverá muitas que ficarão por dar! 
“Dizem que pareço um ladrão, mas há muitos que eu conheço, que sem parecer o que são, são aquilo que eu pareço” por António Aleixo.  

Um dia, ela, sem o conhecer, observou-o durante uma noite inteira. Ela tinha uma personalidade tão diferente da dele, quer dizer, todos que ela conhecia tinham uma personalidade tão diferente da dele! Ou seria apenas ele, que teria uma personalidade tão diferente da de todos os outros - que eram iguais! 
A liberdade que ele permitia dar a sua mente era intrigante, misteriosa, desconhecida...
Fora de um padrão!

Talvez isso fosse admirável. Talvez isso fosse demasiado vaidoso para ser admirável.     

Apenas sítios recônditos, onde a Internet ainda não chegou, o mundo continua a ser o mesmo. As suas gentes, sentem apenas aquele lugar. Tratam dele, convivem com ele e conhecem-no diariamente. Na "freguesia" da Internet o sitio da gente é o mundo. E eu sou demasiado pequeno para tratar dele, conviver com ele e conhece-lo diariamente. 
Não há um único dia em que eu não veja imagens de outro país, musica de outro país, pessoas de outro país. Se eu viver em grandes aglomerados, posso até comer todos os dias, comida de outro país. Em grandes metrópoles, posso até tocar todos os dias, a pele de pessoas de outro país. Os meus cinco sentidos podem estar todos direccionados para outros países. 

Quando os teus sentidos estão virados para vários estímulos, a ambição pode ser global, e por tal, a desilusão é real.

P.S. [20/06/2016] Esta é a noite do solstício de Verão que coincide com Lua Cheia! Algo que só acontece de 70 em 70 anos! Portanto, não voltarei a presenciar tal acontecimento.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

As Palavras que Nunca te Direi

27/12/2015

as palavras que nunca te direi.. serão apenas palavras...
um homem deve ser julgado pelos seus actos e não pelas suas palavras. 
Palavras, leva-as o vento! 
E, como tal, eu escrevo para ti, num acto de coragem, de dedicação e de amor.

sonhar acordado contigo é demasiado fácil! mas sonhar contigo enquanto durmo é incontrolável, tão incontrolável como um amor que me consome, me emociona, me fragiliza e me torna mais puro, mais humano. 
Passei dias em que eu era todo amor! enquanto sozinho dentro de um veiculo pesado conduzindo lentamente, eu te reconhecia bela, feminina, humana!
eu era todo amor, as lágrimas podiam correr pela minha cara, pois eu sabia o quão puro e cheio o meu coração estava!

Algumas destas linhas foram escritas ao som de Mariza - Melhor de mim! 
Gosto de acreditar que um dia me dedicaste essa musica, mesmo sem o afirmares. 
Gosto de acreditar que esse gesto de carinho que é apenas amor, viverá para sempre nas nossas memórias. A letra é interessantíssima e anexá-la aqui era, apenas, pouco para dizer o quão grande me fazes sentir quando te olho nos olhos e eles brilham para mim. 

As notas seguintes foram escritas durante a semana, enquanto trabalhava. 
Aí, está muito do que eu guardei para te dizer e nunca te disse. Não faço ideia se acreditas nelas, se as queres reais, se também tu sonhas em dar-me a mão e sorrir enquanto me beijas lentamente a cara. 
Sei o valor que elas têm para ti, sei o sentimento que eu te provoco, sei aquilo que tu não podes negar. 
As palavras que nunca te direi... serão apenas palavras, apenas um sopro leve numa vontade inexplicável de te amar...   

É preciso perder para depois se ganhar
E mesmo sem ver, acreditar
(...)
Cada passo que demos em frente 
caminhando sem medo de errar

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Libertar

08/04/2016

Por vezes, o pensamento precisava de ser libertado, negado, guardado ou apagado..
Passa pouco das 24 horas do dia de ontem, mas o dia de hoje está só a começar..
Lembro-me bem do dia que li as tuas mensagens e me pedias para esperar por ti, me dizias que um dia me irias abraçar com toda a força e que o amor não precisava de ser falado, porque o simples gesto de carinho era só de uma imensa intensidade. 
Lembro-me do dia em que puxei o cobertor, te cobri na cama e o teu corpo nu, transpirado de amor, colado no meu, era um sonho real. 
Lembro-me dos abraços que se tornaram beijos demorados, sentidos e inesquecíveis. Lembro-me de te tirar a roupa com a pressa de que o mundo fosse acabar e tu deixasses de existir. 
Lembro-me de gargalhadas sonoras que davas enquanto eu fazia aquele meio sorriso, que tu adoravas e depois me acariciavas a barba e olhavas nos meus olhos como se tivesses para descobrir o homem que fazia sentir daquela maneira. 

O passado não volta e o futuro talvez não volte a trazer o que o presente deixou registado. Talvez eu seja um sonho, que há muito foi terminado. 
Errei por te querer demais, errei por te procurar demais e errei ao me preocupar demais. Ou, se calhar, eu não errei e quem errou foste tu! 
A verdade é que durante essas semanas, não houve erro nenhum e deu tudo certo! 
A gente, simplesmente, encaixou como um puzzle. 
Agora, já nada mais faz sentido. Depois da conversa de ontem, eu seguirei o meu caminho. Se lá na frente me encontrarás de novo, é algo que vai deixar de me preocupar. 
Obrigado por te veres livre de mim, com essa capacidade que tens.. de me libertar.

sábado, 23 de abril de 2016

Balança

09/08/2010

I am feeling empty..

Casamentos são, apenas, momentos! Que marcam ou não... a vida do cidadão!
Duas almas do Douro, do século XX, que se casaram no século XXI 
A profissão de fé; eu nem conseguia estar em pé! 
Festa e mais festa, com e sem celebração; e momentos de tensão...

Hoje, a Terra está cansada; magoada e queimada! 
Queimada viva!!

Houve tempos, em que se queimava para cultivar. 
Hoje, queima-se para matar(!), o ar daqueles que andam a lutar; 
daqueles que vivem a pensar, que é tão fácil rimar.
Sinto a Terra triste; passo por ela e, vejo-a ainda a fumegar! 

Fico triste e começo a escrever...
Qual a percepção que posso ter?! O que posso fazer? 
Devo ficar sentado à espera de morrer? 

Mais tarde começo a perceber, que mais vale agir.
Sem palavras, viajo a sentir. 
Eu, que tenho o sentimento de partir; 
e sem mentir; começo a fugir; ao predador..

O homem caçador, veio sem tréguas.. sem amor; 
Mostrou o dissabor do seu criador; 
O tempo passa, fugazmente e incolor; 
viajando sem auxilio de motor.. para que a vida não perdure

quando ao acordar, tremer para descobrir o autor; 
A transpirar, 
irá escrever, 
que mesmo sem rir, 
o humano é matador! 

Quanto mais te expões mais vulnerável ficas; 
Quanto mais vulnerável estás, mais exposto ficas;
Eu defendo-me e guardo sentimentos.. 
Eu abandono momentos e sem contra-tempos, dou um sorriso na cara.. 
Eu vivo escondido no eu.. 
Sou aquele amigo que não é o teu.. sou o seu sentimento.. 

O sentimento constrói-se; desfaz-se e voltasse a criar. A amizade pode é não durar.. 
Só tu tens o poder de organizar o sentimento.. ele é só teu; o meu é só meu; 
e esse sentimento, que se chama confiança - é a balança de muitos outros! 

quarta-feira, 20 de abril de 2016

AMo-te

01/08/2009

Já lá vão tantos meses desde que cheguei a esta cidade. Passei por vários momentos que de alguma forma já marcaram a minha vida. O Verão passa. De modo ligeiro, fustiga-nos com calor e nós suamos. Aqui há festa! Agora lá fora! Eu, estou a tentar a minha maneira de sentir me festivo. Talvez tenha sido a longa noite de ontem que me mantém a adrenalina em baixo. Não sinto a escrita nas minhas mãos e, por isso, confirmo que estaria melhor deitado a consumir televisão, em fumos perdidos.. 

A mulher que eu vi, passou por mim nos seus cabelos pretos e charmy eyes.. e bela e segura. Gostei de a ver dançar. Confirmei no seu olhar, quando os seus olhos procuravam ao longe por alguém. Tenho estado em festas! Ainda não encontrei aquela de benzer os meus olhos com a mais bela silhueta humana. De umas para as outras, as mulheres, passam, dançam e acenam ao longe.. 

Tenho saudade de beijar uma mulher. Abraçá-la e tocar nos seus cabelos. Afagá-los perto de mim. Sentir o seu perfume no pescoço e, de mansinho, tocar-lhe com os meus lábios. Agarrar-lhe na mão e passá-la no meu rosto. Sentir o seu carinho. A sua pura intenção de amar. Olhar-lhe bem nos olhos e dizer: AMo-te.. 

terça-feira, 19 de abril de 2016

Puro Amor

04/02/2016

Eu sei que para ti é um assunto peculiar ou talvez utópico, mas não quero deixar passar em claro, o que aos meus olhos aconteceu, eventualmente! 
Quando nada estava programado e na última da hora eu decido encontrar-me contigo. Quando tínhamos acordado que calma era necessária, e, deixar o tempo passar para limpar o passado. Aconteceu... o mais esperado!
Naquela noite de 3 de fevereiro, fui visitar-te a tua casa porque precisavas de um abraço e eu era capaz de viajar largos quilómetros só para te abraçar. Porque um abraço teu é tão importante e necessário.
Timidamente e com alguma ansiedade à mistura, a gente falou e riu, e riu de novo, e trocamos abraços que se foram intensificando. Que desbloquearam o receio. A insegurança e o desejo. 
Pequenos beijinhos aqui e ali, tornaram-se preliminares sensuais e doces, levando a uma procura muito maior, a um desejo total que só foi controlado pela consciência e, uma vontade que era grande demais para se travar. 
O que eu quero dizer é que me surpreendeste mais uma vez! 
A forma como trataste de mim: o carinho; o amor; a paixão; as caricias e atrevimentos que já não fazia sentido evitar, e, ainda, o à vontade e entrega que tiveste, faz-me pensar que a gente já se conhecia de algum lado. 
A forma como tocavas a minha cara e a reconhecias: os meus lábios; a minha barba.. Tudo coisas que eu adoro, mas que não há possibilidade de tu saberes tal, porque foi a primeira vez que a gente se tocou a valer! 
A forma como me mordias os lábios, os sugavas e a língua... a tua língua que é tão atrevida ou mais que a minha! 
As caricias que tu dizes que não fazias, mas fazes! 
A liberdade de estares em cima de mim como se a energia que a gente partilhava fosse uma só: o encaixe; os gemidos; o prazer e todo o sentimento, envolvido neste nosso momento, são inesquecíveis! 
Eu sei que a consciência nos conteve a entrega total, mas a mesma consciência não me ilude na hora de afirmar que este nosso momento, foi um encontrar de duas almas que há muito se conheceram. 
E, esperam agora pelo momento de percorrer um caminho... Uma vida juntas. 

Escrevo... e escrevo para ti, porque tu vales todas as letras e segundos, que eu demoro a compor um texto de puro amor! 

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Se Eu te Dissesse

26/03/2016

Se eu te dissesse o que vejo no teu olhar.. podias ter medo.. e eu tenho medo de te assustar.. 
Se eu te dissesse que os nossos olhos se cruzam como uma chama de duas cores.. que o pensamento permanece em chamas que nunca se apagaram.. 
Se eu te dissesse que tu és, apenas, um olhar que me captiva.. podias ter medo.. e eu tenho medo de apagar um momento.. uma tentação viva 
Se eu te dissesse o impacto, a energia que resulta do toque da gente.. podias ter medo.. e eu tenho medo que sejas apenas um desejo ardente! 
Se eu te dissesse que eu não sou a altura que tu vês, nem o reflexo de uma imagem.. podias ter medo.. e eu tenho medo que esteja só de passagem..

terça-feira, 29 de março de 2016

Correr para Viver

22/03/2016

Já há muito comecei a correr. 
Correr pela saúde, pelo prazer, pela paixão... 
Correr para viver. 

No intervalo de todas essas corridas, nunca fui o aluno aplicado que seguia as regras desportivas com certidão, mas ao invés, o rockeiro que precisava de loucura e muita diversão.
Ao longo da minha vida, nunca fui o gajo pacato que se resumiu a ficar na sua aldeia, na sua cidade, sem procurar grandes aventuras, enormes desafios, pra sua idade! 
Caminhei em terrenos muito traiçoeiros, difíceis e ilusórios. Submeti a minha mente e o meu corpo, a testes muito contraditórios. 
No entanto, aqui e ali ia praticando desporto. Ia exercitando o corpo com vontade e paixão. Podia ter um cigarro na boca e a garrafa de Jack Daniels na mão, mas o desporto, nunca abandonou o meu coração!

Adoro desafios e já percebi que tenho uma queda pela dor! Sofrer para atingir um objectivo faz parte do meu caminho. Comecei por correr meias maratonas e resistir à dor para chegar ao fim. No mesmo ano que corri a primeira meia maratona oficial, decidi correr uma maratona, sem ter grande preparação. Lá me preparei como deu e sozinho, fiz-me à estrada para percorrer 42km. Ao inicio parecia que tinha asas e o meu coração estava tão cheio e o meu consciente tão agradado, que me achava o verdadeiro atleta. 
Então na parte final, o meu coração encolheu ao ponto mais pequeno que podia, o meu consciente abandonou-me e o meu espírito abraçou o meu corpo, pesado, dorido e ferido e carregou-o até ao final da prova. 

Os últimos quilómetros destas viagens são verdadeiras travessias no deserto, onde tu escolhes se queres sair do deserto ou ficar lá. São uma verdadeira lição de vida, pelo menos para mim! São o fechar de uma etapa e abrir a porta para uma nova.

Essa maratona ficou para sempre gravada na memória, em que houve uma enorme batalha do ser e do espírito, para atingir um fim. O meu corpo sem forças, os pés em dores terríveis com bolhas e os olhos em lágrimas. A sensibilidade tão à flor da pele, que o mínimo deslize pode rebentar num choro compulsivo, uma derrota marcante, um momento de fraca glória. 
Eu podia ter corrido mais devagar e terminar a prova sem dores, com um sorriso de orelha a orelha. Mas esse não sou eu! 
As grandes provas eu termino-as com os olhos carregados de lágrimas, o corpo como se tivesse saído de uma batalha e um coração tão esgotado, como se nunca tivesse sido amado. 

Há dois dias, entrei numa nova aventura. Fiz uma ultra maratona, no Parque Paleozóico, pouco mais de 42km, mas ainda assim, em trilhos no meio do mato, montanha, rochas e riachos. De novo, não estava preparado para fazer o que o meu emocional me levou a fazer. O racional dizia-me para fazer a prova mais devagar e terminar a prova com um sorriso de orelha a orelha. Mas esse não sou eu! 
Comecei a fazer provas deste tipo, há cerca de 5 meses e fui dar de caras, com uma das provas mais exigentes, nesta categoria, a nível nacional. O meu objectivo era dar tudo o que tinha. E de facto, dei tudo o que tinha e o que não tinha!
De novo, na parte inicial, achava-me o verdadeiro atleta. Até esgotar o corpo todo e as cãibras se instalarem nos músculos todos das pernas. Quando enfrentei as verdadeiras subidas incrivelmente íngremes e de muita pedra solta, os meus músculos começaram a contrair e achei que ia cair para o lado, sem poder caminhar. Se a maratona de estrada havia sido a travessia no deserto, esta ultra maratona, foi sem dúvida o deserto maior, mais inóspito e assustador que enfrentei! 
O meu coração ficou tão pequeno que quase não o sentia, o consciente há muito me tinha virado as costas e o meu espírito agarrou-se a todo o que pode: - à música electrónica que levava comigo; à proximidade e ligação com a Pachamama; à vontade de chegar ao fim que ainda resistia no meu minúsculo coração. 
Quanto mais o meu consciente me dizia para parar até chegar ajuda, mais as cãibras se revelavam e as lágrimas se ajuntavam na borda dos olhos prontas a descer sem piedade. Fiz maior parte do percurso sozinho, suspirando à Pachamama e pedindo por suplica à energia divina, que não me contraísse os músculos das pernas por completo, impedindo-me de caminhar. Levantar a perna para escalar uma pedra, ou mudar de direcção foi um verdadeiro desafio, pois a cãibra estava prontinha a entrar. 

Quando estava a centenas de metros da meta, senti necessidade de gritar, chorar em desespero e glória, pela incrível batalha que tinha travado com o meu corpo e espírito. Uma vez mais consegui! Cheguei ao fim. E depois ri. 
Mas, ainda agora, aquelas horas, aqueles passos, aquelas dores, são memórias que ainda não esqueci! 

domingo, 20 de março de 2016

Primavera

20/03/2012

linda e amistosa 
ela chegou com um sorriso leve;
um toque subtil de um céu limpo e azul, perto do mar
levemente, vem para ficar;

foram longos os dias de espera;
mas gosto de ti..

Bem-vinda Primavera!