sexta-feira, 26 de abril de 2013

My Life's Words


05/03/2008

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Longe, a muitos quilómetros e anos daqui, eu nasci! Sentia-se uma brisa que não se sente aqui. Eram outros tempos. Nos tempos que correm também não se sente aquela brisa aqui, mas os tempos são outros. Foi por acaso que eu nasci lá, mas não foi por acaso que eu aqui vivi. De um amor e uma vontade de partilhar, nasci e fui criado. Educado por vários e por ninguém, assim cresci para mim próprio. 

Nunca me percebi muito bem, por isso estigmatizei-me muitas vezes. Sem saber, aproximei, de longe vi as coisas e guardei passados. Agora são palavras que correm linha a linha, como momentos de uma vida. Várias experiências fazem-me hoje relembrar e questionar se foi verdade, o que eu fui. Ou terá sido apenas ilusão que eu pensei real. Não te quero magoar com palavras, por isso não tas direi. Vou guardá-las para mim, porque só eu as sei. Talvez possas sabe-las mas também não mas dirás porque não me queres magoar com palavras. 

Num mundo de hoje, são muitas vezes as principais armas de uma guerra de mundos. Por sermos racionais, atribuímos-lhe um significado ao qual somos incapazes de ficar imunes, em torno da nossa vida. Se não houvesse palavras, não haveria comunicação conflituosa, não saberíamos o significado do que queremos comunicar. Só os sentimentos efémeros e de carácter, mostrariam a nossa forma de ser. 

Vou voltar para ti! Não para ti que estás a ler, mas para quem eu estou a enviar esta mensagem. Tu foste uma luz de esperança, um sorriso alegre, uma gargalhada sonora, um carinho que guardo, uma loucura arrependida, um grito surdo de desespero, uma intensa paixão que me levou ao clímax, um sentimento único que saboreei. 
O mensageiro não é importante! 
Tu és.. a minha vida!

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