quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O Tempo

28.01.2007
(P.S - No Names for Respect)

O tempo

…ele passa, ele está longe, ele já passou. É o tempo que nós conhecemos que nos faz lembrar quem somos, ser quem somos, lutar pelo que somos. 
Lembrar, ser e lutar são três acções, que nos fazem sentir humanos, sentir diferentes de tudo o que nos rodeia…
…o tempo não é mais que uma detalhada experiência…

Olá....., aqui estás para enfrentares mais uma prova da tua força. Não é uma simples prova, é sim a primeira prova que realmente tu reconheces como um grande desafio. Longe, mais longe de tudo aquilo que te familiariza, de tudo aquilo que tu dominas, de um grande amor… serão breves e eternos os meses que vais aqui passar, serão futuros, presentes e passados que tu vais descobrir… porque tu decidiste lutar! Porque tu escolheste mudar! Li uma vez num livro que a mudança, é algo forte que muitas vezes vai alem da força e da vontade das pessoas. Mas tu mostraste a toda a gente e a ti mesma, que vais conseguir. Estou muito orgulhoso de ti. 

Depois e antes de momentos de grande euforia e alegria, também tu hás-de encontrar momentos de solidão e saudade, que te vão fazer sentir imune, tão imune que desejarias ver, nem que por alguns segundos fosse, a cara dos que mais te querem. 

Estás numa cidade não muito longe da tua terra natal, mas num país diferente. Estás na maior cidade que se situa mais perto da tua terra natal. Reconhece isto como um facto e aceita isto como uma boa e forte experiência para a tua vida futura. 
Vais ter muito tempo, para tudo o que programares e ainda mais tempo se não programares nada. Não dês muita atenção ao tempo, pois ele fará te prisioneira e vulnerável aos sentimentos que mais guardarás dentro de ti. 
Os melhores segredos de evitar tempos de tédio, momentos de reflexão e matreiros, são manteres-te ocupada a procurar sempre mais ocupação. 

Irás fazer muitos amigos – de meses, de lugares e verdadeiros –, não tenhas pressa em encontrá-los, dá tempo que eles aparecerão. Mantém-te alerta, desperta e sê tu mesma! Virá o tempo, em que combinarás com eles viagens, saídas e trabalhos.
Se conseguires seguir estes passos reconhecerás no final, que tudo foi tão rápido, tudo foi passado, e não o futuro que agora enfrentas. 

No momento em que toda esta experiência for passado, haverá duas conclusões: a que te confrontar com o sorriso na cara vai trazer-te o orgulho daquilo que és, das origens que tens, daquilo que conseguiste; a que te derramar lágrimas será a lembrança dos sorrisos e festejos que alcançarás com essas pessoas que agora são desconhecidas para ti, dos sítios por onde passas-te e que nunca vais esquecer. 
Portanto sê forte e vive a vida porque estamos só de passagem.   
Nós estaremos aqui sempre para ti!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Mountain Eyes

27/11/2010
00:30
In need of Sun Rei
Hoje pela primeira vez escrevo aqui, exactamente onde estou. Onde tenho dormido pelos menos três vezes por semana, pelo menos nas últimas três semanas. 
Perguntam-me se estou bem, se está tudo a correr bem? Serei assim tão transparente para não esconder a minha angústia, a minha ansiedade e expectativa perdurante? O meu plano de estudos deixa-me assim. Não sei se estou a ir bem, se estou a ir mal. Não sei o que vai sair dali, nem porque ali estou! Às vezes interrogo-me, se preciso de estar a passar por isto. Durante o dia, e especialmente nestes em que aqui estou, passo quase três horas comigo mesmo, em viagem. Rodeado de pessoas que não conheço nem quero conhecer, caminho e vou sentado a ler. Não olho para elas, porque não quero ver-me a mim, não quero sentir angústia em momentos travados e futuros incertos de sofreguidão. Eu, no meu livro mergulho e não tiro os olhos do chão. O sol também está longe e nem para ele posso olhar. Sinto o frio que as outras pessoas reclamam. Carrego tristeza nos ombros, para cima e para baixo. De guarda-chuva na mão, espero que esta caia, mas ela não. Então, como se de uma bengala se tratasse, bato com ele na calçada. 
Depois de andar durante um bom bocado, chego ao edifício amarelo onde paguei a professores para me ensinarem algo de novo.  
(...)
Tenho a tristeza nos olhos e o medo no coração, tenho vontade de virar as costas e acenar com a mão. 
(...)
Quando lá fora, dizes que és de Portugal, são poucos os que conhecem para lá de Lisboa. Então, para eles serás dessa cidade, e é aí que eles te inserem. Quando em Lisboa, dizes que és das montanhas, são poucos os que tiveram o desejo e a vontade de lá passear. A montanha será sempre a montanha, o lugar do lavrador e do lenhador. Então é nos olhos das pessoas que assim me vejo. No esquerdo o lenhador, e no direito o lavrador. 
Eu queria pensar menos, queria sentir menos e viver mais. Eu queria voltar a nascer e ser educado somente pelos meus pais. Mas agora é tarde. Eu sou mesmo assim, crescido e vivido em Constantim, colado às terras de Panóias. Santuário mais antigo e nem sombra de jóias. 

Vida

17/11/2010
03:00

It’s raining outside..
that’s alright because i like the way it hurts..
Hoje não estou aqui para escrever.. mas quero deixar-te saber sobre isto.
O tempo passa e mais um ano que passou para um amigo meu, um primo meu, uma pessoa da terra e infância. o ano não passa no final de Dezembro!! o ano passa no minuto antes de tu celebrares o teu aniversário, o teu nascimento.. a tua chegada a este mundo. E este mundo que não é meu mas é teu, pode não estar preparado para ti. 
you said you’d be there for me.. e tu tens estado, efectivamente. Amigos de infância e ainda abres-me as portas de tua casa e com satisfação acolhes-me. É um gesto precioso quando a alguém pertences. É um gesto de afecto mas de ternura quem a terra deixa para trás e luta a vida, vida dura. Nos dias melhores e nos piores estás lá, e estiveste lá e continuas a estar. Quando não podemos agradecer, há que salutar a inércia de um afecto. 
Escrever sobre ti, mulher que por ai moras, faz-me sentir nostálgico. Há algo que por nós passou e deixou-te sem vontade de palavras. Eu continuo à procura da principal razão para ficar calmo em relação a nossa. Não te vejo nem mais nem menos, aliás deixei de te ver e procuro por ti. Agarro no telemóvel e procuro por ti, tento arrancar-te uma frase, mas continuas muda! Ficas na indiferença, e eu aqui, a pensar em ti.
Agora por Lisboa, passo e olho à volta. Sinto talvez sentimentos de revolta na hora da viagem. Insatisfação nos locais mais normais, de uma cidade grande. Ou de várias vilas e cidades que neste país se situam, e por vezes formam um núcleo só.. onde não há verde e monte cerrado, onde a mulher sozinha passeia os animais e o homem cultiva o prado. 
Vejo carros, multidões em busca de várias coisas diferentes e com medo do próximo, num país desenvolvido, onde o capitalismo se apodera cada vez mais. Num país que está prestes a arriar perante os seus parceiros continentais. Num país onde a tristeza e a pobreza zelam pela vida do homem e sem poder nela habita. 
Aqui foi terra de historiadores, que contaram as mais bizarras histórias de conquistas no desconhecido. Aqui foi terra de missionários que povoaram outros bocados, onde havia água. Foi na água que fomos fortes, foi através dela que conhecemos o mundo e trouxemos informação preciosíssima para o seu conhecimento. Fomos Reis e senhores de povos separados por mar, ou será melhor oceanos? Fomos grandes e agora contentamo-nos em ser pequenos, rimos com isso e com vergonha abanamos a cabeça. 

Já não tenho muito para dizer.. aliás não disse nada, as letras já cá estavam. 
Tu é que não as querias ler. 
Sinto falta de um amor carnal, de um toque feminino em sintonia. Agora estou sozinho e já não tenho aquela alegria. Ser amado é ser alegre. Eu fui feliz, não o procurei ele assim me quis. Foi há muito tempo e agora nem o teu cheiro tenho. Às vezes num dia de outono.. o sol vai pôr-se e eu de um ponto alto vejo as folhas caírem, com aquelas cores fantásticas que só a natureza nos pode dar.. vejo em sonhos, os momentos que passámos e interrogo-me se foram reais..? 
e aí, percebo que a vida é bela.   

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Profile

04/01/2011
01:30
Vamos falar de coisas.. 
Podia dizer-te que tenho a televisão ligada e vejo uma serie qualquer. Podia dizer-te que aqui não chove e ainda é noite. Podia não te falar e ouvir só. 
Ou podia explicar-te, no momento, as coisas que eu falo. 
Podias ler o que eu tenho aqui, se eu falasse de uma outra coisa qualquer, mas falo de mim. 
E nem todos ou todas querem ler estas palavras.. nem toda a gente, quer perder tempo a ler sobre um individuo que vive encurralado nos seus pensamentos. 
A vida é muito mais que isso! 
E está sempre a avançar para um fim. 
Hoje estou aqui, mas amanhã vou estar noutro local.. e lá.. isto já não faz mais sentido. 
Falo com ela um dia. No dia seguinte ela foge-me, evita-me. Reparo que já tem outro profile. Ou será que sempre teve!? Quantas pessoas será ela, ali, naquele espaço? Falo para várias e fico sem resposta...  

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Welcoming

24/11/2008

02:00 

I am here today to spell some words…
It’s been almost a week since I arrived. I had a good welcoming back party to celebrating with those, who I call the friends. And it was it; a joy of welcoming back. After these days since my arrival I did nothing but resting and celebrating! I start feeling how it is to live in here, and there is no more past wonder, of how things in here would be. Getting involved with the same people; share with them my life even though they gossip about me all time on unpredictable circumstance; gossip about someone with somebody! And gossip more…
I came from a place where I did know a few, to a place where everybody knows me, my family and my surroundings. In resume, I am back in the land where I grew. 
So easy creating a routine in here, that sometimes I fear. I know I have got to go further with my dream and have got to stimulate myself into an happy feeling. And that’s what I will do! 

Yesterday

05/12/2008

01:30

I dare say if you grow up listening to portishead, it’s strong or intense, if you will. However if you do listening it but not alone, feelings are somehow different! Portishead is melancholic but therapy, very pleasant. That’s pretty much why I won’t ever forget of this voice… «white horses they will take me away»!!!... 
Yesterday was a bad day, a bad feeling day to be more precise! I got the results from the selection process and wasn’t successful, in order to get an internship in some another country around the world. I was sad. I had thought I would do it. I was so hopeful to get myself relieved from this world and get a new challenge in a pretty strong company. That was my dream. Nevertheless is gone for now. 
A father of a friend of mine passed away yesterday, just like that! out of a sudden, he wasn’t sick. I don’t know what to say to my friend, I don’t know whether I should go by and give him my condolences in presence of others. I would rather give him my condolences in a particular place out of the others presences. I feel sorry for my friend but I don’t know what to say, or how to say…
Today I will go for a sort of an interview or try to know better about that place and job environment…

domingo, 2 de janeiro de 2011

Time To Become Conscious

02/11/2003

Estou mais uma vez a pensar em ti.                                                                                                 
Estou-te a pedir que leias isto, e fá-lo não por mim que ainda não me conheces bem, e conhecer-me implica tempo, mas sim pelos breves sorrisos e lindos, que transmitiste quando no teu olhar me fixava. Quero apenas que saibas brevemente, o que trago na alma há algum tempo.
Tinha decidido ausentar a minha vontade de me relacionar com outras pessoas porque precisava de tempo para mim, de me sentir mais a mim próprio de liberdade no coração. E desde há um tempo que havia conseguido isso, até que tinha de chegar a Mirandela.
Não sei explicar a maneira como és para mim, mas sei dizer-te, que a primeira vez que te vi, senti uma coisa muito bonita que já não sentia há um bocado de tempo. Não são as minhas palavras que te vão descrever, porque as nossas palavras são meros quadros da nossa vida que marcam a diferença nesta vasta exposição que surge hoje em dia, e é sim, aquilo que eu sinto, que te descreve.
(...)
Sinto o que sinto por ti, não apenas pela tua grande beleza mas pelo teu valor, és uma grande mulher e por seres assim é que sinto por ti, o que estou a sentir. Gosto de muitas pessoas, mas sentir o que estou a sentir só consigo sentir por uma. Sei que te podia amar e não sou capaz de amar muitas...
Vou tentar que a vida passe, como o vento que vai e volta num dia de calor ameno, ausentar as preocupações que a vida me transportar, concentrar-me no azul tranquilo sempre que me oprimir. Doí pensar, doí sentir, doí querer, só não doí a vontade e o querer de te ver. Doí-me tudo e não me doí nada, penso na indiferença e caminho na vida. Quando estou perto, sinto-me longínquo. A naturalidade e a raridade das coisas tornam-nos muito especiais. 
Não vou pressionar-te, oprimir-te ou saturar-te, vou apenas ser o que sempre fui, sentir o que sempre senti, à espera que a tranquilidade e a calma tomem conta da minha alma. Mas a vida é mesmo assim e ninguém a pode mudar, porque há muito está destinada. Melhores dias virão. Há coisas na vida que nunca mudam, outras mudam. Mas eu estarei sempre aqui, como uma estrela que vês no infinito redil escuro, sempre que brilha para ti.
Quando quiseres, sei que sabes onde e como me encontrar. Há pessoas que dizem que sou especial, outras não dizem nada para não parecer mal. Não sei o que sou, nem me importa, sei que sou aquilo que quero e gosto de ser assim. 
Só te conseguirei esquecer, no dia em que um pintor, for capaz de pintar, a dor de uma lágrima. Sorri sempre, mesmo que o teu sorriso seja triste porque mais vale um sorriso triste, que a tristeza de não saber sorrir.
Adoro-te
Beijinho