27/09/2017
Faz muito tempo que não escrevo sobre o passado. Compreendi que o passado não existe. Apenas a nossa cabeça nos permite observar o passado.
Quando vou ao meu, perco o sentido do pecado. Aqueles momentos de um sufoco apagado. Que eu não posso esconder do meu passado.
Corro às voltas do relógio, subindo as escadas todos os dias para lhe dar corda.
Já não falo do mundo como antes. Agora tenho alguém no meu mundo, que quero e procuro. Os momentos do passado, declaram-me apaixonado.
Procuro-me no tempo que não existe; que eu idealizo e esqueço como um rebuçado que se derrete na boca. De mão dada a ouvir o teu coração ao meu lado.
Ouvi a coruja lá fora, em noites de um Outono recém chegado. O Inverno traz de volta os animais de um olhar pesado. O céu pode revelar um sol, mas traz nuvens de um passado.
E, quando lá chegado, dei por mim, era retornado.
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