segunda-feira, 1 de maio de 2017

31:33 - The Handmaiden

26/12/2016

um quadro. o recurso a espelhos é frequente e a imagem cinematográfica captada, é excelente nessa produção! As decorações do espaço são um elemento do filme. Tem a sua identidade própria.
Para além da língua ser um elemento cultural, a ausência de palavras e a comunicação gestual e afectiva, marcam também uma cultura. Uns minutos de acção em que não se ouve uma palavra, mas os actores comunicam, entre eles, por gestos. 
[Agora] um apontamento do realizador: Estes minutos de acção são passados depois de uma afirmação do tempo. O relógio que toca, o relógio que o actor consulta, mas as horas não são, propositadamente, claras! Como se o tempo não fosse importante...

Nós surgimos no mundo com uma capacidade limitada. O nosso bio-computador está programado para se auto-desligar quando a energia está demasiado baixa. Ao "apagarmos", limpamos a memória para mais uma horas seguidas de informação. Assim, estamos a carregar bateria que nos permite ser energéticos, durante essas horas de recolha de informação. 
Será que alguém conhece um animal, um ser vivo, que não esteja auto-programado para se "apagar" durante um espaço de tempo que é diferenciado pela luz solar ou ausência desta? Ou pela ausência da lua ou pelo seu brilho?! 
Todo o resto dos biliões e biliões de estrelas não são suficientes para nos diferenciar...
Quando a memória fica em sobrecarga é problemático. Pode trazer várias mazelas e vai, com certeza, alterar a nossa fluidez de pensamento. 
As contas por serem simples de fazer, no final, percebermos que passamos um pouco mais de um quarto do ano a dormir. 
Dormir 6 horas por dia. Em 365 dias. São 2190 horas. Dividindo todas essas horas por dias de 24 horas. O resultado são 91 dias e um quarto. 
Ao dividir o ano em quatro o resultado é o mesmo. 91 dias e um quarto. 
Quem dormir um quarto do dia. Dorme um quarto do ano. 
Parece fácil, mas é abstracto. Tu és daqueles que dorme um quarto do ano, ou não passas sem um terço?

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