Começar a escrever... que maneira mais fácil de passar o tempo!
Pode ser fugaz, pode ser breve ou orientada. Pode ser o que quisermos, é voluntária do nosso pensamento.
Para escrever não basta simplesmente agarrar na caneta, ou bater as teclas de um teclado. É preciso orientar um significado, uma vontade de exprimir o que nos percorre a mente.
Percorrer vários quilómetros e à medida que estamos a chegar, já nos sentimos eufóricos e assediados pela liberdade que está prestes a formar-se. A liberdade foi o que me trouxe aqui, foi o que nos trouxe aqui! foi a vontade de ser livre alem dos nossos sentidos. Foi a certeza fútil de saber que pertencemos a uma cultura, foi um meio de transporte que nos trouxe a esta vila nómada e a este espectáculo que está prestes a começar. Um espectáculo longo e preparado para satisfazer a vontade dos seus envolventes. Um publico, uma terra deserta, uma organização, um espaço à beira de um refresco de verão. Uma semana de pura fantasia inacabada e única.
Vieram performances de toda a parte do mundo, vieram organizadores das várias tribos hippies do novo milénio. Vieram pessoas, animais e afins.
Demasiados carros, forma-se uma longa fila de lento andamento, mas isso já não importa agora. Estamos muito perto do sitio onde a nossa liberdade estará alem dos nossos limites. E isso faz-nos sentir livres, eufóricos. A viagem foi longa, mas o cansaço já vai longe e só ainda agora chegamos. Entre fumos e risadas, percorremos lentamente poucos quilómetros e chegamos à entrada da vila nómada. Do acampamento de uma cultura hippie que se tinha organizado durante dois anos e estaria, agora, ali para proporcionar um desejo inacabado de acolher os seus associados. Com moeda independente de impostos e certificada pela cultura, surgem vários negócios de mercados fascinantes.
É o primeiro dia da abertura oficial da festa que está prestes a começar, mas já muitos associados estão espalhados pelo recinto de relevo acentuado mas propicio. Caras conhecidas, gargalhadas distribuídas e apertos de mão concluídos. Certeza de que estamos todos para o mesmo e a noite vai ser de festa!
Não sou novo neste tipo de eventos, não tão pouco inocente a este estilo de vida. Conheço bem esta cultura, pois venho-a seguindo há vários meses. Venho recordando cada reunião desta cultura em demasiadas e intensas experiências.
Não são novos neste tipo de ambiente os que comigo estão, pois também eles seguem de perto esta cultura.
Não são novos neste tipo de ambiente os que comigo estão, pois também eles seguem de perto esta cultura.
As tendas montadas, o espaço organizado e preparado para as longas horas que estavam para vir. Está tudo e mais que pronto para começar, alguns já lá vão mais à frente, suando e resistindo como podem. Outros tentam descansar e recuperar forças, pois a noite está prestes a chegar.
Horas passam e como comerciantes que alguns são, já sabem o que o vizinho das tendas de 50, 100 e 200 metros à frente e atrás, têm para vender ou quer comprar.
A noite cai...
Horas passam e como comerciantes que alguns são, já sabem o que o vizinho das tendas de 50, 100 e 200 metros à frente e atrás, têm para vender ou quer comprar.
A noite cai...
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