ela fez-me escrever..
EU! que nunca a tive..
duas frases diferentes e tão semelhantes..
estas, que eu tenho em cima..
pergunto eu ao meu subconsciente,
onde as memórias estão guardadas!?
e agora.. dá-me letras..
nascido para trabalhar e viver..
nascido para lutar e vencer..
procurando no dicionário, o verbo querer..
com o passar do tempo..
cria-se uma rotina..
hábitos e vícios..
memórias inconfundíveis do obscuro..
com o tempo ficas maduro..
até apodrecer!!
a vida, esse livro interminável, essa orquídea que ninguém sabe precisar a idade..
um dia vai partir.. vai deixar de existir..
lavo os olhos e adormeço.. deitado na relva viajo de costas.. e mais tarde, sinto sombra..
a sombra que aparece de vez em quando.. a sombra que se procura.. a sombra.. essa virtude do sol..
o sol que pode queimar..
esse que nos alimenta.. e nos mantém vivos..
para podermos desfrutar da terra..
a terra sempre quis pertencer à vida do homem..
mas hoje, sempre lhe damos com os pés...
pés que nos fazem deslocar..
devagar ou depressa..
hoje, deslocamos-nos sentados..
agora olhamos para a roda..
depois de sermos geometricamente verticais, fizemos um circulo..
e conseguimos decifrar o perímetro da terra..
depois de tudo isso voltamos ao mesmo, passamos a andar em círculos.. em rotina..
hoje a rotina, que nos fica na retina,
limita-nos..
prende-nos e aprisiona-nos!!
deixamos de partilhar o amor porque amamos a máquina..
deixamos de ser puros e passamos a ser viciados..
deixamos o sol de dia, passamos a noite acordados..