terça-feira, 30 de julho de 2013

Guerra Aberta

27/05/2013

Na noite passada, uma vez mais os canais generalistas portugueses de televisão, lutaram pelas audiências. E a audiência de domingo à noite é a mais importante, porque geralmente é quando mais pessoas estão em casa, logo mais pessoas estarão ligadas à televisão. Faz tempo desde que escrevi um texto sobre a televisão e sobre o seu impacto na sociedade. Hoje, porém volto a essa temática. 
Há dois programas em confronto directo que recorrem às figuras públicas portuguesas e não só, para cativar a atenção dos portugueses. Eu diria que vale tudo ou quase tudo. Os mais bonitos e passiveis de proporcionar polémica, são os escolhidos. O português gosta de polémica! O programa de um canal é, só, um dos programas mais franchisados a nível mundial - o Big Brother! O outro programa transmitido na Sociedade Independente de Comunicação (SIC) está a ser um sucesso em outras terras - o Splash! 
No meu entender, que sou novo nisto, os programas são sucesso garantido. No entanto quem faz os programas são as pessoas. E sendo um directo, funciona muito mais com os sentimentos, emoções e todo o carácter humano a que nenhum fica indiferente. Ora as figuras publicas que lá estão são o espelho dos portugueses. Revelam a nossa cultura, a nossa inteligência e o nosso temperamento. 
Regra geral, ninguém vê o Big Brother! É demasiado “lixo”, desinteressante, ridículo e azeiteiro! Como alguém ainda me disse ontem, é de uma alienação total! Uma vez mais refiro que as pessoas fazem o programa. Se estivessem lá dentro intelectuais a falar de filosofia, economia, espiritualidade, literatura ou arte, também ninguém ia ver, porque era demasiado seca, porque os intelectuais se tinham muito na mania e por aí fora! 
O português não gosta de nada! Perdão, gosta de 2 coisas: reclamar e bola. Se pudessem ao menos ter um campeonato de futebol durante um ano inteiro sem paragens, isso é que era bestial. Benfica tu és a minha fé! Porto sem ti não sei viver! Que lindo, que comovente. É de ir às lágrimas! Isso sim é bonito, agora Big Brothers e outras merdas, epa por favor!! 
Depois vem estes jovens cultos, investigadores, antropólogos e cientistas [mas sobretudo desiludidos com a sociedade, tristes por não terem entretenimento] fazer declarações de feedback na famosa plataforma do - facebook: 
- Ah e tal, por favor acabem de vez com estes programas de lixo, de “azeiteiros”. Por favor façam algo de interesse, algo pedagógico, algo assim que encha o olho. Mas nada daquilo que vocês tem feito, estão a ver? Epa nada de reality / talk shows, nada de novelas, nada de nada. Alguma coisa nova para a sociedade, mas não sei bem o quê!
(Isto é suficiente para terem logo 2000 likes e centenas de comentários a apoiarem o candidato ao Sindicato Virtual, no espaço de 60 minutos). 
E pronto é isto. Na política é o mesmo. As pessoas sabem gritar e cantar o Grândola Vila Morena, mas não sabem dizer o que está mal. Só sabem dizer, epa com este governo não se pode. E pumba, no fim de semana lá vão mais 100 euros em bebidas e materialismos, que os pais “emprestaram”! 
Estes jovens cultos de hoje, são assim, não compram nem lêem livros. Historia, ciência, arte, isso não tem interesse nenhum. Um bom filme de cinema pintado de efeitos especiais, isso sim, isso é bom! Cavar a terra, plantar e trabalhar duro, isso também não dá nada. Fixe é mesmo facebook, instagrams, foursquare e outros que ainda vão surgir... ah e a bola ao fim de semana!! 
Benfica tu és a minha fé! Porto sem ti não sei viver! 

Fígado

21/06/2013

Será que está a nascer uma revolução no Brasil que pode revolucionar o mundo. Logo agora que o Mundo está tão vulnerável. Começou a sofrer de uma doença. 
Nos humanos é algo tipo cirrose e no Mundo é dinheiro. É uma doença que tem vindo a atacar o mundo. E vai levar a uma mudança no seu total. É que o dinheiro hoje em dia estica muito. Quando surgiu era contável. Agora não!
Posso abrir o monitor do meu computador e mostrar um grande numero digital e não ter uma simples nota, moeda em casa ou comigo. Então isso é a riqueza dele e com isso compra a dos outros. 
Houve tempos em que se sofria por amor. Hoje sofresse por dinheiro. Nunca chega o que tenho no bolso, porque continuo triste. Ninguém me compreende e então eu procuro a felicidade. Senão a encontrar, compro! 
O dinheiro que as pessoas tem e o amor que nós perdemos. 
A vida levou tudo e não deixou nada para trás.
O fígado também estica muito... até estoirar! 

domingo, 7 de julho de 2013

Reset

30/05/2013

Há quem diga que a vida é bela! Há quem a goze e há quem cuide dela! 
O corpo humano é composto por matéria (compostos químicos) e energia que actuam a uma certa frequência. 
O sangue corre nas veias. O sangue é óleo que conserva a carne. 
O destino só é aceite por uns. Por outros não. Um pouco parecido com a religião. 
A espiritualidade é inerente à razão, é complexa e tem dimensão. 
No universo, forças paralelas atraem momentos bons, maus, de saúde e de tensão. 
O cosmos é outra questão!  

Em meados de Abril tive receio de perder alguém. Alguém especial! 
Não é do meu sangue, mas é como se fosse. É da minha espiritualidade e compreende o mesmo cosmos. Juntos rimos. Juntos crescemos e dançamos em liberdade de espírito. 
É alguém que me faz rir como há poucos. 
É alguém que me provoca como há poucos. 
É alguém a quem eu me dou e que se dá a mim. 
É alguém que viveu, cresceu em Constantim. 

Acompanho-o várias vezes desde Abril. Agora estamos mais próximos. Nessa altura estávamos separados por um oceano e eu receei não o ver mais. Lembro-me que na noite em que soube que ele estava muito mal lhe deixei várias palavras na sua conta em uma das aplicações da Internet. E na manhã seguinte levantei-me com ele na cabeça... tudo, porque mesmo a dormir nunca o consegui esquecer! Tive um sonho mirabolante, esquisito, tenso em que me vi a mim próprio a sentir energias negativas, mas que estava lá para lhe dar a mão, ou em português correcto - atenção! 
Nessa manhã de Abril, acho que o sol brilhava, não tanto como os meus olhos, mas timidamente sorria. Eu escrevia desconcertadamente aquilo que me passava pela cabeça, pelo coração e na minha mão. Não chorava porque ainda tinha uma ponta de esperança, mas sentia o meu coração retraído. Então as palavras que lhe enviei foram todas elas de revolta, de força, de coragem e de desafogo. Eu tinha quase a certeza que ele as ia ler. Então ele decidiu vencer e ao fim de Abril eu o pude ver. 

Agora no fim de Maio, as duvidas são outras e as certezas também. Ele vai ter de enfrentar mais um tratamento medonho. Duro, químico e venenoso. Ele vai tentar limpar todos os malefícios que tem no seu corpo, no seu sangue, na sua matéria. Para isso vai necessitar de vários compostos, altamente químicos e super energia. O medo que ele enfrenta já eu o consegui sentir. Vi lágrimas nos seus olhos fracos. Dopados com calmantes, para combater exactamente essa ansiedade que lhe está a corroer o espírito. Ele vai perdendo aquele espírito que eu lhe conheço. Já anda há algum tempo nisto. E agora sabe que vai enfrentar um dos piores tratamentos químicos. Eu procuro dar-lhe o espírito que ele vai perder. Eu tento absorver as energias negativas que ele tem dentro dele, mas estamos a trabalhar a um nível muito profundo da mente dopada e um espírito corroído. 

Ainda há pouco falamos que isto poderá ser o fecho de um ciclo. Depois do tratamento, que será longo, ele estranhará o sangue novo, limpo e uma mente formatada. Nada irá ser apagado, mas a sua vida, ou o que irá restar dela, terá toda ela uma nova leitura! 

Jolt

28/01/2013

Reparo que de um momento para o outro a minha mente me atraiçoa e me leva a escrever sobre algo que vivi recentemente. Em passadas pequenas recupero largos pensamentos que pelas minhas sinapses passam! 
Publico três textos seguidos sobre momentos distintos, separados por um espaço de tempo, que eu não posso precisar se foi longo ou pequeno. No entanto, se eu escrever uma data que me leve a esse tempo, eu percebo exactamente a distância entre eles. O que eu fui e o que eu era! 

Ainda sou do tempo em que não existia redbull. Lembro-me da vida sem ele. Uma vez que ele só viria a ser introduzido na Europa anos mais tarde ao meu nascimento. Na altura a mentalidade na Europa era totalmente diferente do que é hoje. As fronteiras estavam fechadas, era muito difícil desenvolver um projecto na Áustria e espalhá-lo pelo mundo fora. No entanto, isso aconteceu, e hoje, é apenas a bebida energética mais vendida no mundo com uma facturação que ascende os 4 biliões de euros. Ainda sou do tempo em que a palavra biliões não existia!

O café era tomado em modo expresso e apressado. Por outro lado, quando eu vim ao mundo, o café, já se tinha transformado numa das bebidas mais consumidas. O que o redbull partilha em comum é um químico que estimula bastante o sistema nervoso central humano. Esta cria vício e por tal denomina-se como a droga psico-activa mais consumida no mundo, porque é legal. Ora o redbull também enfrentou os problemas de legalização, mas hoje é vendida em mais de 160 países no planeta terra. Considerando que há cerca de 240 países podemos dizer que o redbull está, efectivamente, nos países que precisa de estar.   

Tudo isto pretende levar a uma conclusão: o super size me
Em 2000, já bastante depois de eu ter nascido, já bastante depois das pessoas abusarem do café e começarem a elevar o ritmo com redbull, só existiam 230 países e a sua população era de, mais de 1 bilião de pessoas, a menos. Passados 10 anos, o planeta terra abrigou mais um bilião de pessoas, ultrapassando o recorde de 7 biliões de pessoas.  

No ano de 2013, depois de toda a gente comentar que o mundo ia acabar, vejo fome, sinto fome, terror e dor. Lanço os beiços a uma chávena e verto cafeína para dentro de mim. Levanto o copo, verto álcool e cafeína, tudo misturado, para dentro de mim. Enquanto isso acontece, vejo pessoas a lutarem, a matarem, num mundo cada vez mais feroz. Um planeta super lotado, e o que vai ser de nós?

Hoje combinamos a cafeína com o etanol. Mais e mais, queremos estimulantes. Precisamos deles para viver num mundo super agressivo.

Old Souls

19/01/2013

hoje só me apetece fazer perguntas. Não vou responder a nada, mas levantar várias questões sobre respostas. 
Será que temos uma soul mate? Será que temos almas que se conhecem melhor e que estão mais próximas na sua idade e, por isso, nos relacionamos mais com umas pessoas do que com outras? Existem aquelas que entram na nossa vida e, depois de passarmos algum tempo com elas, elas partem num caminho diferente. Será que as voltaremos a ver?