04/07/2017
Vou acordar daqui por quatro horas para ir trabalhar e não consigo dormir! Que pena! Estaria tão bem no meu subconsciente; a navegar em sonhos e desconectado deste mundo onde estou preso...
Raras são as vezes que me sinto tranquilo! A idade vai entrando e eu vejo-me cada vez mais parado. Sou um felizardo por ter a família que tenho; por ter tudo o resto que tenho e sou; e, no entanto, vejo-me muitas vezes como insatisfeito. Aos olhos dos de fora não faço nada, aos olhos dos de casa nada faço e aos meus olhos vejo-me um lutador; devem ser poucos que tenham a raça e vontade de trabalhar como eu sei que tenho, poucos são os que persistem no estudo em busca da sabedoria e eu com tudo isso, sinto-me tão vazio... não tenho emprego, não tenho mulher nem filhos, nem casa, nem carro, nem mota; tenho muito pouco para mostrar exteriormente e tanto guardado no interior. Como é possível que com estas qualidades eu não tenha uma vida normal como os conterrâneos que me miram? Que mais terei eu que fazer para encontrar a minha paz, o meu canto e viver o resto da vida sem as preocupações que me perseguem antes de adormecer?
P.S. I wrote the text above nearly twenty hours ago. Couple hours before this very sentence, God sent me some messages through Internet chatting with people I shared love, in a recent past. I spoke with someone I haven't spoken in the last half year; I presented her the story of The Fern and the Bamboo. She had no clue [still does not] about my last night existential crisis. Button line is: the message I needed to read was sent to me, by myself. I know it is a paradox!!!... and time is relative, just saying...
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