sexta-feira, 9 de junho de 2023

O futuro, segundo o passado; o presente deixou de existir!

03.06.2023

O século XX marcou o início de uma era de transições galopantes. A humanidade percebeu que ao desenvolver diferentes tipos de recursos energéticos poderia mudar o modo de vida no planeta Terra e, com isso, acelerar a chegada do futuro, de um modo vertiginoso. 
E o que é o futuro?
O homem transitou do vapor ao carvão, do petróleo à energia “verde” em menos de 100 anos e como consequência, electrificou o globo. Aplicou o sistema binário ao circuitos electrónicos, transitou do sinal analógico para o digital e alterou a história da humanidade com: a) uma rede global; b) um mundo virtual. 
A energia eléctrica e os aparelhos electrónicos perpetuaram o facto de que nada seria como dantes, promovendo a ideia de que “a mudança nunca foi tão rápida e nunca será tão lenta como agora”. Nas primeiras duas décadas do século XXI notou-se uma alteração tão vincada que o modus operandi das sociedades capitalistas, na entrada dos 2000, parece uma coisa realmente longínqua. 
O futuro trará alterações de fundo, acaso estas passadas fossem supérfluas! 
O hipercapitalismo e o hiperculturalismo destroem a humanidade, a comunidade, os povos e o homem de dentro para fora. 
A velocidade vs quantidade vs qualidade de informação é tão avassaladora que promoverá sérios problemas de memória. 
A baixa natalidade, o progressivo aumento da homossexualidade e/ou outras definições que sonegam a reprodução e a decisão em descartar a responsabilidade parental, vão reduzir em muito, a renovação de gerações nas sociedades industrializadas. 
As alterações climáticas, o aquecimento global, a poluição e a pobreza vão forçar migrações de milhões de humanos de sul para norte e, com isso, desencadear o maior confronto entre culturas, crenças, tradições e religiões, alguma vez visto. 
Por outro lado, implementar-se-à um feudalismo submisso muito difícil de controlar, porque num mundo onde dinheiro é poder, o ser humano vê-se obrigado a fazer de tudo para se alimentar e alimentar as suas crias.  
Contudo, a maior alteração é estrutural: década após década o biológico será substituído pelo artificial. 
O tema do momento é a inteligência artificial e, esse, será, a entrada num universo muito desconhecido e incerto, tal como aquele em que vivemos hoje. 
O passado já não existe, o futuro é incerto e o presente… ai o presente… já foi!

Adeus!

12/04/2021

A religião surgiu e promulgou a capacidade de ligar física e meta-fisicamente os seres humanos. A ciência não tem essa capacidade. A cultura muito menos. 

É perceptível que, na exposição de todas as invenções humanas, a religião seja a protagonista. Ainda assim, a sua prática e culto mais extremados são promotores de guerras imaginárias e odiosas. Crimes hediondos em nome de um salvador único e supremo que, cultural e religiosamente, os humanos personificaram como um Deus. 

Deus é tudo e todas as coisas. É pai e mãe. É branco e preto. Deus é energia que nos une como sangue invisível. Deus é o guardião do tempo. O tempo que passou. O tempo que passa. O tempo que passará. O tempo orgânico, quantitativo e qualitativo. O tempo que atribui e retira qualidade. Deus é organico. Deus reside num tempo líquido, medido pela grandeza da mente humana. 

A mãe natureza é Deus. O pai planeta terra é Deus também. Mas Deus é os outros planetas, o universo que eles me dizem que existe. Deus é as estrelas e o infinito que a minha imaginação quantifica. 

Deus é o universo de toda a informação. Deus é o código de todos os códigos  Deus é o criador desta tela tridimensional, que identificamos como realidade. 

Deus é o continuo desta realidade virtual que os meus olhos acedem quando se abrem. Deus é tudo e todas as coisas. Deus é pai e mãe

É a Deus que eu me dou. 

Adeus!

Erosão orgânica

23.10.2021

As redes sociais em geral e o Facebook em particular, por ser, de longe, a mais utilizada, destrói inexoravelmente os laços e a conectividade orgânica. Nunca uma ferramenta produzida pelo homem permitiu uma ligação tão próxima e abrangente como as redes sociais. Apesar disso e de acordo com os gostos, partilhas e suporte gerados em torno de um “amigo”, o nosso consciente molda-se e é manipulado, em prol dessa acção. 

Num mundo cada vez mais avesso às proximidades presentes e às partilhas de espaço e tempo é paradoxal que, de repente, sejamos todos amigos, que um actor social goste tanto daquilo que o outro faz, partilha ou faz de conta que gosta. É, portanto, uma ilusão e uma causa-efeito muito superficial, que comanda a rota diária do membro facebookiano que inconscientemente é manipulado para aproximações ou afastamentos de outros membros, consoante as suas partilhas e gostos. 

Poderá dizer-se que a manutenção e assertividade plasmada nas redes sociais são um “trabalho” para uma vivência futura mas, no meu entender, um futuro assim, só impressiona pela negativa. Lá chegados, teremos que repensar os valores e congregações das comunidades e definir qual a finalidade de nos tocarmos, nos amarmos e nos satisfazermos em convivência presencial.