quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Demokratia

06/12/2016

Democritus of Abdera was a true scientist. A man with a passionate desire to know the cosmos and to have fun. He once said, “a life without parties would be like an endless road without an inn”.

Há uma nova de democracia, in crescendo, que se vem manifestando em pleno século XXI. 
No rescaldo do novo referendo em Itália, o primeiro-ministro Matteo Renzi, demite-se. 
Os mass media levantam a questão principal de todas: Será este um possível passo no caminho da Itália também abandonar o projecto Europeu? É uma resposta que está por esclarecer, porque não é possível prever o futuro. Profecias pode haver várias, mas o que irá acontecer no futuro, ainda não me é permitido escrever. 
No entanto, registo o ponto de partida. 
Durante este ano, também através de um referendo, o Reino Unido decidiu abandonar o projecto Europeu, num acto que ficou conhecido como Brexit. O primeiro-ministro David Cameron demitiu-se. 
A tinta que isso fez correr até agora, é ainda pouca para revelar as verdadeiras consequências que este acontecimento vai proporcionar. Na verdade, se todo este processo faz parte de um destino, de algo que estava destinado para acontecer, que teremos nós que temer? Será que devemos temer o destino? O destino do mundo? Ou o nosso destino?
Na Colômbia, o povo colombiano votou contra o acordo de paz negociado pelo governo e as FARC - Forças Revolucionárias Armadas da Colômbia - e provocou um impasse político, económico-social. 
“Até aos anos 60 realizaram-se, em média, dois referendos por ano, em todo o mundo. Dos anos 60 aos anos 80, foram cerca de dez. E a média está agora perto dos 50 por ano”. São as contas feitas por Matt Qvortrup, professor de Ciência Política Aplicada na Universidade de Coventry, no Reino Unido. 
“Hoje em dia as pessoas não se identificam tanto com os partidos nos quais costumavam votar. Antes dos anos 80, o apoio ao “partido de sempre” de cada um era quase tribal, mas hoje as pessoas trocam de opinião como quem adquire um novo produto de cada vez que nos dirigimos a uma loja. Os avanços tecnológicos na área da partilha de informação e a multiplicação de partidos são dois factores que podem ajudar a explicar esta mudança”, afirma Qvortrup ao jornal Observador
No meio disto tudo, qual será o papel da democracia? Será que a gente quer ir mais além, ou só queremos mudança, sem percebermos que uma mudança desmedida, irresponsável, diminui os níveis culturais e os valores de um povo, o indivíduo e a sociedade.  

“A democracia surgiu quando, devido ao fato de que todos são iguais em certo sentido, acreditou-se que todos fossem absolutamente iguais entre si” Aristóteles. 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Meta-Dream

04/11/2016

E se os mais de 7 biliões de pessoas fossem apenas sonhos!? Será que dessa maneira a consciência poderia ser uma só? A do universo todo junto! Desse modo nós somos tudo. Característico deste planeta azul. Os sonhos multiplicam-se assim como se multiplicam as pessoas. Cada re-encarnação numa nova vida é mais um sonho. Limitado. Sabemos que é limitado porque o definimos por tempo. Mas este tempo é relativo. Porque é terráqueo. Individual. Singular. Assim como cada um de nós. 
O incrível é que a vida se desenvolveu neste planeta há já biliões de anos, pelo que a informação global se afirma. A Mãe Natureza que nos dá vida é a mesma que nós vamos destruindo, com tanta displicência. Se até há uns anos, décadas, não sentíamos as consequências no planeta, desde que viramos o milénio somos mais de 5 biliões e o consumo é exagerado e massivo. 
Um dia falaram-me que cada alma se repartia por sete corpos diferentes, que habitavam no planeta Terra. A memória é apagada, assim que desligamos desta vida. É como se estivéssemos ligados a uma máquina e assim que ela pára a gente morre... aqui e acorda num outro lado?...
(...)
Assim que termina o sonho de uma alma, de uma consciência repartida por 7 elementos de massa e energia, volta a encarnar numa nova geração. E nós percebemos o tempo a passar porquê? Qual é a necessidade do tempo? Não somos nós que comandamos o termino do sonho. A qualquer momento, podemos ser apagados. Como se fosse um jogo. 
(...)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Morte

11/05/2011

Um dia serei vento
Pó atirado à terra
estrume ou alimento
neste mundo em guerra

Letras que eu escolhi
em dias de exaustão
palavras que eu escrevi 
marcadas no meu caixão

Deitado a dormir
vestido e calçado
eu vou partir
sem regresso marcado

Debaixo, no fundo
eles choram por mim
num ponto do mundo
chamam-lhe Constantim

Agora leve, levemente
subo de alma vazia
deixando a toda a gente
a minha poesia

Diz Aparecer

09/12/2016

“A democracia surgiu quando, devido ao fato de que todos são iguais em certo sentido, acreditou-se que todos fossem absolutamente iguais entre si” por Aristoteles. 

Naquela noite ele dançou junto a ela, sem lhe tocar. Olhando-a. Nos movimentos dela ele viu todas as batalhas que ela tinha vencido, e a alegria que ela sentia naquele momento. 
A musica elevava-a para uma determinada zona. Uma zona, onde aquele momento era apenas uma celebração de tudo aquilo que ela tinha vencido. Os testes pelos quais todo aquele corpo tinha passado e aquela mente superado. Ela sorriu. Viu-o ali perdido da multidão, admirando-a. O psicadelismo das luzes, das radiações eléctricas que nos permitem ver no escuro, eram vagas para traçar delineadamente o seu rosto. A sua visão era traiçoeira. A luz solar estava bem longe. Iluminava outra parte do planeta aquela hora. A noite era o nosso momento de apreciação. 

Um dia, em plena luz solar ele olhou-a directamente nos olhos. Pegou-lhe na mão, levou-a aos seus lábios e beijou-a. Levemente, como se fosse um enviar de um estimulo carinhoso. Era isso que ele pensava dar-lhe. Um momento de carinho onde a admiração estava certamente contida, perceber que ela era uma vencedora. 
Que ia partir em breve e eles jamais se iriam ver. Viver vidas separadas, mas no mesmo mundo, sabendo que um dia se amaram, quando em uma noite anterior, apenas, se reconheciam no escuro, muito incertos do que a vida lhes iria trazer pela frente. 

Vidas separadas de momentos que jamais se irão esquecer. Palavras ditas que não ficaram por dizer. Desejar sorte, durante o resto desta vida, que nos falta viver. Acordar com a certeza que vamos vencer. Olhar nos olhos de quem amamos e agradecer. 
Contudo sem nunca esquecer, que tudo o que amamos vai desaparecer. 
Boa sorte!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Virtual Letters from Real Hearts

10/11/2016

Quero saber dos teus problemas. E quero ajudar, se puder. 
Porque é que ontem estavas tão feliz e hoje tão triste?
Claro que eu nunca vou esquecer as nossas noites. Nem a ti! 
Eu amei-te naqueles momentos e tiraste o melhor de mim. 
Tu nunca vais esquecer o lobo solitário. Porque ele nunca te vai esquecer.
É difícil para mim a nossa comunicação! Eu falo três línguas, mas eu não falo a tua! 
Então, eu tenho que traduzir o que tu dizes e o que eu te digo. Por isso preciso de tempo para me expressar. 
Hoje enquanto conduzia, traduzia as tuas mensagens e aquilo que te queria dizer. 
Durante o dia, às vezes, eu posso falar, mas tu não estás. No final do dia, tu já não estás!
Neste momento, nós não falamos. 
Parece-me que sentes a minha falta, mas também me parece que me estás a dizer adeus. 
Eu não sei o que o futuro nos reserva, mas eu adoraria ver-te novamente.
E não! Eu nunca vou esquecer as nossas noites, num país estrangeiro, onde o frio era muito leve em comparação com o nosso fogo. 
A nossa vontade de nos darmos um ao outro era algo que não tinha necessidade de explicar por que há coisas não podem ser explicadas, mas apenas sentidas!
Dorme bem. E quando acordares não te esqueças que ganhaste um lugar no meu coração, mesmo que apenas por momentos, mas são esses momentos que a gente leva desta vida.

Orchid

30/03/2009

I am back..
desta vez venho para escrever. não para fazer, apenas, rascunhos... 
para te dizer que estou contente, não só porque gosto de sentir as teclas debaixo dos dedos, mas porque gosto de sentir o que senti.. ontem!!

she dresses good looking she walks smoothly and she approaches with faithful smile! she is absolutely gorgeous. she takes the lead and she spreads happiness... I follow her with my eyes as long as hers are coming straight forward to me. I grab a breath just right close to her touch, her smoothy skin.. and our faces touch.. 
I have my lips very near to her ears, where bouncy shiny cool earrings and part of her sensuality are located. 

esta foi a maneira mais fácil que encontrei para te dizer continuadamente e sem gaguejar, as seguintes palavras:
a vida passa, as horas passam. a vida muda, a hora mudou.
é um prazer enorme estar perto de ti. olhar para ti. 
ver a tua emoção e a tua força. sem dúvida que admiro.
foi um prazer ter estudado contigo também. 
foi lindo o que sentia por ti, na altura da adolescência. 
nunca vou esquecer isso. e por isso nunca te vou esquecer a ti. 
mas não te vou ver mais ou menos agora. 
vou ver-te as vezes que quiseres que eu te veja. 
vou falar-te mais em pensamento do que na realidade. mas não te vou esquecer...

vou fazer aquilo que fiz depois de deixar de te ver. quando deixei de sentir a tua presença. vou curar a minha emoção sentimental sozinho no meu canto. 
vou buscar-te dentro da minha cabeça. vou relembrar os sorrisos trocados. os afectos trocados e os teus cabelos ondulados..
o que se passou depois da adolescência muito vagamente se sabe... mas não importa porque já lá vai. o mais importante foi o que ficou durante esse tempo. 
ficou um vazio entre nós. e as pessoas foram e vieram. e nós passamos um pelo outro, muitas vezes, e sorrimos. nada mais!... 

In Consciência

04/11/2016

Até onde pode "voar" a tua consciência? a que níveis de lucidez tu te permites levar? perguntou ele...
cada ser humano é resultado de uma cultura, e esse facto é cada vez mais ostracizado.
Caminhar, correr e visualizar pessoas de todo lado. Perdendo-se na internet sentado. 
Permitindo-se, de vez em quando, olhar a casa do pecado. 
Talvez a cobiça seja demasiada. Talvez a vontade alterada pelo que não temos e gostaríamos de ter. 
Ao longo destes anos conhecera mulheres lindas, diferentes nacionalidades e culturas envolvidas. Línguas que se entendiam lindamente quando estavam em contacto directo, molhado e lascivo! Vontades que nos permitiam seguir um caminho de mão dada. Abraçados, juntos para ver um pôr do sol. Colados, suados quando já de noite olhávamos a lua. Cheia por vezes, a crescer, sempre variando em relação ao sol. 
Era um felizardo porque viajou por vários países e amou várias mulheres, lá e cá. Com algumas delas, percorreu caminhos que só eles saberão. E agradeceu quando foi amado. 
Palavras ditas alheias ao pecado. Vontades sentidas de viver lado a lado. Como se o tempo fosse sempre deles. Como se o mundo não existisse e aquele momento era somente aquilo que viveríamos na vida! Vontades de nos fundirmos, dançando lado a lado. Em alguns continentes, eu fui amado. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Choose Life

23/11/2016

Sometimes movies make you dream. Sometimes movies make you smile... 
When you just want to cry. Cry for the those lives who had passed away. 
Cry for those moments that won't happen again. 
We, humans, are here just for a very small moment of time so we ought to get together. Side by side on this voyage, at the Planet Earth, throughout the Cosmos! 

Fui ao cinema. Acompanhado. Dentro daquela sala, sentado, eu assistia a um filme americano, em que a mensagem foi muito bem entregue pelo distinto actor e realizador Mel Gibson. Desmond T. Doss foi um verdadeiro herói americano. Numa batalha de guerra sangrenta, surgiu um herói que possuía uma fé fora do normal, de tal forma que todos os que o rodeavam achavam que ele era anormal. Ele ia contra as regras, apenas conduzido pela sua fé. E só no final da batalha, todos eles olharam para ele como um homem santo que salvou a vida de muitos. No filme surge uma bela alegoria de ele enviar os corpos dos soldados mutilados e resgatados, suspensos no alto de um ravina como se os corpos viessem do céu. Mas a visão do cinema vai muito mais além de um simples momento. Durante o seu longo resgate, Doss vai encontrando vários corpos e ele acima de tudo o que pede é para acreditar. Acreditar na vida. Escolher a vida. 
Até chegarmos a um ponto em que Doss, se encontra sozinho com o seu Deus, à noite e pedir apenas para lhe deixar resgatar mais um corpo. E somos levados a entender que essa prece foi concedida. Porque, na verdade, fez o milagre da salvação, naquela batalha de Hacksaw Ridge. Contudo, o milagre da salvação é o culminar de um caminho duro, tempestuoso, violento e contra norma que Desmond Doss percorreu. Foi tão surreal aos olhos daqueles que o presenciaram que se torna demasiado interessante assistir no cinema, quando uma produção e realização desta qualidade está iminente. 

Para se conhecer Hacksaw Ridge, tem que se conhecer o herói, o Santo Desmond T. Ross que ao existir e acreditar, tornou bonito uma guerra sangrenta e mortífera. E o mais bonito de tudo foi ele ter sido o contribuinte principal para que a guerra terminasse. No final quando ele acreditou que a sua missão estava cumprida pediu novamente ao seu Deus, que o deixasse acompanhar de novo os seus companheiros de batalha, num dia da semana que tão sagrado lhe era. Porque acima de tudo, todos os seus companheiros viam a sua energia, o seu amor, a sua fé e escolher a vida em detrimento da morte.