sábado, 31 de agosto de 2013

Golden Heart

My hear is gold
My soul is silver
I am the iron man
I have no wings, I am no an angel
Sun burns metal but a silver soul remains on the universe
I can’t wave to the crowd.. can´t see me from where am I 
I wish I could smile high from the sky, looking round and beaming to the angel who was chosen to take me
I will come back one day, and tell how beautiful the sky is when you can see the whole Earth below
Respect the elders to reach to the sky
They will beam at you before you even notice…

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Cavaleiro Andante

27/06/2013

Já ando há vários dias para te escrever. 
Já ando há vários dias contigo na cabeça. 
Sei que não te vou esquecer. 
Só quando me pedires que te esqueça!

Entras-te na minha vida por acaso! Apareceste para um trabalho. Tu e mais umas poucas de miúdas da tua idade. Sempre tentei puxar por ti, como tentei puxar por outras. Quando percebi que vocês não me davam bola, voltava a desaparecer e focava-me em algo completamente diferente. Nessa altura, tu estavas fora da minha mente.
Quis o destino que voltasses a relacionar-te comigo e desta vez com uma força incrível. Foi essa força que possibilitou a conclusão deste projecto. Olhei para ti a medo, tentei mostrar-te tudo aquilo que tu ias ver, tu olhavas para mim, sem saber o que dizer. E continuas. Eu sou um gajo misterioso, esquisito, marado, mas um bom amigo.

Com o passar do tempo percebi que tu eras a razão desta curta ser possível. A tua energia, a tua humildade, simpatia e beleza exterior era o suficiente para motivar toda a gente, incluindo eu próprio, para filmar e voltar a filmar no dia seguinte. Aí, eu agradeci a Deus por te ter posto no meu caminho. 
Com o passar do tempo deixei-me envolver demasiado. Fiquei apanhado. Tu és uma mulher que eu sonhei ter amado. Tu és um toque sentido e um beijo guardado. Tu és distante e eu obcecado. 
(...)
Não vais ser porque eu vou seguir a minha vida e tu vais seguir a tua. 
Tu és o sol. Eu sou a lua.  

Percebo que gozas de uma vida social que te preenche. Uma independência que não queres largar. Uma posição que te demorou alcançar. Achei que estavas para lutar pela tua carreira profissional, mas vejo que estás demasiado envolvida nesta vida nocturna. Esta, ainda, não é a altura para isso! 
Ontem escrevi, construí e enviei o teu curriculum por email. Não o fiz porque te quero “comer”, nem porque não tinha nada para fazer. Fi-lo para te agradecer. 
Um dia tu viraste-te para mim e disseste-me que o meu projecto ia ser concluído. 
Isso, foi tudo o que eu precisava de ter ouvido. 

Tu não és fogo, nem ar. És terra. És bela, por dentro e por fora. Tens o dom da vida. E um dia ela vai-te sorrir com aquela força que tu procuras. Até lá, não deixes cair esse sorriso, nem essa energia contagiante. Eu vou partir... 
Eu, o cavaleiro andante! 

Tear Drops

24/06/2008

Oh damn, here I am again!! Well that’s life… that’s my life… that’s my feelings which move me here and allow to write me this. I was watching movie when I saw so similar face, so big proximity to what I refuse to let go… what I want to believe.
One apart - was you ever told about how similar face you share with Cameron Diaz? Well I gotta tell you - I got that now! I haven’t seen you so long, and I have just your face painted on my heart. Quick shoots of her made me remind so much of you, and then I decided to sit on the chair and toss these words. 
I am sure you’re happy now. I am sure how far from you I am. I am sure my kisses no longer burn on your lips. I am sure I am a dozen of pictures hidden on your computer. I am not sure whether you like these words. 
Well watching that movie, and moreover a comedy movie, made me drop tears of my own. Why should I drop tears when I know that my life is not a movie like that? When I know that you’re not Cameron Diaz and I am not Ashton Kutcher. When I gotta understand there is no more role between us. 
The reason is these words. The reason lays inside myself. The reason is my heart, which is full of the most intensive feeling. With this opportunity I am telling my laptop how much you left inside me, and I can’t release!!
Tear drops came from the simple thought - we will not have a happy end as it was in the movie. Tear drops came from the outgoing movie’s message. Tear drops came from me and from you… 
I don’t have to tell you this! I don’t have to send it to you! But I have nothing left to lose. You don’t have to read it! You don’t have even to open this mail! But if you’re reading this last line, well then you got to the end… 
Meantime inside yourself, brainstorming images and erased feelings inside your head, you will see me, even though for a few seconds…
Farewell dear beautiful girl friend…

Ja Meets Jo

02/01/2011

Raio de sol que me entras pelos olhos e não me deixas dormir.. deitado na cama penso em letras.. dou por mim, já respiro o ar de 2011 e ainda não paguei a conta toda de 2010! Ainda tenho resíduos de álcool que comprei no ano passado. 
Aqui o álcool reina na passagem de ano, na passagem dos dias, na passagem das horas. De repente, encontro-me num espaço internético onde a informática reina. Palavras de chamariz, silhuetas falsas, troca de informação. Vejo sorrisos e caras tristes. Começo a seleccionar caras, começo a procurar quem eu possa interpelar.. 
E nela me fui esbarrar! 
As imagens são acima da média. Num frame, ela de cara baixa e com os olhos tombados para o chão. E eu reparo que ela não procura nada. Esta apenas ali, à espera. Hoje é o primeiro dia que entro neste espaço. Não é físico, é virtual. É onde alguns procuram o bem e outros o mal... 
Lanço palavras como se de cartas se tratassem numa mesa de poker. Só quem quer vai a jogo, depende da mão de cada um! E assim há sempre a hipótese de fazer all in... 
Ela arrisca ver a próxima e depois desta carta, começa a mostrar jogo...
(...)
Jo — 19:44
és filosofo
Ja — 19:45
de filosofia nao percebo muito.. o meu metodo de estudo baseia-se no senso comum
Jo — 19:47
ok
Jo — 19:47
sabes é difícil
Jo — 19:47
perdi-o
Ja — 19:50
dou te o God Bless.. um dos meus textos.. nao sei se percebes ingles.. mas tenta ler.. e vais perceber k tambem eu a amei muito.. nos eramos um so.. nos fomos a palavra AMOR.. mas a vida kis k nos separassemos.. e entao tivemos k olhar para este AMOR como das coisas mais bonitas k nos deram
Ja — 19:51
mas k ja nao temos mais.. apenas o texto e as memorias do passado.. k as vezes me chego a perguntar se nao foram apenas sonhos devido a serem tao boas
Ja — 19:52
o amor é komo agua para nos.. nao podemos viver sem ele.. so k o seu consumo pode matar-nos.. é exa a diferenca
Jo — 19:53
sim
Ja — 20:00
(...)
ao vivo sou o Tiago.. não sou ainda ninguem para ti.. apenas um desconhecido k sabe teclar.. vou tentar fazer te sorrir outra vez...

Assim ele fecha a porta do espaço e vai para a rua. Lá fora não sabe se a vai encontrar. Será que ela está à espera dele? Mas ela não o conhece e ele, sem disfarce, olha para ela.

Vibe Tribe - 1ª Noite

29/01/2008

Quando o dia está presente tudo parece mais fácil, ainda que o calor aqui se faça sentir intensamente. Mas quando a noite chega, tudo se transforma! São luzes que se acendem, são gargalhadas que se ouvem, são energias que se sentem, são olhos que brilham e, visão que se perde! Tudo preparado para ir para a festa. O jantar foi vago para alguns pois pensar em comida era perder tempo. Entre continuados fumos e passos lentos, percorremos cerca de 500 metros, distância essa da tendas ao dance floor

O som do dance floor fazia-se ouvir, ainda aqui nas tendas e, a ansiedade e adrenalina disparam em flecha! As luzes que brilham e os sons de vários rádios de carros, gargalhadas e vozes perdidas, mostram que a festa começa a dar graças... 
As lojinhas que representavam algumas empresas inseridas neste tipo de eventos, viradas ao dance floor ainda que longe, davam o ar da sua graça com demasiados utensílios e acessórios.
Os bares espalhados e oportunos à festa, são referências para muitos e sossegos para outros. Os workshops e tendas determinadas a assistir o público interessado, fornecem aconchego a quem vive enraizado neste tipo de cultura. Proporcionam exercícios de relaxamento, debates propícios e sítios de apoio a famílias que vão viver nesta vila nómada por mais de uma semana.     
O dance floor foi devidamente preparado e iluminado a dar a sensibilidade da cultura. É uma decoração única, é criada e montada pelos que a produzem. É utópica, é bonita, é a prova que tudo foi preparado para nos trazer um grande sorriso.

O som é agora o mecanismo que comanda a minha mente, que lhe dá vida própria! Incontrolável esta maneira de estar, velocidade a mais neste conjunto de neurónios, que me põe fora da realidade! São milhares que rodeiam o dj e balançam o corpo como podem. São energias que, espalhadas, dão o intenso enredo da festa. O limite é o chão. Quando cairmos é porque já não aguentamos mais. Revela que gostaríamos de estar de pé e não podemos.

A meio da noite, a festa atinge o Boom, o ponto máximo revela-se na cabeça da maior parte dos presentes. O cansaço que se vinha a acumular, parece que desaparece e as pupilas dilatam-se. Os que conseguem e se orientam, saem em busca de ar fresco, de acalmar a velocidade neurónica, de descansar do som, de sair do transe! 
Alguns circulam perdidos dentro das próprias cabeças em busca de uma porta. Mas não há portas... o espaço é aberto! O espaço é livre! A responsabilidade é tua! 

Os conhecidos da matéria, situam-se onde seja mais fácil o acesso à viagem e ao retorno esporádico. Vieram em busca de viajar dentro de si mesmos, vieram capazes de aguentar e conduzir a própria viagem. São uns autênticos guerreiros, infundidos no som desaparecem da realidade por vários espaços de tempo. Entram em realidades alucinadas incontroláveis e, muito intensas... 
Dependendo do ritmo de som e barulhinhos de fundo, psicadélicos, a vontade de trocar de combustível varia. Esses combustíveis variados são a receita médica de um guerreiro. 
A indumentária aqui não é vulgar, não é padronizada, é ritual. É a prova marcante do posto que ocupa, do grupo a que pertence, da experiência adquirida. 

A aurora chega, já é possível distinguir quem nos rodeia, já nos mostra o resultado da noite. São sorrisos fugazes ou fugidios, porque os dentes cerrados fazem parte da forma facial de muitos presentes. A vontade de sorrir ou o estado de espírito pode ser possível, mas a desidratação é maior e domina-nos a face e o resto do corpo! 
Os que vão chegando mostram-se mais frescos e prontos para curtir mais umas horitas, mas a vontade de ir descansar não é grande. De repente acaba a água, e a secura, desidratação e cansaço, regressam ao corpo de forma espontânea. A manhã já vai a meio, e ainda não saí daqui! 
Olho em volta, muitos chegam e muitos partem, muitos conversam, mas também ainda há muitos calados, fechados nas suas mentes... 

A música agora é outra, alegre, aberta e agradável. É o culminar de várias viagens introspectivas, é o começo de mais um dia. Os sorrisos vão se espalhando. 
Sorrindo vou em busca de água, de descanso e alimento. 

Cores de Abril

09/04/2011

Duas estradas, um caminho
autocarros que partem para o destino
um jovem que escreve de mansinho
uma alma grande, num corpo pequenino

verdes ao longe do mato
azul perto do mar
no seu sentido lato
ele vai a observar

para trás deixa um sentimento
pela frente vem harmonia
com muito pouco alimento
sentado, escreve de barriga vazia

ao longo do asfalto escuro
vejo o sol que se move
com um sorriso duro
sem ninguém que o aprove

terra cultivada em castanhos 
prédios no horizonte tardio
natureza de encantos tamanhos
com sol mais quente e sem frio

Lembrar de Ti

21/03/2008

Porque estou aqui com vontade de escrever? Porque tenho essa destreza de palavras que me querem sair da boca? Ouço o som e navego por um mundo que só eu conheço porque é meu. Tenho vontade de escrever tão rápido como penso mas, as palavras que teclo, tornam-se mais complicadas, que um simples pensamento! 
Ainda agora estava a dialogar com uns amigos sobre a minha vida mas esse tempo já lá vai! Agora, apenas escrevo! Ouço este som que me faz relembrar os tempos antigos de como ainda há um bocado atrás dialoguei. Mas essa vontade passa-me depressa e o som pára. Enquanto não começa a nova musica fico como que parado a olhar as teclas. Parece que esta sinfonia me faz acelerar o pensamento, me faz sentir dopado como em outros tempos fora. 
Releio o que escrevi e continuo a pensar. Volto a encostar-me na cadeia, fico longe das teclas e não consigo escrever. Se tiver perto concentro-me mais e o som revela-se mais fácil. 
O meu pai assim pensava: encosto-me no sofá e adormeço involuntariamente. Eu também gosto de sofás, mas também de cadeiras confortáveis, de um bom colchão e já gostei de bancos de pedra. Tornam-se muito confortáveis quando nos começamos a habituar. Torna-se tão confortável que nem pensamos em outros melhores, apenas nos acomodamos com o que temos. Vale mais aquele que nenhum, é um facto. 
Quando inventarem uma maquina que seja capaz de escrever tudo aquilo que nos passa pela cabeça, apenas nessa época vou poder ler aquilo que nunca li de mim. Se eu te pudesse dizer quantos quilómetros faz uma viagem de introspecção, então aí nada valia a pena. Chegavas lá depressa, qualquer que fosse o meio que requisitasses. 
Amanha vou embora, mas volto. Vou apenas numa viagem com retorno. Se não retornar, será que alguém vai saber os momentos que eu passei. Ler as palavras que criei, a felicidade que senti ao ver-te na foto. Já marca tarde no relógio, mas estes momentos fizeram-me sentir passado. Aquela festa em que rockei até de manhã, até à tarde, até à noite… estas memórias que guardo aqui e sobressaltam de momentos para momentos. Alegra-te porque eu estou a ir. Amanhã já fui e já voltei. 
Será que me vou lembrar de ti? 

Vibe Tribe

29/01/2008

Começar a escrever, que maneira mais fácil de passar o tempo. Pode ser fugaz, pode ser breve ou orientada. Pode ser o que quisermos, é voluntária do nosso pensamento. 

Ele era simpático, agradável, mas revoltado. Uma revolta resultante da incapacidade de se mover independentemente, uma vontade de aceitar a situação. 
Para escrever não basta simplesmente agarrar na caneta, ou bater as teclas de um teclado. É preciso orientar um significado, uma vontade de exprimir o que nos percorre a mente. 
Percorrer vários quilómetros e, à medida que estamos a chegar, já nos sentimos eufóricos e assediados pela liberdade que está prestes a formar-se. A liberdade foi o que me trouxe aqui, foi o que nos trouxe aqui, foi a vontade de ser livre além dos nossos sentidos. Foi a certeza fútil de saber que pertencemos a uma cultura, foi um meio de transporte que nos trouxe a esta vila nómada e a este espectáculo que está prestes a começar. Um espectáculo longo e preparado para satisfazer a vontade dos seus envolventes. Um publico, uma organização, uma terra deserta, um espaço à beira de um refresco de verão. Uma semana de pura fantasia inacabada e única. 

Vieram performances de toda a parte do mundo, vieram organizadores das várias tribos hippies do novo millenium. Vieram pessoas, animais e afins. 

Demasiados carros, forma-se uma longa fila de lento andamento, mas isso já não importa agora. Estamos muito perto do sitio onde a nossa liberdade estará além dos nossos limites. E isso faz-nos sentir livres, eufóricos. A viagem foi longa, mas o cansaço já vai longe e, só ainda agora chegamos! Entre fumos e risadas, percorremos lentamente poucos quilómetros e chegamos à entrada da vila nómada. Do acampamento de uma cultura hippie que se tinha organizado durante dois anos e estaria agora ali para proporcionar um desejo inacabado de acolher os seus associados. Com moeda independente de impostos e certificada pela cultura, surgem vários negócios de mercados fascinantes. 
É o primeiro dia da abertura oficial da festa que está prestes a começar, mas já muitos associados estão espalhados pelo recinto de relevo acentuado mas propicio. Caras conhecidas, gargalhadas distribuídas e apertos de mão concluídos. Certeza de que estamos todos pró mesmo e a noite vai ser de festa! 
Não sou novo neste tipo de eventos, não tão pouco inocente a este estilo de vida. Conheço bem esta cultura, pois venho-a seguindo há vários meses. Venho recordando cada reunião desta cultura em demasiadas e intensas experiências. Não são novos neste tipo de ambiente, os que comigo estão, pois também eles seguem de perto esta cultura. 
As tendas montadas, o espaço organizado e preparado para as longas horas que estavam para vir. Está tudo e mais que pronto para começar. 
Alguns já lá vão mais à frente, suando e resistindo como podem. Outros tentam descansar e recuperar forças, pois a noite está prestes a chegar. Horas passam e como comerciantes que alguns são, já sabem o que os vizinhos das tendas de 50, 100 e 200 metros à frente e atrás, têm para vender, ou querem comprar! A noite cai...

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Sycamore

21/06/2013

Ao longo da musica Sycamore Trees vou olhando a cara dela, nos pensamentos. Levo-a comigo em viagem para lhe mostrar o mundo, o meu e o dela. O que acontece com ela não acontece com muitas! Ela é alguém especial. 

Procuro por ela sem saber, durmo com ela nos olhos mesmo sem querer e ao fim do dia, vejo que ficou tudo por dizer..
No papel ele pergunta, se um dia a irá ter, para seu prazer? Gosto dela em pedaços, que se perdem ao longo da minha caminhada para ela. Ela vê o que eu tenho e sente-se incomodada. Eu tão perto e tão longe sem poder fazer nada. 

Não sei se é tristeza que me faz pensar, ter tanto para lhe dizer e nada para lhe dar. Então ele olha para ela sem agradar, com o seu coração parado a esvaziar. Se eu te pudesse dizer que te podia amar? 
Uma palavra é tudo o que te vou dar. 

Pleno Verão

19/08/2013

Verão. Pleno Verão. Há umas horas atrás, a equipa de um projecto cinematográfico esteve reunida. Faz tempo desde que este projecto começou, mas só agora em pleno verão eles puderam ver o trabalho para o qual disponibilizaram tempo, dedicação e vontade. Não é fácil. Quando muitos deles não me conheciam, olharam para mim com dúvida, cepticismo e descrença. 
O tempo passou e hoje ficaram momentos que todos vamos recordar no futuro. Quando houver família, quando o inverno for rigoroso. Eles riem, à luz de uma fogueira e olham a fotografia que está naquele quadro, aquele quadro que nasceu em 2013. Um ano de transformação, de mudança e de tempo. 
Não estivemos todos reunidos. Faltaram pessoas importantes. Tão importantes como eu ou como o outro. Um projecto cinematográfico não nasce sozinho e a disponibilidade nem sempre é a mesma. Todos sabemos quem faz parte deste projecto. Todos por momentos partilhamos afectos. Sorrisos perdidos em folhas de tempo. Trabalho e ansiedade em algum momento. 

Cresci com esta curta metragem, ao longo de Angelo Badalamenti. O poder da música e da composição artística de Twin Peaks fizeram-me acreditar em algo que é difícil de perceber. Essa vontade de perceber, é tão forte, que incomoda quem dela faz parte. 
Acho que este projecto é uma experiência construtiva e positiva, para um futuro próximo. 

Percebi a noção de o que é trabalhar num projecto durante cerca de 6 meses. Manter sempre uma chama acesa para iluminar um grupo e no final todos nós rirmos e desfrutarmos de um momento que é só nosso. A minha vida vai mudar no futuro e a deles também. No entanto, naquela noite de verão nós fomos um grupo de homens e mulheres, algures vivendo numa região montanhosa. E rimos, uma vez e duas vezes, e continuamente fazendo brindes, porque aquele era o nosso momento. 
Naquela noite de pleno Verão. 

terça-feira, 30 de julho de 2013

Guerra Aberta

27/05/2013

Na noite passada, uma vez mais os canais generalistas portugueses de televisão, lutaram pelas audiências. E a audiência de domingo à noite é a mais importante, porque geralmente é quando mais pessoas estão em casa, logo mais pessoas estarão ligadas à televisão. Faz tempo desde que escrevi um texto sobre a televisão e sobre o seu impacto na sociedade. Hoje, porém volto a essa temática. 
Há dois programas em confronto directo que recorrem às figuras públicas portuguesas e não só, para cativar a atenção dos portugueses. Eu diria que vale tudo ou quase tudo. Os mais bonitos e passiveis de proporcionar polémica, são os escolhidos. O português gosta de polémica! O programa de um canal é, só, um dos programas mais franchisados a nível mundial - o Big Brother! O outro programa transmitido na Sociedade Independente de Comunicação (SIC) está a ser um sucesso em outras terras - o Splash! 
No meu entender, que sou novo nisto, os programas são sucesso garantido. No entanto quem faz os programas são as pessoas. E sendo um directo, funciona muito mais com os sentimentos, emoções e todo o carácter humano a que nenhum fica indiferente. Ora as figuras publicas que lá estão são o espelho dos portugueses. Revelam a nossa cultura, a nossa inteligência e o nosso temperamento. 
Regra geral, ninguém vê o Big Brother! É demasiado “lixo”, desinteressante, ridículo e azeiteiro! Como alguém ainda me disse ontem, é de uma alienação total! Uma vez mais refiro que as pessoas fazem o programa. Se estivessem lá dentro intelectuais a falar de filosofia, economia, espiritualidade, literatura ou arte, também ninguém ia ver, porque era demasiado seca, porque os intelectuais se tinham muito na mania e por aí fora! 
O português não gosta de nada! Perdão, gosta de 2 coisas: reclamar e bola. Se pudessem ao menos ter um campeonato de futebol durante um ano inteiro sem paragens, isso é que era bestial. Benfica tu és a minha fé! Porto sem ti não sei viver! Que lindo, que comovente. É de ir às lágrimas! Isso sim é bonito, agora Big Brothers e outras merdas, epa por favor!! 
Depois vem estes jovens cultos, investigadores, antropólogos e cientistas [mas sobretudo desiludidos com a sociedade, tristes por não terem entretenimento] fazer declarações de feedback na famosa plataforma do - facebook: 
- Ah e tal, por favor acabem de vez com estes programas de lixo, de “azeiteiros”. Por favor façam algo de interesse, algo pedagógico, algo assim que encha o olho. Mas nada daquilo que vocês tem feito, estão a ver? Epa nada de reality / talk shows, nada de novelas, nada de nada. Alguma coisa nova para a sociedade, mas não sei bem o quê!
(Isto é suficiente para terem logo 2000 likes e centenas de comentários a apoiarem o candidato ao Sindicato Virtual, no espaço de 60 minutos). 
E pronto é isto. Na política é o mesmo. As pessoas sabem gritar e cantar o Grândola Vila Morena, mas não sabem dizer o que está mal. Só sabem dizer, epa com este governo não se pode. E pumba, no fim de semana lá vão mais 100 euros em bebidas e materialismos, que os pais “emprestaram”! 
Estes jovens cultos de hoje, são assim, não compram nem lêem livros. Historia, ciência, arte, isso não tem interesse nenhum. Um bom filme de cinema pintado de efeitos especiais, isso sim, isso é bom! Cavar a terra, plantar e trabalhar duro, isso também não dá nada. Fixe é mesmo facebook, instagrams, foursquare e outros que ainda vão surgir... ah e a bola ao fim de semana!! 
Benfica tu és a minha fé! Porto sem ti não sei viver! 

Fígado

21/06/2013

Será que está a nascer uma revolução no Brasil que pode revolucionar o mundo. Logo agora que o Mundo está tão vulnerável. Começou a sofrer de uma doença. 
Nos humanos é algo tipo cirrose e no Mundo é dinheiro. É uma doença que tem vindo a atacar o mundo. E vai levar a uma mudança no seu total. É que o dinheiro hoje em dia estica muito. Quando surgiu era contável. Agora não!
Posso abrir o monitor do meu computador e mostrar um grande numero digital e não ter uma simples nota, moeda em casa ou comigo. Então isso é a riqueza dele e com isso compra a dos outros. 
Houve tempos em que se sofria por amor. Hoje sofresse por dinheiro. Nunca chega o que tenho no bolso, porque continuo triste. Ninguém me compreende e então eu procuro a felicidade. Senão a encontrar, compro! 
O dinheiro que as pessoas tem e o amor que nós perdemos. 
A vida levou tudo e não deixou nada para trás.
O fígado também estica muito... até estoirar! 

domingo, 7 de julho de 2013

Reset

30/05/2013

Há quem diga que a vida é bela! Há quem a goze e há quem cuide dela! 
O corpo humano é composto por matéria (compostos químicos) e energia que actuam a uma certa frequência. 
O sangue corre nas veias. O sangue é óleo que conserva a carne. 
O destino só é aceite por uns. Por outros não. Um pouco parecido com a religião. 
A espiritualidade é inerente à razão, é complexa e tem dimensão. 
No universo, forças paralelas atraem momentos bons, maus, de saúde e de tensão. 
O cosmos é outra questão!  

Em meados de Abril tive receio de perder alguém. Alguém especial! 
Não é do meu sangue, mas é como se fosse. É da minha espiritualidade e compreende o mesmo cosmos. Juntos rimos. Juntos crescemos e dançamos em liberdade de espírito. 
É alguém que me faz rir como há poucos. 
É alguém que me provoca como há poucos. 
É alguém a quem eu me dou e que se dá a mim. 
É alguém que viveu, cresceu em Constantim. 

Acompanho-o várias vezes desde Abril. Agora estamos mais próximos. Nessa altura estávamos separados por um oceano e eu receei não o ver mais. Lembro-me que na noite em que soube que ele estava muito mal lhe deixei várias palavras na sua conta em uma das aplicações da Internet. E na manhã seguinte levantei-me com ele na cabeça... tudo, porque mesmo a dormir nunca o consegui esquecer! Tive um sonho mirabolante, esquisito, tenso em que me vi a mim próprio a sentir energias negativas, mas que estava lá para lhe dar a mão, ou em português correcto - atenção! 
Nessa manhã de Abril, acho que o sol brilhava, não tanto como os meus olhos, mas timidamente sorria. Eu escrevia desconcertadamente aquilo que me passava pela cabeça, pelo coração e na minha mão. Não chorava porque ainda tinha uma ponta de esperança, mas sentia o meu coração retraído. Então as palavras que lhe enviei foram todas elas de revolta, de força, de coragem e de desafogo. Eu tinha quase a certeza que ele as ia ler. Então ele decidiu vencer e ao fim de Abril eu o pude ver. 

Agora no fim de Maio, as duvidas são outras e as certezas também. Ele vai ter de enfrentar mais um tratamento medonho. Duro, químico e venenoso. Ele vai tentar limpar todos os malefícios que tem no seu corpo, no seu sangue, na sua matéria. Para isso vai necessitar de vários compostos, altamente químicos e super energia. O medo que ele enfrenta já eu o consegui sentir. Vi lágrimas nos seus olhos fracos. Dopados com calmantes, para combater exactamente essa ansiedade que lhe está a corroer o espírito. Ele vai perdendo aquele espírito que eu lhe conheço. Já anda há algum tempo nisto. E agora sabe que vai enfrentar um dos piores tratamentos químicos. Eu procuro dar-lhe o espírito que ele vai perder. Eu tento absorver as energias negativas que ele tem dentro dele, mas estamos a trabalhar a um nível muito profundo da mente dopada e um espírito corroído. 

Ainda há pouco falamos que isto poderá ser o fecho de um ciclo. Depois do tratamento, que será longo, ele estranhará o sangue novo, limpo e uma mente formatada. Nada irá ser apagado, mas a sua vida, ou o que irá restar dela, terá toda ela uma nova leitura! 

Jolt

28/01/2013

Reparo que de um momento para o outro a minha mente me atraiçoa e me leva a escrever sobre algo que vivi recentemente. Em passadas pequenas recupero largos pensamentos que pelas minhas sinapses passam! 
Publico três textos seguidos sobre momentos distintos, separados por um espaço de tempo, que eu não posso precisar se foi longo ou pequeno. No entanto, se eu escrever uma data que me leve a esse tempo, eu percebo exactamente a distância entre eles. O que eu fui e o que eu era! 

Ainda sou do tempo em que não existia redbull. Lembro-me da vida sem ele. Uma vez que ele só viria a ser introduzido na Europa anos mais tarde ao meu nascimento. Na altura a mentalidade na Europa era totalmente diferente do que é hoje. As fronteiras estavam fechadas, era muito difícil desenvolver um projecto na Áustria e espalhá-lo pelo mundo fora. No entanto, isso aconteceu, e hoje, é apenas a bebida energética mais vendida no mundo com uma facturação que ascende os 4 biliões de euros. Ainda sou do tempo em que a palavra biliões não existia!

O café era tomado em modo expresso e apressado. Por outro lado, quando eu vim ao mundo, o café, já se tinha transformado numa das bebidas mais consumidas. O que o redbull partilha em comum é um químico que estimula bastante o sistema nervoso central humano. Esta cria vício e por tal denomina-se como a droga psico-activa mais consumida no mundo, porque é legal. Ora o redbull também enfrentou os problemas de legalização, mas hoje é vendida em mais de 160 países no planeta terra. Considerando que há cerca de 240 países podemos dizer que o redbull está, efectivamente, nos países que precisa de estar.   

Tudo isto pretende levar a uma conclusão: o super size me
Em 2000, já bastante depois de eu ter nascido, já bastante depois das pessoas abusarem do café e começarem a elevar o ritmo com redbull, só existiam 230 países e a sua população era de, mais de 1 bilião de pessoas, a menos. Passados 10 anos, o planeta terra abrigou mais um bilião de pessoas, ultrapassando o recorde de 7 biliões de pessoas.  

No ano de 2013, depois de toda a gente comentar que o mundo ia acabar, vejo fome, sinto fome, terror e dor. Lanço os beiços a uma chávena e verto cafeína para dentro de mim. Levanto o copo, verto álcool e cafeína, tudo misturado, para dentro de mim. Enquanto isso acontece, vejo pessoas a lutarem, a matarem, num mundo cada vez mais feroz. Um planeta super lotado, e o que vai ser de nós?

Hoje combinamos a cafeína com o etanol. Mais e mais, queremos estimulantes. Precisamos deles para viver num mundo super agressivo.

Old Souls

19/01/2013

hoje só me apetece fazer perguntas. Não vou responder a nada, mas levantar várias questões sobre respostas. 
Será que temos uma soul mate? Será que temos almas que se conhecem melhor e que estão mais próximas na sua idade e, por isso, nos relacionamos mais com umas pessoas do que com outras? Existem aquelas que entram na nossa vida e, depois de passarmos algum tempo com elas, elas partem num caminho diferente. Será que as voltaremos a ver?

domingo, 28 de abril de 2013

Big Smile

19/05/2008

Ele começou a gostar de jogar e daí até que se apercebesse que estava viciado levou tempo, assim como levou memórias. Ele voltou a sentar e começou a jogar uma vez mais naquela tarde. Porém, desta vez ele não estava sozinho! Tinham aparecido várias silhuetas com diferentes estereótipos de vida, e alheios à dele. Ele começou a ver a vida que ele nunca havia de ter, uma por uma, enquanto ele dava as cartas. Ele veio a sentir todos e alguns momentos que passaram fugazmente, mas que tinham construído uma vida, por mais extensa que fosse. 

Ele - o dealer, apercebia-se do tempo que passava e os outros não. Ele apercebia-se dos aviões que passavam e os outros não, ainda que estivesse fora do alcance de visão dele. Ele tinha o dom de sentir. Mas quero com isto dizer, que sentia mesmo demasiado. Não falo de um sentimento de existência comum a todos nós. Ele sofria sentindo também. O género dele invulgarmente fazia transmitir sentimentos de bem estar. Uma inaturalidade que caia bem. Porém ele sofria sentindo também. 

Foram aqueles tempos em que ele ouvia uma song linda, que transmitia sentimentos de bem estar também. A letra era acondicionada a uma linda voz de mulher com uma batida de emoção festiva e avassaladora, perante milhares de pessoas a dançar à sua volta. Viu festas lindas e pessoas também, mas gostou mais do som que ouviu. Apesar de tudo, ele tinha uma certa afinidade com o som, acima do normal. 

Ficar acomodado com a vida que se tem e não fazer nada para a mudar, é sobreviver, não é viver. A comodidade de casa está a ficar tão vulgar que se perde a vontade de mudar a posição de dormir. A informação dissipa-se de uma maneira tão veloz que o ser humano vê-se stressado para a seguir. E esse stress tem causas cada vez mais acentuadas. Cada vez mais eficazes e aterradoras. 

Ele começou por ficar acomodado ao jogo e às cartas. À mesma cadeira e diferentes cigarros, que se fumavam depressa. Depois disso começou por ter medo de largar tudo, isto é, as cartas, o jogo, a mesa que deambula e a cadeira onde se sentou muitas vezes. Ele sabia o quanto as coisas tinham mudado e a evolução em redor era avassaladora. Ele tinha que vencer o medo e sorrir perante a vida que tinha construído até então e ir em busca de mais uma etapa. Uma etapa onde o ritmo é outro, a sensação de viver muda. E o tempo passa…