27/10/2009
Aqui estou eu para mais umas poucas palavras perdidas em textos enfadonhos e miseráveis. Pois assim seja..
big city life.. always overcoming faces, feelings and new souls..
Aqui, ao pé do mar vejo gaivotas, vejo pessoas de fato e gravata e mendigos que procuram uma côdea de pão seco, duro ou estragado. Não procuram pão de leite nem integral. Não é que lhes faça mal, mas não gostam!
Talvez seco, duro ou estragado, seja mais fácil de encontrar e ingerir...
Por pensar que não pensei, demonstrei-lhe aquilo que sou. Mostrei-lhe aquilo que pouca gente conhece. Abri-me de maneira errática e ingénua!
Pensei que, talvez, por não saber falar de cor, imaginei; agora que tudo passou e eu estou de volta às minhas letras, acho que sentir o que senti é errático e difuso, em pensamentos de tentação pós-sensual...
Porto, essa grande cidade de homens ricos e pobres... onde mulheres são felizes e outras abusadas... algumas criadas, outras mordomas, mas felizes com a brisa do mar...
Onde está a princesa de cabelos lisos que volta sempre que o sol se põe e à noite viaja por estradas rodadas?! Onde está o príncipe que de dia lima a espada e a noite chora junto ao cavalo de pau?! Quem é o rei que viajou por terras de além mar e voltou sem coroa?! Quem é a rainha que sabe domar um cavalo com uma mão e com a outra faz festas ao burro?!
Que noite esta de Outono, em que nem as folhas caem nem o vento faz jus à sua força! Que anormalidade tão anormal que se faz sentir, hoje em dia, no planeta Terra!
Palavras de aptidão, de fraca solução e de comodidade incómoda! Prosa de leite com dentes de ouro! Sorriso de Verão pintado com sol amarelo de Inverno... e carícias de mãos alheias que me fazem arrepiar!
Dormir de noite e trabalhar de dia. Almoçar depois da hora do meio dia e quando escrevo sem caneta, não reconheço a caligrafia!
Descer e subir por entre montes e vales; por entre água que me cobre e, nuvens de fumo que apesar de visíveis, entram em mim como vírus a long term!
Agora sei que escrever, é tão fácil como engolir!
Quem não escreve não engole, mastiga!!
E de mandíbulas fortes, está o mundo cheio!...
Quem não escreve não engole, mastiga!!
E de mandíbulas fortes, está o mundo cheio!...
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