Reparo que de um momento para o outro a minha mente me atraiçoa e me leva a escrever sobre algo que vivi recentemente. Em passadas pequenas recupero largos pensamentos que pelas minhas sinapses passam!
Publico três textos seguidos sobre momentos distintos, separados por um espaço de tempo, que eu não posso precisar se foi longo ou pequeno. No entanto, se eu escrever uma data que me leve a esse tempo, eu percebo exactamente a distância entre eles. O que eu fui e o que eu era!
Ainda sou do tempo em que não existia redbull. Lembro-me da vida sem ele. Uma vez que ele só viria a ser introduzido na Europa anos mais tarde ao meu nascimento. Na altura a mentalidade na Europa era totalmente diferente do que é hoje. As fronteiras estavam fechadas, era muito difícil desenvolver um projecto na Áustria e espalhá-lo pelo mundo fora. No entanto, isso aconteceu, e hoje, é apenas a bebida energética mais vendida no mundo com uma facturação que ascende os 4 biliões de euros. Ainda sou do tempo em que a palavra biliões não existia!
O café era tomado em modo expresso e apressado. Por outro lado, quando eu vim ao mundo, o café, já se tinha transformado numa das bebidas mais consumidas. O que o redbull partilha em comum é um químico que estimula bastante o sistema nervoso central humano. Esta cria vício e por tal denomina-se como a droga psico-activa mais consumida no mundo, porque é legal. Ora o redbull também enfrentou os problemas de legalização, mas hoje é vendida em mais de 160 países no planeta terra. Considerando que há cerca de 240 países podemos dizer que o redbull está, efectivamente, nos países que precisa de estar.
Tudo isto pretende levar a uma conclusão: o super size me!
Em 2000, já bastante depois de eu ter nascido, já bastante depois das pessoas abusarem do café e começarem a elevar o ritmo com redbull, só existiam 230 países e a sua população era de, mais de 1 bilião de pessoas, a menos. Passados 10 anos, o planeta terra abrigou mais um bilião de pessoas, ultrapassando o recorde de 7 biliões de pessoas.
No ano de 2013, depois de toda a gente comentar que o mundo ia acabar, vejo fome, sinto fome, terror e dor. Lanço os beiços a uma chávena e verto cafeína para dentro de mim. Levanto o copo, verto álcool e cafeína, tudo misturado, para dentro de mim. Enquanto isso acontece, vejo pessoas a lutarem, a matarem, num mundo cada vez mais feroz. Um planeta super lotado, e o que vai ser de nós?
Hoje combinamos a cafeína com o etanol. Mais e mais, queremos estimulantes. Precisamos deles para viver num mundo super agressivo.
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