sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

See You Next Year

31/12/2008

03:00


(...)
Desde que cheguei a esta cidade ainda não havia escrito a word, na esperança de comentar aquilo que tenho passado. Ainda não tinha tido tempo, nem disposição para tal. Gostaria de ter chegado ainda mais longe, mas já me sinto feliz por o ter alcançado. Tenho enfrentado de tudo, por aquilo que não havia pensado (well far from my objectives, a few months in the past). 
Estou a trabalhar como repórter, jornalista, realizador, escritor... era esta luz que eu tanto procurei no escuro... encontrei-a faz três semanas, e até agora tem-me iluminado...
Mais um ano que passou. Os meses deste ano foram bastante diferentes e divergentes, alguns árduos, e outros de sol brando. Foram remotos os dias de sol forte, apesar  das estrelas terem dado o ar da sua graça...
Gostei do que vi, e que senti este ano, foram emoções bastante fortes.. a nível mental as variações foram inúmeras e contínuas. Este ano ficou marcado - pela liberdade, pela incerteza e o amor dissolvente... 
Gostei de falar com quem falei e ouvir quem ouvi, sentir o que eles não sentiram, mas senti eu!
Este ano foi um ano de mudança, contínua e sentida, apesar da chuva na minha cara. Gotas que senti a escorrerem-me pela cara a baixo, algumas salgadas, outras não... sorrisos que perdi no chão!

Mother Earth VS Televisão

08/12/2010
03:00
o mar tão perto e tão longe.. 
a Dulce entoa sobre as ondas do atlântico os feitos lusitanos.. 
bela música.. bela harmonia sonora.. melodia contemporânea de um mundo novo..
tenho andado para cima e para baixo.. sentado num banco qualquer de um autocarro indefinido.. pessoas entram.. pessoas saem.. cada um procurando o seu caminho.. agora não estou dentro do autocarro mas estou sentado.. e ninguém me vê..
por isso eu escrevo.. e penso que esta calma aqui é só mais um momento da vida.. o mundo tem mudado.. o clima tem mudado.. a Mãe Natureza dá-nos o que nós lhe damos a ela.. só que ela é uma só, e tem mais poder que nós todos juntos.. 
talvez o ensinamento primário, tenha sido celebrar a vida em conjunto com ela.. talvez uma missão!! 
agora nasceste.. estás no planeta terra.. um ser vivo tal como tu.. a tua vida é apenas um desafio.. 
consegues lutar por ela e em conjunto celebrar com a Mãe Natureza? Porque ela, é o melhor que te posso dar! Vais partilhar amor, vais sofrer, vais sair derrotado e vencer.. Mas vais viver com ela.. 
Então o homem.. aprendeu a lutar.. aprendeu a vencer.. ganhou poder.. e depois esqueceu.. 
hoje ele pensa que a Mãe Natureza, é só o que eu piso.. é o alcatrão que lhe deito.. é a forma como a queimo.. é os fumos que lhe dou.. é o que eu.. não quero ter.. 
às vezes fico com receio do que vejo, porque não quero sentir.. vejo noticias.. em vídeo.. imagens da realidade.. de alguém que lá está e está a viver aquilo.. 
não, aquilo não é cinema.. mas será o mal do cinema? isto é, as pessoas vêem tantas coisas que começam a deixar de sentir?! 
acho que é devido ao consumo exagerado.. 
e se parassem de transmitir televisão durante uns dias? será que o pânico se instalava? 
nós não precisamos de televisão para viver!! mas estamos tão agarrados que não imaginamos viver sem ela.. 

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ver_te

21/04/2010

02:30

My own dizzy mind!
Noite longa, onde chuva cessa longe da montanha. Quarto escuro e tecnologia. Mind and brain control!
Os dias que passaram não há muito tempo, foram intensos. Revejo-me como há uns anos atrás, a única diferença baseia-se essencialmente na experiência, e no tempo passado. Celebro o aniversário de duas mulheres muito queridas na minha vida, e depois disso vem a agonia. Vem a ansiedade que aparece antes de partir. Vem as nuvens e os balanços on a jetplane! Vem mudança e outros ventos. 
Passei o fim de semana fora, e ela recebeu-me de braços abertos! 
Não, ainda não escrevi sobre ti! Mas vou fazê-lo… agora e sem balanço, começo já! De  sorriso aberto e carácter forte, ela desmarca-se dos outros. Ela vive a experiência do seu dia a dia com calma apenas, e prolonga constantemente. De olhos em ti e sem virar a cara adormeço. Sinto-me bem e sem compromissos lá fora, estou ali e em paz!
Lá fora já não faz frio. O sol também ainda não aquece, mas assim que o fizer será brando! Não sei se estarei aqui sentado quando ele começar a aquecer realmente. Espero estar num sitio onde o possa sentir e pensar no que fiz hoje, com um sorriso nos lábios.
(...)

Tenho medo de ver caras bonitas e apaixonar-me! Tenho medo de sensações estranhas e fascinantes que evaporam, na atmosfera da festa da vida! Tenho medo de encontrar uma mão amiga e não saber responder. 
Tenho medo de aprender a ler. 
Para já vou continuar, só e apenas, a escrever! 
Já vivi fora deste quarto. Fora e dentro de quatro paredes no território lusitano. Várias fora do perímetro trasmontano. Eu, que nasci à beira do oceano, no mapa me situo. E depois, cá dentro sou assim. De manhã acordo, ela abre os olhos e ri-se para mim. Não nasci, mas vivi em Constantim! 
Foi lá que eu fui feliz, durante uns longos anos da minha vida. É lá que eu tenho a minha família querida. É aqui, que eu estou a escrever-te. 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

PLUR

3/11/2008
00:30
Olá, 
Venho por este meio entregar palavras de mim mesmo. Falar de como as coisas têm corrido nestes últimos tempos. Escrevo para aqueles que estão longe, escrevo para aqueles que me acompanharam enquanto crescia e para os que cresceram comigo. Escrevo mais propriamente para os que estudaram comigo, ou aqueles que conheceram um pouco de mim enquanto eu estudava, todos os que conviveram comigo e partilharam gargalhadas sonoras e momentos de alegria. Mas chega de direcções e justificações e passemos então aos acontecimentos... 
Depois de vir embora de Mirandela, estive na Bélgica onde passei momentos de solidão nunca antes sentida, momentos de tristeza mas também de muita alegria. Tenho a dizer que não foi uma experiência nada fácil a nível físico e sentimental. Em 3 meses de estadia, trabalhei 1, e procurei por mim dentro de quatro paredes nos primeiros 2. Consegui trabalho numa fábrica ao final de 2 meses e as condições anexas a este trabalho foram bastante duras e sentidas. Um mês e uns poucos dias bastaram para fazer dinheiro para pagar as minhas despesas na Bélgica. Voltei a Portugal em Dezembro. 
Fui operado, no inicio deste ano, e tive quatro meses de repouso físico, mas muito dinâmico a nível mental. 
Voltei à Bélgica na Páscoa, sabendo eu o que me estava para acontecer. Na Bélgica estive sempre em movimento, ELA não me deu repouso!! Tentei viver aqueles dias muito intensamente mas já nada era como dantes. Vim da Bélgica com as lágrimas nos olhos e com uma certeza no meu pensamento. 
Com o passar dos dias e devagar comecei a aceitar a minha nova visão futura e a ganhar coragem para levantar a cabeça. A partir deste momento, eu e a ELA, estávamos separados. 
Estou a uma semana de completar 4 meses desde que aqui estou na Ireland. O sorriso que trazia nos lábios e a motivação que se manifestava já la vão. As coisas não têm sido fáceis, não têm sido difíceis, estão amenas. Para arranjar trabalho foi complicado, é complicado e revelou-se mais complicado, do que eu havia pensado ao principio. Para acompanhar ao prato, veio esta imagem de recessão que se tem espalhado como um vírus pelos países consideravelmente desenvolvidos, e que entre eles movimentam as suas economias. A diversidade cultural em cada país europeu aumenta de dia para dia. Razão para tal é o alargamento da comunidade europeia e abertura de fronteiras! Estas e outras razões juntas num saco, levam as empresas a adoptar novas medidas de investimento e procurar individuais potencialmente qualificados. 
Quero eu dizer que as coisas já não estão como estavam. Quero que dizer que é preciso lutar por aquilo que queremos. Quero dizer que não estava preparado para isto mas que me tenho vindo a preparar. Quero dizer que os tempos de estudo académico e diversão intensa já lá vão, apesar de terem sido dos melhores momentos da minha vida. 
Todos vocês, pelo país fora e fora do país, estão a passar por diversas situações, em que às vezes não é fácil aceitar, em que às vezes só dá vontade de deixar as coisas para trás e voltar para o nosso canto. Mas quando essas situações se manifestarem lembrem-se que são apenas momentâneas e que o futuro será diferente. 
(...)
Trabalho numa hamburgaria que fica a uns quatro quilómetros da casa onde estou a viver. Para ir trabalhar desloco-me de bicicleta. Há autocarros! Só que ir de autocarro é muito mais desfavorável. Tenho que andar um pedaço para apanhar o autocarro e depois sair deste e andar mais um pedaço para chegar a hamburgaria. Portanto vou de bicicleta. Não comprei a bicicleta, trouxeram-ma a casa como se de um presente se tratasse. Uma bicicleta abandonada que procurava novo dono... 
tudo bem em ir de bicicleta, faço oito quilómetros e tal quando trabalho, para abater os hamburgers que lá como! Porém não estou em África!! Estou muito mais a norte e aqui chove bastante. E o vento é powerful!!! Oito quilómetros e tal à chuva e com ventos ferozes, de bicicleta, não é pêra doce!! 
Eu sei que isto não vai ser o meu futuro, mas é o que tenho agora e o que me dá dinheiro para pagar as minhas despesas. É claro que tenho andado a procura de novos empregos, mas para já o que consegui ganhar foi experiência em entrevistas e desenvolver o inglês. 
Olho para o futuro com expectativa em algo melhor, mas primeiro à que saber ser paciente!
O meu sonho é ser escritor e pintar imagens numa pauta musical...
Um grande abraço aos cavalheiros e um beijo paras as meninas...
PLUR

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A Origem

14/12/2010
02:09
já escrevo dos seis anos para a frente.. porque até lá não tive força para pegar na caneta..
hoje de facto, o céu estava mais estrelado que o normal.. vi num sítio qualquer que seria a madrugada da chuva de estrelas.. mas lá estava eu.. e elas não se mexiam.. de repente, com os meus pensamentos elas começaram a cair.. e vi pelo menos duas estrelas subirem.. 
não bastou ir lá fora e olhar o céu.. 
espera.. e quando deixares de acreditar, elas vão aparecer.. e vais acreditar de novo.. mas tens que acreditar.. basta ler nos livros.
Ontem, eu publiquei o que já estava publicado.. mostrei só às duas das mulheres mais importantes da minha vida, o que eu tinha guardado.. agora olho a vida de maneira diferente, e elas olham para mim, com um certo agrado.. 
A origem vê-se de muitas maneiras.. mas nos anos que o futuro nos vai trazer, o que vão os homens achar dela? 
Se formos à voz, vai-nos aparecer como um significado de inserir uma ideia na mente... 
Christopher Nolan directs it. 
O google é a nossa voz, agora. 

God Bless

18/07/2009

01:02
(P.S - No names for Respect)


only god knows.. why..

God bless Mrs and Mr for their beautiful love from which you were born..
God blessed you with a gorgeous face, your golden hair and your enormous heart..
God blessed me when you walked through that door..when you illuminated my path, just when it was so dark.. 
God blessed me when you held my hand and showed me the stars as I had never seen it..
God blessed me with the most intense and pure love which I can’t get rid off..

This was my explanation.. I hope u feel complete.. as I hope I don’t owe you anything else.. otherwise I have got to sell my belongings and travel around the world to find you and live with you forever..

(...)
I believe you misunderstood my message.. as so I owe you an explanation.. 
fare enough..
party is not everything.. 

I went fascinated as soon as I saw your photo.. long hair and meaningful for younger face.. it resembled me of a photograph I saw and I have on my mind.. you ready and steady on your dark and tiny clothes.. looking fierce as a puma but hiding a very mellow heart.. 
and there you are.. on a black and white color.. where your hair doesn’t shine and or green shiny eyes are covered by the dark color..  

I asked and waited to feel that.. to see that.. to have it.. but never could.. but I am glad to see that now.. I wonder pretty much about you.. I do.. I assume our distance and our different paths.. I would give everything now to see you.. 
sitting aside.. not close not far.. a distance of an unfolded arm.. talking slowly.. without watches or time feeling.. but talking.. I can not touch you.. there’s something.. but I can feel you.. and while I am thinking on that.. you talk and talk.. I listen happy and uncomfortable cause I can’t hold your hand.. I can just smell your perfume.. your presence and your soul.. 
after a while I start loosing you.. time ran out.. I get back to my sleep.. and wake up.. with the sun on my eyes..

(...) 
God blessed me while I wrote down these words and I had the strength to don’t let the tears roll over my face.. but now I stopped writing and my eyes are wet.. 
God blessed me when I couldn’t sleep and aside me was the most beautiful girl sleeping as a baby.. 
God blessed me when I held your hand and together we walked by the ocean, flew on a jet plain, drove on a car, railed on a train, sailed on a boat.. 
God blessed me in the night and in the day, in the morning and in the noon.. twenty four seven while I was with you..
God blessed me because I was merciless and He sent me the angel who made me reborn, brought me the faith and the strength to face the challenge of life..

thank you.. 
for listening me..
God Bless!
T.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Noite de PALAVRAS

28/01/2008
02:00
Noite de PALAVRAS

…palavras são um aglomerado de letras que o ser humano arranjou para se expressar. São significados atribuídos a sentimentos que em nós crescem. São sinónimos, são antónimos, são armas, são defesas, são lamentos ou alegrias… 

Crê-se que o tempo muda. Olha-se pela janela, e o sol que há um bocado aquecia, não passa de uma fonte de iluminação que nos permite ver. A noite cai, e mais um dia que já passou.
Escreve-se muito mais rápido estas três frases, do que realmente decorre o período de rotação da terra. Mas ainda assim o sentimento de culpa continua a ser o mesmo, aquela fonte de iluminação tornou-se a apagar… e eu não vi o dia passar! 
Depois de alguns tempos sem ver passar o dia abri a janela e senti o vento, o sol e a chuva que formou um belo arco-íris…
Hoje estive a escrever, foi uma noite de palavras que não disse a ninguém mas que guardei para mais tarde recordar. Foi uma alegria, pois quando escrevo sinto-me aliviado. Estar aliviado é agora uma alegria para mim…
Depois de momentos em que não pude relaxar a mente e viver sob alguma tensão proporcionada pela inexperiência e a vontade ser mais forte do que o querer, assumi-me trabalhador temporário. 
Trabalho que me deu alguns euros, mas que me deu responsabilidade e respeito em relação a variados aspectos. Só quando acabei o meu contrato me apercebi do que tinha ganho com aquele trabalho. Uma fábrica, uma equipa, um objectivo, uma verdade…
As afiliações são escassas, a sobrevivência é maior, o respeito é desigual, a vontade é maior, nasce o fruto…
Eram pessoas de várias idades e diversas nacionalidades, eram sobreviventes e viciados numa vida rotineira. Eles eram os trabalhadores. 
Eram senhores e distintos das múltiplas personalidades existentes. Eram aqueles que davam o sorriso quando reconheciam o cansaço do trabalhador, devido ao esforço que lhe era incutido. Eles eram os patrões. 
Eu era o menino no meio de homens e mulheres já casados, com filhos crescidos e problemas acrescidos. Eu fui um trabalhador da fábrica. 


Speaking II

21/11/2007
16:00

PURA APROXIMAÇÃO

Quarta-feira, 21 Novembro, numa semana estou de partida!

Foram longos os momentos de empatia, mais longos os momentos de solidão, e infinitos os pensamentos! Foram todos estes tempos que me levaram a sentar e escrever! Foram todas estas palavras que ficaram por dizer. 
Foram nestas e em mais nenhumas que eu me vi nascer! 
O tempo fica para trás, passado e presente fugidio, o futuro aproxima-se. Estes dias que já eram, foram difíceis de atravessar, foram como uma caminhada no deserto, onde oásis era miragens fúteis e desagasalhadas. Se estas frases fossem em rimas, eram versos de certeza. O poeta descobria-se! 
Apesar de sentir que andei para trás, o que realmente apercebi foi que caminhei em frente, mas de costas! Apenas visíveis eram os enquadramentos que ficavam para trás. Foi difícil de enfrentar este curto caminho de longa duração. 
Eram desafios que se impunham mas avassaladores. Eram certezas que se impunham tão fortes como a solidão. Eram efémeros os momentos de alegria! 
Se dissesse que estava envenenado pelo próprio desejo de amar mais que a mim mesmo, não estaria a mentir, estaria apenas a justificar-me perante este percurso. O percurso para além de ser traiçoeiro e vulnerável, trouxe-me a cura! 
Trouxe-me a chave da porta onde eu estava fechado, beneficiou-me com um mapa de enigmas, de resolução pessoal. 
Momentos de fraca franqueza, momentos de pura aproximação.     

Speaking

30/10/2007
18:00

porém
NO DEVER

Numa tarde de Outono, como as outras, porém com uma particularidade distinta, era 30, o dia do mês do ano de 2007… descobri que não apenas passam os dias e as noites por nós, mas que também nós passamos por elas, independentemente do nosso estado de espírito. Com o passar das horas há coisas que vão mudando, há sentimentos que vão ficando… Demorei largos e vários dias, a orientar o meu processo de mudança, a desejar não mudar, a sentir que a mudança é mais forte que eu… 
Longe vão os tempos da banalidade e reflexo autónomo impotente mas fugaz. Longe esperam aqueles que partilham comigo a alegria de outros tempos. Longe vivo eu da minha segurança e poderio. 
Lembramos às vezes que o passado é uma realidade tão forte como o presente, o futuro é incerto, logo mais fraco e vulnerável. Que demais gostaríamos de omitir para além daquela vontade de mostrar que está tudo bem?
Olho da minha janela e vejo árvores, árvores grandes como o prédio onde vivo, árvores que ofuscam a cidade onde me encontro. Não é grande mas é movimentada, particularmente por bicicletas. Não é moda, é porém mais um sentimento de estar vivo, uma vontade de pertencer a uma cultura, que por aqueles a adquirem. É talvez uma das vantagens destas terras serem tão planas, serem tão fáceis de caminhar. Porém nunca teremos a sensação de admirar do alto o sítio onde vivemos, nunca poderemos sentir aquela brisa suave em dias de primavera que corre acima dos 500 metros. Sabemos apenas que moramos num edifício, no meio de muitos outros, mas na rua X. 
Não pertencemos a todos, pertencemos só à comunidade onde estamos inseridos, somos divididos por secções. 
Vivi longos e eternos anos, numa comunidade diferente. Não havia secções, nem tão pouco sabia apenas que morava na rua X. Sabia que morava naquele sítio e quantas casas tinha a volta, quantas pessoas partilhavam comigo a minha comunidade. 
Talvez tivesse sido o mesmo aqui a séculos atrás, talvez não houvesse secções e houvesse só uma comunidade. É possível, basta olharmos as pinturas de famosos artistas que apenas se limitaram a pintar aquilo que viam e sentiam. São quadros que não precisam de palavras para mostrar o que se fazia sentir em determinada altura, são as palavras omitidas de quem nunca soube escrever, mas que muita vontade mostrou em se exprimir. 
Hoje a vida é diferente, é uma mistura de saber e não saber. É uma sede compulsiva. É um ramo de rosas que nunca chegou a ser colhido, é o cultivo de saber. 
Qual é o agricultor que gosta mais dos legumes que se compram no mercado, do que aqueles que tem em casa? Aqueles que ele cultiva e vê crescerem. Aqueles que geralmente são a sua fonte de vida. 
Será mais difícil para o agricultor vender o que é dele para viver, ou para o ferreiro cujo trabalho do ferro é o seu ganha-pão? 
A verdadeira resposta reside no que se gosta mais de fazer, e naquilo que nos dá força para seguir em frente. No ambiente que mostra a alegria no nosso rosto, no dever ao qual nos submetemos.  
   

Seven

20/11/2007
17:00

Seven! Primary when we think about it, it’s banal!! Is no more than a single number among the others, upper or down? Because we know that there are others, we don’t give that much importance to the number seven itself. We would probably give more attention to it whether we’d found out the meaning of it, i.e, why are we speaking about seven, and we don’t speak about others? What’s the very important reason why I mention Seven as the title..? 
No, I didn’t choose seven because it's how many death sins we are vulnerable to face out, by our surroundings. No, I didn’t choose it because there are seven days out of a week. I didn’t because I have got seven mail addresses!! 
I did it because it's a mark. People hardly use it when they want to hardly express how long they are spending their life time at odd situation. 
I have been spending 24/7, for a short life time, trying to find myself under my circumstances, inside a four walls box...

There is always a beginning (or starting moment) [if we prefer more this word depending of our diverse concepts], and that’s what it should be!! Just an open up book, a sun rising, (or a sunset...).  
So it begins like this...

Outrage

24/09/2007
21:00

Lembro-me quando era jovem, aí com uns 20 anos, tudo era fácil, tudo era muito fácil. Às vezes fumava dois ou três cigarros seguidos, porque me sentia bem, porque ainda era jovem. Mas nesse tempo não me lembrava, nem sequer me queria recordar, que os próximos anos seriam diferentes. 
Mais tarde, passados longos e vários dias da minha vida percebi que já não podia fumar 2 ou 3 cigarros seguidos, nem sequer punha a hipótese do amanhã ser tão fácil! Eram dias que tinham passado, eram experiências que tinha vivido, eram momentos em que tinha posto o meu corpo e a minha saúde em questão, esses momentos eram a minha vida real…
Depois de muito aceder e muito suportar, sabia que com o passar dos tempos, nada mais seria fácil, nada mais me deixaria em paz, aquela paz que eu procurava cá dentro quando fumava 2 ou três cigarros para me acalmar… Eram desejos que não procurava, não porque não os desejava mais, mas porque a vida não me permitia…
À medida que vamos crescendo e a nossa mentalidade vai progredindo, não somos mais aquela criança que vemos nas fotografias, que temos nos quadros ou nos álbuns guardados em nossa casa. Somos pura e simplesmente o resultado de tudo isso, de toda aquela vida que fizemos com que fosse realidade, de todos aqueles desejos que tínhamos e concretizamos, mesmo pensando que nada nos pode afectar. 
Dias virão em que... conhecemos alguém e queremos esse alguém perto de nós para nos ouvir. Porque os nossos pais já não são aquelas pessoas que podem aguentar com aquilo tudo que temos para dizer. Porque os nossos pais viveram uma vida diferente, num mundo diferente, e por muito que queiramos que eles aceitem isso ou compreendam, acaba por ser para nós, como aceitar as dificuldades que eles aceitaram e se conformaram em viver assim. 
Tudo isto faz parte de um passado, um passado que pode ser ou não esquecido, dependendo da maneira como o queremos esquecer e atirar para trás das costas. E um passado que não se pode esquecer ou mandar para trás das costas, acaba por ser a maior das traições que uma pessoa encontra no seu caminho…
(...)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Momentos Distintos

26/05/2008                            
01:00 

As coisas constroem-se… 
Nada aparece por acaso… 
Aquele que disse uma vez “quem bem fizer a sua cama, bem se deita nela…” percebe de um modo certo, que as coisas se constroem. Ainda hoje fiz uma volta de jipe com uns colegas, por caminhos ofuscados e íngremes, mas agradáveis e excitantes de percorrer. Fomos debaixo de uma ponte, bem alta por sinal, que junta dois picos de montes. Descemos uma encosta íngreme, que voltamos a subir. De uma maneira ainda mais complicada fizemos com prazer. 
Estivemos por baixo da ponte a descer e subir um plano de clive acentuado. A alegria e a emoção eram comuns a todos nós, dentro daquele jipe… foi numa tarde em que o sol se escondia entre pingos de chuva descontínuos… 
Formou-se um belo arco-íris por sinal. Um espectro da luz que reflecte dois pólos. 
O sol e a chuva, o brilho e a cinza, formam uma coisa extraordinária aos nossos olhos, uma da vida da natureza! Porem o momento tal, em que vimos esse arco-íris, já tínhamos passado por cima e por baixo de várias pontes. A emoção já não era a mesma, ou melhor, já não se manifestava pelas mesmas razões, mas desta vez quem sabe se não seria apenas sonora. 
Lembro-me de ter dito quando passamos pela mesma ponte, onde anteriormente tínhamos estado por baixo, que ainda a pouco estávamos em baixo e agora já estamos em cima… a vida é mesmo assim. Se não houvesse esses altos e baixos, esse sobe e desce, o que seria da emoção vivida, quando tentamos escalar uma encosta? quando sentimos que vamos conseguir e sentimos a alegria de viver por o ter conseguido! 
É fugaz o momento de alegria, também o é, o de tristeza… a continuidade é que determina um mais elevado que o outro… 

Find Me

27/05/2008
02:00 


Olá! Estás boa? Nem sei se te deva perguntar como tens passado, ou que tens feito? 
É a primeira vez que te falo, é a primeira vez que te vou ouvir, é a primeira vez que estou parado à tua frente para te escutar… 
Nem sei bem como me apresentar. Alguns dizem que sou uma caixa de surpresas, outras dizem que sou uma grande surpresa. Pois eu não sei por onde começar. Não sei que te dizer, nem o que queres ouvir! Conheço-te porque os meus olhos têm a capacidade de te ver. Em tempos passados, remotos e fugazes… 
Mas nunca senti o teu coração, a tua maneira de pensar. Aquilo que construíste na vida, ou o que lutas, porquê? 
Pareces-me nada, porque nada é tudo. Não te consigo distinguir à primeira, apenas sei que és mulher. Vou-te conhecer e partilhar da tua sabedoria que tens para me dar. 
Vou tentar ser eu mesmo para me poderes conhecer!
Encontra-me! 
Aliás é o que tens vindo a fazer, através de um sinal telefónico, que desconheço onde se encontra. 
Agora que me tens a frente, diz-me o que julgas…