23/05/2017
De acordo com um livro de Kaku, há quatro níveis de consciência no planeta Terra: sendo as plantas o nível 0 e os humanos o nível 3 (2014: 79). Quando ele menciona as teorias da origem da consciência ele apresenta algumas válidas, mas não menciona a relação com os psicadélicos, como Terence McKenna afirmou nas suas publicações. Kaku um homem da ciência não se permite entrar no mundo do desconhecido ou do ainda não cientificamente provado. Então se o nosso cérebro evoluiu, aumentou de tamanho como o nosso corpo, estará essa evolução relacionada com o uso de psicadélicos pelos primatas?
Se a entidade Aya funciona como uma desconstrução do ego indo de encontro à nossa essência elementar que se encontra em movimento constante e “suspensa” no cosmos, será possível afirmar que a matéria e a energia escura (ainda muito indefinida) que representa a maior parte do cosmos/universo, pode ser crucial para percebermos a composição, justificação da consciência?
Se a desconstrução nos leva a entender que existe uma ligação infinita e na nossa essência estamos ligamos cosmicamente à consciência universal será possível afirmar que o ego é o responsável por cobrir a consciência individual de ilusões e nos afastar cada vez mais uns dos outros? Se sim, posso afirmar que o ego é o principal “demónio” da consciência! Se bom e mau são palavras inventadas por nós, assim como anjos e demónios, estas palavras representam uma realidade ilusória. O ego não pode ser justificado como algo separado ou criado independente, mas que faz parte do “pacote”, ou seja, não é possível evitarmos o ego no mundo “normal” uma vez que ele evolve connosco assim que começamos a aprender, a comunicar e relacionar interpessoalmente e deixamos de ser crianças inocentes. Ao longo dos anos que vivemos existe uma sobreposição de camadas ilusórias que aumentam cada vez mais o tamanho do ego.
Os monges budistas ou todos os outros que se refugiam do "mundo normal" vivem livres desse “peso” do ego, desse peso da consciência. Porque a consciência alberga o ego no seu total. Ora a nossa essência mais pura - o amor, enfrenta os dois piores pesadelos: ego e máquinas. O século XXI é a revelação dos dois principais demónios materiais e imateriais para o amor que nos uniu e nos multiplicou enquanto espécie “principal” do planeta Terra. O amor divino é essa ligação infinita que existe dentro do coração de um ser vivo. Os egípcios consideravam o coração humano como a sede da consciência.
O “acordar de novo" do ser humano depois de uma profunda viagem ao mundo da Aya, foi das coisas mais incríveis que testemunhei até hoje in loco. Ver as pessoas a saborearem um bago de uva, um pedaço de pêra como se fosse a melhor do mundo; ver pessoas a abraçarem-se e a acarinharem-se porque sentiam necessidade de dar e receber esse carinho, esse toque, é algo que me faz acreditar que o amor cura; que somos manifestações materiais de amor divino e puro, corrompidas por camadas e camadas de ilusões e que estão hoje a ser entendidas e combatidas, através do uso de plantas medicinais - enteógenos.
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