quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Wonderful Life

18/02/2012

os carros circulam lá fora, e eu aqui parado. Parado a olhar um computador do século XXI e a escutar uma musica do século XX. O tempo passa, mas a verdadeira razão da vida humana permanece inalterada. Os problemas da vida, a luta pela busca da alegria e do alimento acentuam-se num mundo corrompido, alterado e finito. 
Prestes a acabar o seu ciclo, o planeta Terra mostra-nos aquilo que nós construimos ao longo da nossa vida. A globalização de ideias, de vontades e leis. 

Ninguém fica indiferente ao que se passa lá fora. Bem longe e tão perto. Ninguém vive sem procurar o outro, que está coberto e incerto. A vida pode não ser um quadro pintado, um amor acabado e uma história feliz. Será uma história de guerra, um momento de dor e um ciclo viciado?
Nascer e viver aqui, sem nunca mudar de lugar. Morrer e nascer num outro lugar? 
O mundo é pequeno, mas é tão longe e distante. O que posso eu fazer se não tenho uma passada de gigante? 
Vou continuar no meu caminho, feliz e contente. Olhar para trás e ver se há gente. Seguir em frente e chegar a um momento em que digo adeus. Por momentos rápidos eu vejo os meus, vejo a vida que ficou lá trás. Fecho os olhos num momento de paz e viajo, até um espaço que eu não conheço. 

Quando abro os olhos, choro e estou perturbado. Alguém fica visivelmente feliz por me ter ao seu lado. Então, eu sou novamente introduzido a pessoas. Escolhem um nome para mim, regam-me e tratam-me como flor de um jardim. Completamente formatado não me conheço no espelho. Os meus olhos virgens não distinguem o velho. 
E então ele sorri. Ele diz as primeiras letras do seu vocabulário. Ele faz o seu próprio sumário e mais tarde será um empresário no longe e distante mundo, do reino planetário.

Porque as pessoas preocupam-se com a vida lá fora, mas não procuram a vida cá dentro. Assim como não procuramos a beleza que nos rodeia, procurando aquilo que nos transcende. Posso viver perto da Torre de Belém, mas nunca lá fui. Não me interessa. O que me interessa é uma cidade na Polónia que tem um espaço onde foram assassinadas várias pessoas. 
Não te quero se estás perto! Procuro-te porque estás longe e não te vi. Não te toquei e não te senti, mas ouvi por variados meios falar de ti. 
Então mais tarde, num futuro de sol tudo isto fará sentido quando à luz das velas e bebendo aquele vinho tratado, eu falo para ti e por momentos te conto o meu passado. Mas, tu ao escutar-me sorris e respondes em desagrado, pois o que tens está perto e o que procuras, jamais será alcançado...

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Vibe Vidu

23/01/2013

vida bela.. vida dura

escrevo para o meu pai, porque ele não sabe o que eu passei, nem eu sei o que ele passou. Ele não conhece a palavra trance, nem eu a palavra ditadura. Eu conheço a palavra: vida bela e ele a palavra vida dura. Nunca me deixou faltar nada e só quer o melhor para mim, e é esse melhor, que o está a consumir! Eu nem sempre quero o melhor, às vezes também quero o mau. Essa é talvez a maior falta de compreensão que existe entre nós os dois. 

escrevo para a minha mãe que me olha nos olhos e me pede respostas. Respostas que eu não posso dar mas que procuro. Ao invés de um filho mole, ela criou um filho duro. Foi talvez um furo, entre nós, que ficou por tapar. A minha angústia, quando ela só me queria amar. Procuro por ela nos momentos de alegria e choro por dentro quando observo os seus momentos mais tristes. A angústia que me consome quando eu percebo que tenho tanto para lhe dar e não consigo! 

escrevo para a minha irmã que me observa sem me questionar. Uma questão de espaço que nos está a separar. Estar com ela é único, porque olho para ela com sentimento, tentando le-la a todo o momento. Transmitir-lhe alegria e paz, sou péssimo nisso, não sei como se faz. Tento ser apenas eu. Mostrar-lhe que estou aqui, enquanto existir ao seu lado. Ela faz parte de mim, do presente e do passado. 

escrevo para mim porque faz-me sentir relaxado! 
Deixar marcas num presente, que vai ser passado... 

domingo, 23 de novembro de 2014

Meu País

27/09/2012
Estou a escrever porque quero que este momento fique registado! Quero escrever para mostrar o meu desagrado! Vou escrever por ter pensado que o meu país, está encurralado! 
Não há muito tempo, o primeiro ministro falou aos portugueses e disse para emigrarem. Disse que a perda de trabalho não deveria ser encarada como uma maldição, mas sim como uma nova oportunidade, uma nova fase. Pediu para deixarmos de ser piegas! 
Em pleno século XXI, na segunda década, isto é pedir demais. 

Ontem acabei de ler um livro, de seu titulo - O Monte Cinco. Paulo Coelho conta a história de um governador que fugiu e deixou o seu povo ser destruído. No entanto, houve um profeta que sobreviveu à guerra. Esse profeta disse ao povo sobrevivente, para encarar com coragem o desafio de erguer a sua cidade completamente destruída. Aos poucos as pessoas começaram a aceitar e todos juntos ergueram uma cidade próspera. 
A nova cidade de Akbar! 
Este livro conta uma história, numa era muito inicial da raça humana, há muitos e muitos anos atrás. Tudo o que passou por esses anos, levou esta e outras nações à decadência. 
As nações do continente Europeu. 
Corrupção, sofrimento, angústia, injustiça e dinheiro, foi tudo isto e um pouco de mais qualquer coisa (amor) que passou nestes últimos anos todos. Ou se calhar, posso dizer que passou todo o resto e apenas o que ficou foi corrupção, sofrimento, angústia, injustiça. O povo português do mar salgado, em risco de perder o seu reinado. 

Surge agora um filme - a beleza da simplicidade! 
Um filme feito para o Turismo. Algo belo! Um país, que por ser tão belo não existe! Apenas ali, naquele filme e algures na sua história. 
Hoje, no presente momento, alguém rouba para ter que comer. Alguém pede a Deus para sobreviver. O português perde a vontade de o ser. 
Histórias tristes, num país alegre, para o português ler!...

sábado, 1 de novembro de 2014

Inexplicável

20/07/2012

Acabei de fazer um post no facebook sobre uma noticia que está a abalar os EUA e, por conseguinte, está a começar a sensibilizar o mundo. Depois de mais um atentado inexplicável, vários humanos - civis inocentes - morreram. 
Eu fiz um post sobre uma noticia que está relacionada directamente com essa, mas trata de um assunto mais pessoal. 
As palavras; as ultimas palavras de uma jovem extremamente feliz com a vida. Ela há pouco mais de um mês, tinha deixado o local onde - três minutos depois de ela abandonar, devido a um pressentimento - ocorrera um atentado. 
Num país vizinho ao seu, no Canadá, em Toronto, ela escapou ilesa e escreveu no seu blogue: "Eu vi como a vida é frágil".
Hoje ela morreu! Morreu num atentado, muito parecido com aquele que aconteceu há cerca de um mês atrás. 
Inexplicável... 

Ao ler sobre isso, deparei-me com algumas declarações do Mr. Obama, himself. “Michelle and I will be fortunate enough to hug our girls a little tighter tonight.” *
Um dos homens mais poderosos do mundo. O presidente do país, de um jovem rapaz que assassinou 12 pessoas. Assim, sem mais nem menos. No decorrer de um filme de cinema. Só porque ele tomou aquela decisão. Um rapaz que se vai tornar homem, metido numa prisão, ou talvez não! Os americanos nunca vão conseguir pôr fim à questão, ou será que vão? 


* link to real deal
http://www.nytimes.com/2012/07/21/us/colorado-mall-shooting.html?pagewanted=2&_r=1&hpw

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Solidão

16/05/2011

De olhos parados na televisão, sinto o meu coração encolher. 
A vida de um ser humano que perdeu a alegria de viver. 
Em montes e vales do meu Portugal, sozinhos perdidos na solidão. 
A saúde é o bem mais precioso do ser humano, dos animais, dos seres vivos. 
Tristeza é uma palavra forte, amor é demasiado pesado, idosos abandonados pelos seus filhos queridos. 
A vida pode ser dura, pode ser injusta e cruel. Filhos de um amor puro, vão sem voltar. Não olham para trás. Não enfrentam a tristeza e escondem um amor passado, deixado só e abandonado. 
Ser velhinho neste mundo é do mais duro que há. Felizes dos que partilham a alegria de uma vida. Felizes das que podem dizer: "Eu sou uma mãe querida"!! 
Ventos que vão e vem, em dias de solidão. 
Momentos que sinto, partem-me o coração.

domingo, 5 de outubro de 2014

Virtual

03/10/2014

O tempo que me trouxe não é o mesmo que me leva. 
A poucos dias de partir para outro continente... 
passo os minutos, frio, quente!
Conheci um país novo, novas pessoas, caras e sorrisos. 
Corações cheios de amor especial, pequenos, grandes de sabor tropical. 
Vim à procura de uma mulher, encontrei-a e ela deu-me todas as forças para eu me encontrar a mim. Agora, depois de três semanas, vou sozinho, triste e amargurado, voltar para as terras de Constantim. 
Se a voltarei a ver, só o futuro poderá dizer, mas nunca tive tanta certeza do amor que ela me deu. 
Lutou contra tudo e todos, deu-me o melhor de si. 
Fingiu estar bem, quando por dentro se desmoronava e perante o meu olhar, dizia “Eu gosto de ti”!
Amor não é só alegria no coração, é saber ser forte, aguentar a pressão. 
É controlar o desejo, é poder dar a mão, nos dias que não te vejo, controlo a emoção.
Nunca tive um amor tão longe e raramente o senti tão perto. 
Vou ter paz, não sei, mas a saudade é certo. 
Vivi muitos dias, ao longo de trinta anos, com o coração arder. 
O nosso momento é para sempre, ao longo da vida, um amanhecer. 
Não há nada que eu consiga falar para explicar tal aproximação, carinho, amor e dedicação. Não há nada certo na vida, no mundo, na criação. 
Há apenas momentos intensos, desejos imensos e saudades no coração.  
Não vou mais fraco, mas cada dia mais forte. 
Vou procurar o caminho que não me livra da morte. 
Vou viver para vencer, vou voltar para te ver e quando esse dia chegar, dormiremos juntos, agarrados, suados, até ao amanhecer. 
Não vou precisar a tua importância, não vou cingir-te a um valor, vou dar-te liberdade, carinho, amor...
Aqui trabalhei durante três semanas, em projectos diferentes. Concluí o mais importante de todos, depois de me superar a mim mesmo e subi mais um degrau. 
Tudo aquilo que eu não disse, mas que eu sei que existe é muito mais valioso do que um simples pedaço de papel, branco, virtual...   

Não vou partir sem nada
Também não vou levar tudo
Vou levar um pouco de ti
Deixar-te um pouco de mim
Não tem problema não
Eu sou mesmo assim!
Eu, o jovem de Constantim!

sábado, 20 de setembro de 2014

Saudade de Amor

16/03/2014

magic!
coldplay.
this is a love story..

ela entrou de surpresa na sua vida. 
aproximou-se e ficou, 
num lugar difícil de alcançar, 
onde jamais alguém poderá apagar. 

hoje não consigo escrever sobre nada. Tenho a mente gasta, obstruída. O coração fraco e ferido. Estou com os olhos em alerta para choro descontrolado. Fecho os olhos e vejo-a a ela, com eles abertos fico triste por não a ver. 
A imagem mais presente é a de ver a cara dela, triste e desolada a olhar para mim dentro do carro, que se afasta cada vez mais. Os seus olhos podiam rebentar em lágrimas, os meus também e no mesmo estado de espírito, separamos-nos um do outro. Ninguém sabe se é para sempre ou se será por, apenas, meses.
Nunca pensei que iria ficar tão agarrado, tão enamorado e entregue a ela. Agora eu percebo, o que se criou entre nós. Estou sufocado, angustiado e fraco. Muito fraco! Apetece-me chorar e adormecer, até esta dor me passar. Eu podia concentrar-me só no seu sorriso, as suas gargalhadas que lhe proporcionei, mas fiquei preso à sua cara triste por me ver partir, porque isso para mim é demasiado importante. 
Eu amei esta mulher. Não foi um amar de adolescente, incontrolável e descuidado. Foi apenas um sentimento de partilha de alegria, paz, bem estar e amor, carinho e afecto. Foram tantas as palavras que só ela as poderá enumerar. Foi pura magia mas não foi ilusão. Foi amor sim, bem do coração. 
Depois de 7 noites e 7 dias, com esta mulher, fiquei de coração destroçado. Pouco tempo, eu não estava preparado! 
Há dois dias atrás, ela agarrou-me a cabeça, beijou-me e disse-me nos olhos: 
- vou sentir saudades tuas! 
Esta palavra, que não existe em nenhuma outra língua, é algo que eu entendo muito bem. A partir desse momento, o meu mundo começou a desabar. Não tive forças para aguentar as lágrimas e chorei longo, triste e desolado com a verdade próxima. Não há nada que eu possa fazer! Ela tem que voltar ao país dela e eu vou ficar no meu. 
Essa saudade que me corrói, que não se vê mas dói, é um sentimento de perda, um sentimento de ganho... aos olhos daquela mulher, sou um menino bonito, um garoto bondinho, de incrível tamanho!  
Serás, para sempre, uma linda história de amor de um mês de Março.

sábado, 13 de setembro de 2014

Roses

09/08/2008

Today I just don’t know what to write about. I could just say that I am trying to improve my typing skills. There are so many things to say so many words to be written. Home alone again, miserably avoiding the missing feeling of those who are more close to me. It’s been over one month since I am here. Good things do happen. Also bad things do. This island is green but it’s more humid than others where I have been. Pretty women walk around, some I have the opportunity to face, speak and gaze. Don’t feel a woman close to me! It’s been long since I felt that. Since I shared my body, since I sweated in her arms. I don’t feel woman touch, I don’t feel her presence, I don’t smell her perfume, I don’t smile to her. 
Yesterday I have faced a beautiful woman, she was accompanied, but her single presence made me feel happy, made me feel that chemistry which I feel at the time I face a beautiful woman.  
Couple days ago I have met a guy and he told me about one of his dreams. Beyond your vision field lays the most unfound secret of the human being. An angel came by and brought me roses. I gave them to my wife. My wife put them in a vase, in place where I could see them everyday. I have no idea what the roses mean. They are earthlings like me. I don’t have a garden, I am living in an apartment! 
For the time being I wont think about these roses again...    

TO BE CONTINUED

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Luz da Noite

25/01/2013

detenho-me em frente ao meu personal assistant. Por outras palavras, posso-me referir a ele como o meu computador. Abro o programa de música e delicio-me mais uma vez com a brilhante composição de Hans Zimmer que ele criou para o não menos brilhante filme de Christopher Nolan, Inception..

desta vez pus uns headphones nas orelhas e a imersão sonora é deveras forte. 

vejo que o tempo é de chuva para os próximos dias. A semelhança de neve abandonou-nos há umas horas atrás. Não ficou a neve mas ficou um frio rotineiro de inverno. Rotinas que eu tenho alterado e que me adaptam ao que há-de vir. São poucos os que compreendem, mas eu tento compreender muitos. Vivo rodeado de pessoas que tem amor para dar, mas não sei se chega. 

é noite.. vejo duas chamadas perdidas no meu telemóvel, de um amigo. Sim, de um amigo. O meu sentido foi de alerta. Algo se estava a alterar na rotina dele. Não era próprio da sua ligação comigo, contactar-me durante a semana. Então levemente percebi que algo poderia estar mal. 
Pela sua voz, percebi imediatamente que a minha intuição se confirmara.. 
Entro no seu carro, e digo-lhe: - tinha receio que fosse ter esta noticia! Ele não atirou palavras. O seu estado era calmo, pensativo, magoado e ferido. Eu dei-lhe as minhas. Todas e aquelas que eu procurei para lhe dar. Acalma-lo até o tempo passar. 

durante o dia perco-me em pensamentos, tentativas e informação. À noite, no meu quarto não vejo televisão. 
Vejo noticias, sou noticiado.. 
vivo feliz, vivo preocupado.. 

Já pensei que deveria agradecer tudo o que tenho. A família. Os valores, que ainda perduram. As atitudes que me aturam. Uma família feliz, um filho pródigo.  

Não sei onde vou cair, nem onde vou parar. 
Escrevo mesmo sentado, à luz da noite...

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Vibe Tribe

29/01/2008

Começar a escrever... que maneira mais fácil de passar o tempo! 
Pode ser fugaz, pode ser breve ou orientada. Pode ser o que quisermos, é voluntária do nosso pensamento. 
Para escrever não basta simplesmente agarrar na caneta, ou bater as teclas de um teclado. É preciso orientar um significado, uma vontade de exprimir o que nos percorre a mente. 

Percorrer vários quilómetros e à medida que estamos a chegar, já nos sentimos eufóricos e assediados pela liberdade que está prestes a formar-se. A liberdade foi o que me trouxe aqui, foi o que nos trouxe aqui! foi a vontade de ser livre alem dos nossos sentidos. Foi a certeza fútil de saber que pertencemos a uma cultura, foi um meio de transporte que nos trouxe a esta vila nómada e a este espectáculo que está prestes a começar. Um espectáculo longo e preparado para satisfazer a vontade dos seus envolventes. Um publico, uma terra deserta, uma organização, um espaço à beira de um refresco de verão. Uma semana de pura fantasia inacabada e única. 

Vieram performances de toda a parte do mundo, vieram organizadores das várias tribos hippies do novo milénio. Vieram pessoas, animais e afins. 

Demasiados carros, forma-se uma longa fila de lento andamento, mas isso já não importa agora. Estamos muito perto do sitio onde a nossa liberdade estará alem dos nossos limites. E isso faz-nos sentir livres, eufóricos. A viagem foi longa, mas o cansaço já vai longe e só ainda agora chegamos. Entre fumos e risadas, percorremos lentamente poucos quilómetros e chegamos à entrada da vila nómada. Do acampamento de uma cultura hippie que se tinha organizado durante dois anos e estaria, agora, ali para proporcionar um desejo inacabado de acolher os seus associados. Com moeda independente de impostos e certificada pela cultura, surgem vários negócios de mercados fascinantes. 

É o primeiro dia da abertura oficial da festa que está prestes a começar, mas já muitos associados estão espalhados pelo recinto de relevo acentuado mas propicio. Caras conhecidas, gargalhadas distribuídas e apertos de mão concluídos. Certeza de que estamos todos para o mesmo e a noite vai ser de festa! 

Não sou novo neste tipo de eventos, não tão pouco inocente a este estilo de vida. Conheço bem esta cultura, pois venho-a seguindo há vários meses. Venho recordando cada reunião desta cultura em demasiadas e intensas experiências. 
Não são novos neste tipo de ambiente os que comigo estão, pois também eles seguem de perto esta cultura. 

As tendas montadas, o espaço organizado e preparado para as longas horas que estavam para vir. Está tudo e mais que pronto para começar, alguns já lá vão mais à frente, suando e resistindo como podem. Outros tentam descansar e recuperar forças, pois a noite está prestes a chegar. 
Horas passam e como comerciantes que alguns são, já sabem o que o vizinho das tendas de 50, 100 e 200 metros à frente e atrás, têm para vender ou quer comprar. 
A noite cai... 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Tempus

20/08/2014

Este Verão, nem é sim, nem é não! 
Se olho os dias que vivi para trás, vejo uma longa viagem e um retorno. 
“O bom filho à casa torna”! Ditado popular de veredicto. 
A verdade é que o tempo que precede os meus 30 anos é o hoje e o agora. Estou prestes a atingir a terceira década da minha vida. O que eu fiz ao longo destes anos todos, poderá ser lido em páginas muito parecidas com esta. As lágrimas que deixei cair no chão, os sorrisos de uma festa, um amor e uma paixão. Foram vários amores, de diferentes tipos. Várias mulheres que me abraçaram o coração e o trataram do melhor jeito que puderam. Eu que nunca fui fácil, nem complicado. Eu que tentava sorrir e qualquer decisão era de bom grado. 
Posso dizer que sinto que vivi bastante. As minhas aventuras em terras desconhecidas, com novatas e maduras. As minhas viagens sozinho ao mais obscuro da mente, os confrontos directos com a minha gente. 
O bom operário em diversos sectores. Um dia ao sol, outra dia à chuva. 
A calma e tranquilidade, de momentâneos amores.  
Hoje tenho um trabalho que considero difícil, arriscado e perigoso. Faço o que sei! Eu, um jovem rapaz pouco medroso. 
Cada dia que passa, vejo-me no espelho e não noto o cair de cabelo, o surgir de traços visíveis na pele. Por vezes sinto-me pesado, incomodo e descuidado. Eu que vivi loucamente o verdadeiro passado. 
Em noites escuras vejo-me perdido no mundo desconhecido, em sorrisos de mulheres muito inteligentes, ambiciosas e enigmáticas. Não procuro respostas, apenas observo. Atentamente vivo o mundo como Ele me permite. A energia divina leva-me, em braços, por terrenos férteis, coloridos e naturais. A energia divina que me permite o amor incondicional dos meus pais. 
Amo a natureza e as pessoas. Olho para elas e tento identificar-me, perceber o porquê das suas vidas e o porquê da minha. Sou feliz por amar quem posso e vivo tranquilamente com quem me quer amar. Sou livre, sou presente e agradável, sou um sopro do vento, um refresco de ar. 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Lua Nova

11/05/2011

palavras para quê?
noites sem vida própria. Incertezas de fundo e sorrisos esbatidos em paredes. Sofás compridos onde me posso deitar, vontade de me matar?! 
O triste e solitário lobo que uiva na montanha, é ainda mais infeliz na cidade. No passeio, os pés calcam as pedras da calçada, e eu, de um ponto alto avisto o cimo dos prédios. Entro pelas janelas das casas e vejo amor escondido em gavetas, paixões acabadas em poemas e lágrimas de brilho baço. Ando pelo quarto e vejo o meu ego no espelho. Então apercebo-me que eu sou um reflexo. Apago a luz e desapareço. 

Não procuro ninguém, pois ninguém me conhece. Partilho a fé dos homens no dia de sol grande. Choro na minha almofada em noites de lua nova. 
Viagens ao meu interior sem bilhete de volta. Abro o livro, vejo letras e sou infeliz. Pinto quadros de tons claros, mastigados em cores frias e guardo a tinta preciosa. Olho o sol da noite mas alguém me diz que é a lua. 
Então, sozinho, choro na minha almofada. 

Memento

03/08/2010

como por coincidência peguei no telemóvel, procurei o numero e esperei pela voz dela. era só a voz que procurava, era só sentir a imagem dela a vaguear me pela cabeça.. 
o meu sentimento de saudade.. a ideia de saber que estava longe.. a vontade de a ver.. fez-me chamar por ela.. 

com a troca de palavras, preenchi qualquer coisa que estava vazia dentro de mim.. e mais tarde senti a pele dela a tocar na minha.. senti o seu perfume.. encostei os meus lábios na face dela e sorri.. 

falei em coisas futuras.. falei em erros do passado.. vivi o presente ali, com ela.. e ela tocou-me: com palavras, com gestos, com sentimentos.. com o seu inconfundível sorriso.. 

os meus olhos tristes que brilham de alegria.. o teu sorriso que me traz energia.. tu que me encantas por magia.. vais e voltas sem dizer adeus.. voltas em pensamentos meus.. vais embora com os teus.. 

como pensamentos as nossas vidas cruzam-se.. como caminhos diferentes eles atravessam-se e deixam a sua marca.. um ponto.. um momento.. no meu pensamento..

que posso eu fazer sem ti, agora.. que vou eu fazer sem ti.. e eu que nunca te tive.. volta para mim.. 

ela a orquídea.. flor que eu não tenho mas que adoro.. pela sua beleza eu digo com clareza.. és a orquídea do meu pensamento..   

terça-feira, 24 de junho de 2014

Few Words

18/07/2008

I am back... to write. 
This time I don’t come up just to drop a few words! 
It’s gonna start like this...

It's been over a week since I am here… 
(...)
I left my friends at home and came over to see how the weather abroad is. So far, I got the power of the sun and the sense of rain. I wish I could lie down on the sun while rains outside. We can’t have both at same time or one of them isn’t real. When you lie down on the sun, you are resting yourself and don’t care with rain. But when is raining you cover yourself and hope to sun come along. 
I am about to take a position for a company where my role is selling product’s company. Am I ready to make it? I am not but experience will make me ready and steady. I wasn’t born here but I am gonna sell their product. I am gonna sell them what is theirs. Meantime they will give me knowledge on their language, money and experience. 
I don’t wanna write about the world, I don’t wanna write about the weather, they are both of their own. They will go as far as we don’t control it. I wanna write about my experiences. Write about what time and world have been offering me. I will meet new people, interacting with them and open myself. I will go as far as the roads where I have been walking guide me. There is no stop! I am walking not going by bus. I would like to be an artist, because I like to express myself but I am shy. I would like to stop some moments in time but I find myself dazzled with mystic world. Run to the top of the hill and take a deep breath. On the way down you will feel happy cause you had run to breath the most pure oxygen, though the top of the hill will be on your back. The place where I was grown is made of up hills and down hills, so I have reached the top hills as many times as I have been down. 
I remember of a story that had flashed on my mind while my eyes were watching, observing and appreciating. There was this guy, playing on a guitar; his voice was sad, but gleeful. Inside his heart he had the most powerful, intensive and enormous feeling of life. He didn’t cry because he had no tears. He becomes tearless every night when he sees the darkness. He has no more water to drop from his eyes, he has instead a bleeding heart. 
She walked fast but he recognized her style; he suddenly stops to sing but plays the guitar. He touches something that belongs to him. He reminds moments he had lived with her but she doesn’t recognizes his presence. She walks to fast, she is delayed for her career, she doesn’t have a time for love. She doesn’t miss him, he instead is out of control. 
After lot of sunshine and rain drops he drops off his guitar, clean up his hair and shave is heavy beard. Dresses up a suit and a grabs a suitcase, had some perfume on the neck and brush up his teeth. Inside his suitcase remains ticket plane which will take him to the new world, the new life, the recovering heart. After many times of doing his bed, bought new shoes with his wages and drunk several beers to kill his thirsty. His heart was recovered! Gave up many smiles, gave up of his guitar but bought new ties. Afterwards he got a picture for later moments!         

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Hoje

12/01/2011

um dia disseram-me assim: - tu não escreves, tu respiras letras! 
Então eu pensei, se não teria sido eu a enviar esta mensagem? 
Foi alguém que não sabe escrever, mas que sentiu necessidade de comunicar. 
E ele não falou, mas escreveu..

esta saudade não tem idade..

Neste momento somos conhecidos pelos melhores do mundo, e na outra parte da moeda, somos os mais falados pelo crime brutal entre dois mundos. O mundo VIP e o mundo ordinário. Ontem cultivavam uma relação homossexual. Porquê que morreu o do mundo VIP e o do mundo ordinário foi fechado na prisão?

No outro dia, um menino morreu e ao morrer, salvou outro. O que foi salvo tem nome de um sitio designado como o maior shopping da Internet. O menino que morreu doou e o que sobreviveu recebeu. O menino de quatro anos recebeu cinco órgãos, de um país vizinho. Por que combatem os países quando não querem salvar alguém?

Ligo a televisão e vejo pássaros caídos no chão, como se de uma praga se tratasse.. abro o jornal e vejo pássaros no chão, mas agora estão caídos na neve, a muitos quilómetros dos que caíram antes.. caíram os pássaros em dois continentes diferentes, por quê?

Num dia depois deste, dou por mim a ler o que não queria ler. Uma menina de 3 anos, com cancro na maminha! e fala assim: 'I know that cancer can make some people go to heaven, but I am better now.' Que força, que bravura fantástica, que bom ouvi-la dizer isso. É incrível. 

porque o amor existe, uns sabem cultivá-lo, outros não. 
Porque uns são fortes e outros têm fraco coração.. 
a vida para uns vai, para outros não volta, 
porque, hoje, já cá não estão..

terça-feira, 13 de maio de 2014

Círculos

04/08/2010

ela fez-me escrever..
EU! que nunca a tive..
duas frases diferentes e tão semelhantes.. 
estas, que eu tenho em cima..

pergunto eu ao meu subconsciente, 
onde as memórias estão guardadas!? 
e agora.. dá-me letras..

nascido para trabalhar e viver.. 
nascido para lutar e vencer.. 
procurando no dicionário, o verbo querer..

com o passar do tempo.. 
cria-se uma rotina.. 
hábitos e vícios.. 
memórias inconfundíveis do obscuro.. 
com o tempo ficas maduro.. 
até apodrecer!!

a vida, esse livro interminável, essa orquídea que ninguém sabe precisar a idade.. 
um dia vai partir.. vai deixar de existir.. 

lavo os olhos e adormeço.. deitado na relva viajo de costas.. e mais tarde, sinto sombra..
a sombra que aparece de vez em quando.. a sombra que se procura.. a sombra.. essa virtude do sol..

o sol que pode queimar.. 
esse que nos alimenta.. e nos mantém vivos.. 
para podermos desfrutar da terra.. 

a terra sempre quis pertencer à vida do homem.. 
mas hoje, sempre lhe damos com os pés... 

pés que nos fazem deslocar.. 
devagar ou depressa.. 
hoje, deslocamos-nos sentados.. 
agora olhamos para a roda.. 

depois de sermos geometricamente verticais, fizemos um circulo.. 
e conseguimos decifrar o perímetro da terra.. 

depois de tudo isso voltamos ao mesmo, passamos a andar em círculos.. em rotina.. 
hoje a rotina, que nos fica na retina, 
limita-nos.. 
prende-nos e aprisiona-nos!!

deixamos de partilhar o amor porque amamos a máquina.. 
deixamos de ser puros e passamos a ser viciados.. 
deixamos o sol de dia, passamos a noite acordados..