sábado, 31 de dezembro de 2011

In Another Words

30/12/2011

Slowly and effortless we will get to 2012.
There’s no more pain to be lived in 2011. There’s no more love to be consumed in 2011. But there’s hope and faith on the new challenges, there’s future and ideas. And above all, there’s health to keep moving forward. 
In the last 300 and some days, I found happiness, mellow hearts and happy faces. I travelled back and forward to reach objectives, to get some more knowledge, to be stronger and prepared. 
Experience came in deep shallows, and many times I was unprepared. 
Nowadays, I am no longer the unprepared boy of the last year. I am the prepared boy for the next one. And I pretty much believe that I will be holding strong, put in all my strength, when the time comes. 
I am rather satisfied for what I am, what I got and what I did. But I won't sit on the shadow... I will walk on the hot sun, on the heavy rain, struggling against the power of the wind, to reach that pleasant spot. The spot where I will be sat next time, to write down the same text, in another words... 

Distância

13/04/2011
noite escura lá fora
eu acompanhado cá dentro,
a verdade não mora
sozinha no meu pensamento
de dia vou
de noite venho
o que eu sou
e o que tenho
palavras sem cor
luzes que brilham
sentimentos de dor
que os humanos partilham
pequeno cabe na mão
comigo trago no peito
amor de coração
que me deixas sem jeito
depois foste embora
eu cego não vejo
o tempo de agora
mata-me de desejo
se tu és assim
eu choro e rio
chove no meu jardim
sem flores vazio

domingo, 25 de dezembro de 2011

Corpo Imaginário

27/05/2011

Sinto-me parado no tempo! Se há uns anos atrás tratava o corpo de forma cruel e irresponsável, hoje deu ao corpo treino e muita água para beber. 
Caminho em passadas lentas e mantenho a cabeça direita à espera de ver a minha meta, a encruzilhada ou o escadario. Dou por mim com uma pasta preta de pele sintética que me acompanha desde um país centralizado na Europa, e carrego-a debaixo do braço. Ao longe vejo-me como um executivo, com projectos dentro da pasta. Se chego perto, vejo que esta tem pouco volume, então questiono os projectos. 
O real não vai de encontro ao imaginário e a projecção não consome a identificação. Procuro dar mais de mim, enrolo-me em letras e encontro traços cinemáticos. 
Viajo de um lado para o outro, caminhando a pé, com e sem boné. Vejo tinta nos comboios salteada em rabiscos, sento-me, encosto-me, com os olhos piscos. 
Então volto ao imaginário, e vejo um sorriso na cara. Num sonho evasivo, vejo momentos de alegria, partilho a felicidade com a tristeza e choro sem pedir perdão. Em lágrimas me encontro no meio da multidão. O alarme toca na escuridão, e eu acordo para mais um dia de solidão..     

NPD

14/09/2011
Num país distante.. 
Às vezes..
Hoje escrevo. Ontem escrevi e amanhã vou escrever..
Se vejo memórias em papel, vejo imagens digitais, lembro tempos passados e vontades desiguais. Por vezes entrego-me à poesia, outras tenho dificuldade em perceber o que escrevo. Não sei viver em paz de espírito, não encontro a paz que procuro debaixo de um papel, não esqueço o teu sorriso perdido e o toque da tua pele.  
Lembro de viagens em mundos camuflados, lembro de sorrisos escancarados, aqueles e outros pecados. Conhecer os vários caminhos da vida, sorrir, sonhar e chorar, nos momentos de partida. Abraçar-te, tocar-te e beijar-te, nos momentos de despedida. 
Coração perdido e abandonado, homem forte na procura da luta, festas, copos e eu destroçado. 
Faz tempo que não escrevo sobre episódios concretos e descobertas arrancadas à força. 
Às vezes, vejo o menino que sofreu num país distante. Ele passa por mim sem olhar para trás, como se eu não o conhecesse! Às vezes vejo o jovem apaixonado num país distante. Ele sorri-me ao longe e eu jamais o voltarei a alcançar. Às vezes vejo o adolescente rebelde que viveu num país distante. Ele não me vê, porque eu não existo. 
Às vezes encontro o homem que me conhece num país distante. Ele pergunta-me se vi todos os outros que fizeram parte da minha vida; ele sorri e eu digo que sim! 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Brain Pain

15/01/2011

hoje abandonei.. 
voltei as costas e regressei.. a casa.. 
preciso de chorar sem lágrimas.. preciso de vomitar o que engoli.. 
saio de manhã para a escola e volto à hora de almoço, quando tinha possibilidades de ficar até ao final da tarde. Hoje tinha duas Masters Class à escolha, nessa fantástica escola. Uma de um realizador português, outra de um realizador holandês. Ambos com queda para o documentário. Então cheguei mais tarde e por isso o meu caminho mudou, ou correu como estava previsto.. eu é que não sabia. 
Decidi entrar em território nacional. E ouço um ponto de vista com pernas, a falar sobre a sua experiência de vida mais do que o seu cinema. Levo uma facada, porque trata a minha região como os bêbados que jogam às cartas à noite, consecutivamente. Tenho pena de não lhe poder dizer que é dessa região que o nosso património é mundial, e não é dos seus "fabulosos" filmes. Tenho pena de não lhe dar a provar o maravilhoso vinho, e adoçar-lhe os beiços na hora de ele falar. Fico triste por o estar a escutar, mas permaneço. De seguida e sem demoras, encontro colegas de turma a falar e discutir a organização daquela escola com um dos professores mais distinguidos desta. Fico sem palavras e calado escuto. Uns falam e outros ouvem, mas ninguém se entende, porque não é essa a vontade deles. Então fico enjoado com tanto doce, e volto para casa na procura de curar o estômago, pois a noite vai ser longa e com um outro fim. 
Agora não tenho vontade de comer. Quero sentar-me sozinho e esquecer.. dou por mim, ainda é dia, e estou a ler. Tenho a cabeça quente e cheia com uma brain pain! 

Déjà vu

22/01/2011

podia falar de palavras mas já mostrei tantas..
hoje foi como um déjà vu.. e foi déjà vu, porque de um déjà vu se tratou..
esta noite estou aqui porque uma senhora me enviou um email a dizer déjà vu.. e teve que se ausentar.. então eu também parti e voltei.. voltei à minha terra natal.. mais cedo que o normal..
amanhã um jovem, vai partir.. ou melhor, será amanhã se ele dormir senão será daqui por umas horas.. ele vai a França, em busca de dinheiro.. ele vai procurar o que ainda não encontrou.. e vai com o coração em pedaços.. em variados pedaços, porque em cada olhar vê um pedaço diferente.. e há pouco, todos eles olhavam para ele de maneira diferente mas partilhando a mesma.. aquela casa, onde eles estavam, foi aonde eu passei alguns momentos da minha adolescência.. passei lá horas de um passado.. e vejo jovens em grupo.. também eles partilhando horas de um presente que será passado..  
também eu vou partir e ninguém sabe.. sei eu a minha família mais próxima e uns colegas.. vou a uma cidade onde nunca estive.. vou ver o que ainda não vi.. vou apreciar o espírito de um film festival.. se falar agora.. vou dizer que estou extremamente ansioso mas amanhã irei pensar de outra forma.. e sim ver as coisas de outra maneira. Eu adoro viajar e tenho de facto estado muito sozinho.. e não sei o significado disso.. começo a ficar preocupado.. quando uma pessoa começa a pensar depressa demais, é danado.. se eu pudesse escrever e dizer que vivo no mundo do pecado.. estaria a olhar um espelho ou a perceber o déjà vu.. 

sábado, 26 de novembro de 2011

O Menino e o Caminho

05/10/2011

por aqui está tudo diferente, está tudo anormal em relação à normalidade da vida. O sol é quente e há quem diga que parece Verão, há quem percorra o último caminho dentro de um caixão. Pessoas enterradas que deixam o mundo e outras que nascem agora para viver uma nova vida. 
Montanhas e vales num país pequeno, afastado da civilização e junto ao mar. Quem nos quer ajudar, quem nos querer atirar ao mar? Os grandes que nos pisam e pedem perdão, são aqueles que depois perante o público, nos estendem a mão. São os entes queridos da multidão, os que nos põem à prova e nos chamam à razão!!
Daqui por uns anos já nada disto fará sentido, guerras que vem e outras que se vão. 
O menino sentado na sua escada, revestida de cimento, olhava o céu azul, num quente dia de Outubro. Interrogava-se porquê que ainda vestia a sua roupa de Verão. Atirando pedrinhas para o chão, ouvia bem perto o sufoco, apertado na escuridão. Ela, mãe e dona do seu corpo, queria o dinheiro na mão!
Com maus modos e sem maneiras, alguém passou por o menino em jeito de ingratidão. Ele não reconhece o seu rosto, não conhece o seu cheiro, não partilhou do seu sorriso e quando ao longe o avista, percebe que o seu pai, nunca terá perdão.  
Uma lágrima percorre o seu rosto e espalha-se no cimento pisado. Ao longe só o céu azul e marcas de um passado. Vontades preenchidas num celeiro abandonado. 
O homem de aspecto pesado, nunca olha para trás, caminhou muitas vezes em frente, em direcção aquele celeiro. Foi aí que encontrou o que ainda não havia encontrado. Num dia frio de Junho, deixou o seu caminho traçado.
Dias mais tarde, o menino percorre montes e vales, correndo atrás do seu cão. Na encruzilhada, segue por um caminho que o leva a uma aldeia. O povo perdido na imensidão, pede a Deus por compaixão e num domingo cinzento, abrem as portas da igreja, de onde sai um caixão. Ao longe e inocente, ele não reconhece o rosto e não conheceu o seu sorriso. E volta a casa, em constante alegria com o seu cão.  

Traços de Avião

08/10/2011
tarde solarenga de Outono. Ele sentado e vestido com peças de Verão. 
Tímido e discreto caminha por entre a multidão. Ela de sorrisos rasgados, por momentos, toca-lhe no coração. A noite quente, a bebida alcoólica e a certeza de te poder ver sorrir. Não atiro palavras, apenas as quero sentir. Sem arriscar nada, ele limita-se fugir. 
Mas ela fica na indiferença do desconhecido e num piscar de olhos esquece a sua cara. Naquela noite de Outono que mais parecia de Verão, ele, uma vez mais, sentiu o seu coração. 
Vejo prédios, 
ouço uma batida de Verão,
sentado na sua varanda 
ele avista o avião
No céu azul claro
o branco e a imensidão
na cidade de Lisboa
o sol aquece-me o coração
Em paraísos perdidos
o jovem esquece a razão
entre gemidos sentidos
em traços de avião
Nessa tarde quente 
acaba no seu colchão
na sua cabeça traz gente
que lhe ocupa o coração
Depois da viagem 
ao espelho, ele presta atenção
no reverso da sua imagem
sozinho, vê a solidão
Olhando para trás, ele entende que a vida é uma conquista. Porém vive ansioso com o futuro. Faz tempo que não vive satisfeito com o seu percurso. Os desafios são poucos, a alegria dissipa-se no meio da escuridão. Ele que adora ser desafiado, que procura o mais difícil, com vontade de vencer. Que não se contenta, se ficar sentado a ler; resolve nessa tarde de outono, começar a escrever. 
Então ele escreve sobre o presente e o passado, o futuro desejado e a alegria monótona, num dia quente de outono, sozinha, no alto de uma varanda do quarto andar. Enquanto ela não se for embora, ele decide escrever sobre ela e retratá-la como se de um quadro se tratasse. 
Eu gosto de ti porque me fazes rir, sentir e decidir. A alegria vai caminhando cada vez mais para baixo. Não levará uma hora a desaparecer! Vai deixar de me aquecer e eu vou parar de escrever. 
Ao entrar no fim-de-semana, ele vê-se sozinho no meio da cidade. Não sabe o que o amanhã lhe trará, mas pede saúde para si e para os seus. Pede poder voltar a ver o sol, que até agora me tem iluminado. Reza sozinho ao Deus sagrado e com a fé de um homem, vai vivendo incentivado. 
Se o amanhã for mais bonito, talvez possa retratá-lo. Por entre a paz dos homens, com a saúde, ele vive. 
Num país de céu azul claro, 
a vida pode ser bela. 
O homem sonha 
e continua a lutar por ela. 
Entre letras quentes, 
ele escreve à janela.  

Reconquistar

02/08/2011

apagaram-se as luzes, copos abandonados no chão, passos perdidos ao longe, o ruído foi embora e voltou a paz. Voltou a paz para quem anda na guerra, mas voltou a guerra para quem procura a paz. Nostalgia e apatia de mãos entrelaçadas, coração furado a esvaziar, solidão sentada ao meu lado e mais letras sem pressão. 
Não peço muito, acho que peço pouco mas fico preso no meu pensamento. 
Eu quero trabalhar, quero estar ocupado, quero construir carreira, quero reconquistar a minha independência. Por entre batalhas conquistei-a já faz tempo, mas tenho vindo a perdê-la cada dia que passa. 
Eu quero amar, quero estar ocupado, quero construir familia, quero reconquistar o meu amor. Por entre desafios conquistei-o já faz tempo, mas tenho vindo a perdê-lo cada dia que passa. 
Eu quero viver, quero estar ocupado, quero sentir o sabor do objectivo alcançado, quero reconquistar as minhas vitórias. Por entre caminhos, vivi momentos que aqui me trazem hoje e sem perdão eu sinto-me vazio no meu coração. 
Um dia de cada vez, caminhos que descem e estradas que sobem, o peregrino leva a sua fé. Ao longo da sua caminhada, ele vê os quadros que ficam para trás e apercebe-se que as pinturas não são as mesmas...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Lamento

15/09/2011

quando estou sozinho, na largura dos meus pensamentos.. escrevo. Escrevo para mim e para ti, escrevo para nós que sabemos ler. Quando se tem muita coisa, não sabemos o que nos falta. Porque falta-nos tudo! Em jeito melancólico, lamentamos o que não temos, sem perceber que somos afortunados por ter o que temos. Lamentamo-nos e não temos guerra. Lamentamo-nos e não passamos fome. Lamentamo-nos e temos saúde. Lamentamo-nos e somos independentes. Lamentamo-nos e somos casados. Lamentamo-nos e esta a chover. Lamentamo-nos e temos falta de amor. 
Um amor nunca vem só. Traz sempre uma nova cara, um novo rosto capaz de nos dar sorrisos, uns olhos capazes de nos iluminar, umas lagrimas para nos provar que não estamos sozinhos. Procurar a felicidade na cara do outro, olhar para ela e pensar em quê que ela me fez feliz....

Pedaço de Papel

02/03/2011

folha fina de papel
que tens um numero impresso
luta dura infiel
na procura do teu regresso
o homem chora
a mulher canta
o governo penhora
a miséria é tanta
vida infeliz 
dos que agora nascem
sorrisos de verniz
se o tempo parassem
o futuro está perto
e o sol vai brilhar
não será tão certo
quem vai ganhar
Ele nasceu 
para mandar no mundo
o amor perdeu
a vida ao fundo
ódios, alegrias e tristezas
suores frios e cordas na garganta
o homem com a sua esperteza 
a miséria é tanta

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Human Being

12/09/2011


All this words can be either real, or unreal. All the episodes in your life, can be either real or unreal. But you can live only one at a time. The reality is only one. You are fortunate, cause fish memory doesn’t last that long. And hard drives are limited. 
Amanhece o dia lá fora sem um único ruído. Eu acordo sem saber o que tenho vivido. Como é possível ter-me esquecido? Olho para o espelho e sinto-me perdido. Ela acorda sem saber se a tinha ouvido. Reparo que no chão há vidro partido. Ela levanta-se com o seu corpo despido, beija-me com um gemido e de repente dou por mim estendido. 
What happens in my head when i can’t see you? Were you ever real? I saw a picture of you and I, but I don’t know how does your lips taste. I don’t have your smell, and I dont believe I would dare to touching you with these wild hands. 
Dentro daquele espaço, cruzo os meus olhos nos dela e fico parado. Fico preso, sem me querer mexer, o som desaparece e por milésimos de segundo, estiveste dentro da minha cabeça. Toquei-te sem pedir permissão, aproximei-me e beijei-te a mão. E quando querias falar, respondi-te de coração..
Quando o mundo não parece azul, momentos escuros predominam. 
Until the sun bless you all over, you will ever live real moments of some human being.    

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Frases do coração

09/04/2011
Poesias guardadas
em frases do coração
vontades inacabadas
ao longo da minha mão
páginas de um diário
esquecido na multidão
ao longo de um calendário
ele, o alto anão
no reino dos persas passado
ele de escudo e lança na mão
venceu esse “Deus” malvado
salvando o seu povo da escravidão
Com o destino traçado 
de dia na escuridão
ele foi assassinado 
ao largo do rio Jordão
num mundo que não é seu
por vezes pede perdão
de braços estendidos para o céu
em frases do coração

Our Era

19/10/2008
There is a time of change! There are changes that come along with the time. Time is always ahead of you. You find sometimes yourself unprepared when facing what time brings along. Three months are gone, and I keep myself in here. Here, in this Greenland where everything seems wrecked due to the extreme consuming. The sun pretty much doesn’t heat these people just give them an hello, from time to time. There’s neither summer nor winter, there is rather rain that keeps it cycle along the years. The standard of life it’s high, as well as their consuming. 
Some of those I have met here so far are surrounded by high speed performers. It seems to me, that there is no meaning of tomorrow when I try figure what do those performers think. I wonder sometimes, when I find myself thinking, what it’s about to happen when this fall will be over. All over the world, recession became the most spoken word, in all its time of existence. It came slowly, and softly started to be spoken in some countries. Nowadays around Europe, America, Asia and Oceania, well in the civilized countries, recession became the most spoken word. These countries which keep business within them: smell of recession period! 
I wonder if this is going to be the epilogue of new millennium. We are at some years ahead of the turn over time. Before that a lot of people had the thought that something dread would happen. But by the time that the calendar had changed to 2000 everyone celebrated the beginning of a new millennium. Now, the truth is that new millennium came along on 1/1/2001. The third millennium of our era! 
I certainly don’t believe but I don’t regret thinking about it: this is the machine millennium! This is the millennium which human beings will lose their feelings, without noticing! This is the millennium where drugs will feed humans although they used to be fed with food years ago, in the past millennium. This is the millennium of a human race’s end.    

Sunless


06/02/2009

Hi there,
yesterday, I felt no good, I felt melancholic, I felt insecure, and once more I felt alone…
It’s been a while since I am here. In this small city, surrounded by the snow that sometimes shows up, surrounded by girls who work to grow their lives. I feel them all, but they don’t feel me!
I wrote you some of my words, they were distasteful and yet I couldn’t bear with them all by myself. I spoke about you, I saw you on my pictures, I felt how beautiful you were and how blessed was I in the very first day I met you… 
Would you forgive my words? I know you don’t have the time to do so, we don’t speak the same language anymore, but I remember how good we were writing poetry! 
I don’t see you, but just between these lines…
When I look into the mirror I don’t see you there, not on my back anymore…  
The wire of my phone is broken; I waited your phone call but you had lost your contacts. 
That’s why I got sad yesterday, furthermore the sun didn’t shine, neither didn’t present myself a taste of her grace, or even embraced me with her arms… 
I flew through the clouds…
Sunless!

Agora

20-09-2010
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Hoje estou só.. Estou sozinho em casa, estou sozinho no coraçâo.. Agora sei que em breve vou ter muita gente à minha volta. Tenho receio, tenho a ansiedade da mudança que está à minha frente. Estou de caras com mais um desafio, uma nova experiência que me vai trazer algo de novo. Como se a vida fosse um jogo, e no seu percurso conquistar novas aptidões que mais tarde vais usar para passar ao nivel seguinte. Contudo nem toda a gente está para jogar na vida. Nem para arriscar a sua em viagens. E novos níveis. Olho para estas letras e vejo cara triste, vejo aquele estado de ansiedade partilhada por todos, nos momentos de partida. Vejo caras novas e novas sensações, vejo sorrisos de emoções. 
Eu também fico contente e se pudesse pôr o estado apático de parte, era até capaz de dançar. Agradecer aos deuses e levantar as mãos para o ar. Depois de estar aqui, aonde me encontro agora, de partilhar com a familia momentos de outrora, vejo o dia em que me vou embora. Passei momentos de ternura, passei momentos sozinhos de amargura e sempre que olhava pela janela a noite era escura. O Verão passei-o aqui, transpirando alegria e simpatia aos clientes. Carreguei pesos para me entreter e no fim do dia ia correr. Foi bom estar aqui, foi bom ver-te a ti e olhar para fotografias guardadas de sorriso na cara. Eu agora já não sou ninguem para ter medo. E tambem percebo que tinha que ser assim. 
Montanhas e vales, verde que fumegou e muito levou. O laranja incontrolável e a terra respirava fumo. Eu de longe via, assistia ao consumismo, a desgraça do ser. Aqui, no lugar de Constantim, eu vi muito fumo, eu respirei fumo, eu engoli fumo. Agora vem uma nova época, eu já não vou ver mais fumo daqui, nem aqui vai arder mais, por agora. 

The Orgasm 3D

11/09/2008                                                                                                     
(...)
Every now and then, an orgasm is just such an intense sensation of pleasure. The way all along until you achieve it, is the marvelous feeling. The orgasm is the epilogue of that story. Afterwards there is no turning back, whether you appreciate the recovery of it. Orgasm word is designed to express sex climax, however the climax side effect of a drug in your body is practically the same story. By the time you introduce the drug on your body until you have reached the climax, the epilogue of it, then it’s just a recovering process more or less pre-determined. The big difference between sex orgasm and drug orgasm, is the recovering process and the energy that your body spends to achieve it. 
Apart of drug orgasm and sex orgasm, we have another one, which is familiar to all of us, and still not recognized as an orgasm! Music plays different sensations in our mind, in our hearts and our body. We can cry, we can feel our hair stand, we can feel it even though it’s not physically inside our body. It’s the bridge between soul and mind. It’s the most unknown methods of sound production that makes us react to the spirit of life. Sound, music, melodies, it’s all together the most powerful engine to make a group or a single people free their soul to reach their minds. Independently of our knowledge, experiences and memories, we are set free to reach different states of mind. 
Now when music comes together with drug and sex orgasms, we are about to feel the most powerful feeling whose human body is capable of. The orgasm 3D. 

KTF

4/11/2008
I have been always with this thought in mind: next Monday I will notice my recent employer that I will leave in two weeks time. However I have been delaying and denying. I don’t know which instinct follow; I am more and more uncertain about future…
Yesterday I wrote something due to tell my friends how is going with me. Anyway I didn’t send that mail; eventually I don’t have the trust to send it over. Apparently I don’t have the confidence to tell anyone what the hell is going on my head… as so I find myself closed and alone in order to declare what I have been through… 
The role I am doing now it’s not easy, well it’s not difficult but all its intervenient are tough to get through. If I compare it to my role in that robotic factory in Belgium, this role in the chipper it’s just peace of cake. Nevertheless the surroundings of this role in the chipper and everything in which is involved are not very favorable. 
I left the university unprepared to a challenge of big dimensions, that’s a fact I recognize now but I am sure of what I am now and never had an opportunity to get a challenge of big dimensions. I mean by big dimensions a position in an international company with miscellaneous departments which all together struggle to the same end… 
I wait on that and I keep the faith… 
I cry inside myself when I do cycling under rain and strong wind to get to work, working for couple hours under the minimum wage per hour. 
I listen to music along my way there and back; I try to enjoy my journey!
I write down my pure thoughts and tell myself what nobody else knows! 
I dream with a stream of crystal water which falls in the bluest sea on the dreamy sands of a tropical beach! 
I wait on that and I keep the faith… 

Viagem

20/10/2010
Em viagem me encontro..
O sol é de outono e já se põe.. nota-se pelas cores que descreve no céu.. gosto destas viagens porque apesar de serem longas deixam-me viajar ao meu interior.. posso visionar tudo aquilo por que passei nos últimos momentos da minha vida até esta data. Ao longo da música que trago comigo encontro-me em diferentes sítios, em diferentes horas e faço diferentes juízos... viajo para uma cidade grande.. a grande cidade que é a capital do meu país. Lá tenho outra fase da minha vida à minha espera. Lá tenho um grande desafio e um destino que me põe à prova. Não tenho medo do que vou encontrar, quero apenas ser forte e vingar.. quero ver, e ao passear poder sorrir para o sol.. correr ao lado do monumento dos descobrimentos, quero partilhar sentimentos, que vou criar. Quero mais tarde apanhar o sol e deitar-me ao mar. Quero mostrar que o talento nasce com cada um de nós, e o indivíduo tem que o moldar. Quero mostrar que a vida é bela mas temos que lutar.. vou trabalhar forte e continuar a sonhar. O amanhã está mais perto do que se espera e nada voltará a ser o mesmo.