03.06.2023
sexta-feira, 9 de junho de 2023
O futuro, segundo o passado; o presente deixou de existir!
Adeus!
12/04/2021
A religião surgiu e promulgou a capacidade de ligar física e meta-fisicamente os seres humanos. A ciência não tem essa capacidade. A cultura muito menos.
É perceptível que, na exposição de todas as invenções humanas, a religião seja a protagonista. Ainda assim, a sua prática e culto mais extremados são promotores de guerras imaginárias e odiosas. Crimes hediondos em nome de um salvador único e supremo que, cultural e religiosamente, os humanos personificaram como um Deus.
Deus é tudo e todas as coisas. É pai e mãe. É branco e preto. Deus é energia que nos une como sangue invisível. Deus é o guardião do tempo. O tempo que passou. O tempo que passa. O tempo que passará. O tempo orgânico, quantitativo e qualitativo. O tempo que atribui e retira qualidade. Deus é organico. Deus reside num tempo líquido, medido pela grandeza da mente humana.
A mãe natureza é Deus. O pai planeta terra é Deus também. Mas Deus é os outros planetas, o universo que eles me dizem que existe. Deus é as estrelas e o infinito que a minha imaginação quantifica.
Deus é o universo de toda a informação. Deus é o código de todos os códigos Deus é o criador desta tela tridimensional, que identificamos como realidade.
Deus é o continuo desta realidade virtual que os meus olhos acedem quando se abrem. Deus é tudo e todas as coisas. Deus é pai e mãe.
É a Deus que eu me dou.
Adeus!
Erosão orgânica
23.10.2021
As redes sociais em geral e o Facebook em particular, por ser, de longe, a mais utilizada, destrói inexoravelmente os laços e a conectividade orgânica. Nunca uma ferramenta produzida pelo homem permitiu uma ligação tão próxima e abrangente como as redes sociais. Apesar disso e de acordo com os gostos, partilhas e suporte gerados em torno de um “amigo”, o nosso consciente molda-se e é manipulado, em prol dessa acção.
Num mundo cada vez mais avesso às proximidades presentes e às partilhas de espaço e tempo é paradoxal que, de repente, sejamos todos amigos, que um actor social goste tanto daquilo que o outro faz, partilha ou faz de conta que gosta. É, portanto, uma ilusão e uma causa-efeito muito superficial, que comanda a rota diária do membro facebookiano que inconscientemente é manipulado para aproximações ou afastamentos de outros membros, consoante as suas partilhas e gostos.
Poderá dizer-se que a manutenção e assertividade plasmada nas redes sociais são um “trabalho” para uma vivência futura mas, no meu entender, um futuro assim, só impressiona pela negativa. Lá chegados, teremos que repensar os valores e congregações das comunidades e definir qual a finalidade de nos tocarmos, nos amarmos e nos satisfazermos em convivência presencial.