20/11/2016
Eu podia falar de mim e estar aqui a escrever coisas irrelevantes para o mundo. Para o nosso planeta Terra. Para a nossa Mãe Natureza.
Na verdade eu tenho procurado ao longo da minha vida, perceber de que forma eu posso contribuir da melhor maneira durante esta visita a este planeta. Nós somos insignificantes num universo cósmico, sem limite definido. Mas fazemos toda a diferença cada um por si, caminhando na mesma direcção. O nosso planeta viaja a uma velocidade excepcional para os nossos padrões. Viajamos num universo que nos parece pequeno porque nem sequer pensamos nele.
Porque estamos aqui? De onde viemos? Para onde vamos?
Hoje vou terminar de assistir a uma série televisiva. Um legado deixado por Carl Sagan no idos anos 80. Serão poucos os que se lembram dessa série. Ou poucos os que ainda têm interesse nela. Da mesma forma, ele explica como a gente deixa de ter interesse em algo tão belo como o nosso planeta. As nossas origens. A nossa espécie. O ser humano.
Hoje em dia, sabemos aquilo que os média nos passam. As redes sociais, os canais de comunicação. Os livros são apenas meros objectos que caíram em desuso. Nos livros está a sabedoria. E nos meios de comunicação está a hipocrisia. O espelho negro daquilo que a gente pensa ver e na realidade não vê. Black Mirror é outra série televisiva que demonstra grande importância num contexto tão actual e por vezes surreal.
Comecei o Doutoramento em Ciências da Cultura e sinto um especial interesse em pesquisa. No entanto, vejo-me perdido em tantos momentos fúteis, que o tempo me escapa por entre os dedos quando penso estar a alcançar um caminho, ou o caminho!
A journey of a thousand miles begins with a single step, provérbio chinês pelo filosofo Laozi.
O final da saga, Who Speaks for Earth de Carl Sagan, Cosmos: a personal voyage questiona o espectador. Revela-lhe informação demasiado assustadora para ser verdade. E no entanto, esse apontamento cientifico remonta aos idos anos 80. Hoje em dia, passados mais de 30 anos, o mundo caminhou para um lado muito mais negro e as suas profecias, ou questões que levantou e pairaram no ar, ficaram por esclarecer(?) ou vão-se confirmar?
A passagem que ele refere desde Hypatia a Cyrill, são na minha opinião, o ponto-chave da mudança no mundo. Mas o seu depoimento final é de uma empatia, visão e sabedoria que fazia corar qualquer um dos génios dos séculos passado, incluindo Eratosthenes.
Como é possível existir 200 nações no nosso planeta e as grandes potências e os seus seguidores gastarem quantidades inacreditáveis de dinheiro em treino de guerra, armamento e armas de destruição maciça.
Preparamos a defesa de quem? Ou estamos constantemente a preparar o ataque a outra nação? A gente não vai atacar outros planetas (!), nem nos vamos defender de extraterrestres porque não sabemos se eles existem ou nem sequer acreditamos nisso. Então, posso compreender que as grandes nações do mundo inteiro depositam aquilo que nos traz poder enquanto ser humano, o dinheiro, em grandes equipas prontas a uma guerra iminente. De uns humanos contra os outros. E pude registar através da obra de Carl Sagan que já há muitos séculos nos começamos a combater uns aos outros. Desde as conquistas, à escravidão, às guerras maciças de destruição. Destruição total.
As bombas nucleares guardadas em sítios secretos dessas nações pelo mundo fora, são tão destrutivas que a raça humana deixará simplesmente de existir. E, no entanto, dos mais de 7 biliões de pessoas que existem actualmente e que todos buscam um caminho, ninguém sabe para onde caminhamos porque apenas menos de 1% da população mundial tem acesso à informação real do mundo que a gente vive. À sua tecnologia. Sofisticada, preparada e trabalha para ser terminal. Ao que existe no espaço e de como eles o manobram de forma a poder espiar o mundo sem serem notados. Estar de olho na raça humana. Mantê-los vigiados!
Todos trilham um caminho. Uns à procura da felicidade, outros à procura de amor, outros à procura de guerra, outros à procura de dor.