03/10/2014
O tempo que me trouxe não é o mesmo que me leva.
A poucos dias de partir para outro continente...
passo os minutos, frio, quente!
Conheci um país novo, novas pessoas, caras e sorrisos.
Corações cheios de amor especial, pequenos, grandes de sabor tropical.
Vim à procura de uma mulher, encontrei-a e ela deu-me todas as forças para eu me encontrar a mim. Agora, depois de três semanas, vou sozinho, triste e amargurado, voltar para as terras de Constantim.
Se a voltarei a ver, só o futuro poderá dizer, mas nunca tive tanta certeza do amor que ela me deu.
Lutou contra tudo e todos, deu-me o melhor de si.
Fingiu estar bem, quando por dentro se desmoronava e perante o meu olhar, dizia “Eu gosto de ti”!
Amor não é só alegria no coração, é saber ser forte, aguentar a pressão.
É controlar o desejo, é poder dar a mão, nos dias que não te vejo, controlo a emoção.
Nunca tive um amor tão longe e raramente o senti tão perto.
Vou ter paz, não sei, mas a saudade é certo.
Vivi muitos dias, ao longo de trinta anos, com o coração arder.
O nosso momento é para sempre, ao longo da vida, um amanhecer.
Não há nada que eu consiga falar para explicar tal aproximação, carinho, amor e dedicação. Não há nada certo na vida, no mundo, na criação.
Há apenas momentos intensos, desejos imensos e saudades no coração.
Não vou mais fraco, mas cada dia mais forte.
Vou procurar o caminho que não me livra da morte.
Vou viver para vencer, vou voltar para te ver e quando esse dia chegar, dormiremos juntos, agarrados, suados, até ao amanhecer.
Não vou precisar a tua importância, não vou cingir-te a um valor, vou dar-te liberdade, carinho, amor...
Aqui trabalhei durante três semanas, em projectos diferentes. Concluí o mais importante de todos, depois de me superar a mim mesmo e subi mais um degrau.
Tudo aquilo que eu não disse, mas que eu sei que existe é muito mais valioso do que um simples pedaço de papel, branco, virtual...
Não vou partir sem nada
Também não vou levar tudo
Vou levar um pouco de ti
Deixar-te um pouco de mim
Não tem problema não
Eu sou mesmo assim!
Eu, o jovem de Constantim!