segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Vida

17/11/2010
03:00

It’s raining outside..
that’s alright because i like the way it hurts..
Hoje não estou aqui para escrever.. mas quero deixar-te saber sobre isto.
O tempo passa e mais um ano que passou para um amigo meu, um primo meu, uma pessoa da terra e infância. o ano não passa no final de Dezembro!! o ano passa no minuto antes de tu celebrares o teu aniversário, o teu nascimento.. a tua chegada a este mundo. E este mundo que não é meu mas é teu, pode não estar preparado para ti. 
you said you’d be there for me.. e tu tens estado, efectivamente. Amigos de infância e ainda abres-me as portas de tua casa e com satisfação acolhes-me. É um gesto precioso quando a alguém pertences. É um gesto de afecto mas de ternura quem a terra deixa para trás e luta a vida, vida dura. Nos dias melhores e nos piores estás lá, e estiveste lá e continuas a estar. Quando não podemos agradecer, há que salutar a inércia de um afecto. 
Escrever sobre ti, mulher que por ai moras, faz-me sentir nostálgico. Há algo que por nós passou e deixou-te sem vontade de palavras. Eu continuo à procura da principal razão para ficar calmo em relação a nossa. Não te vejo nem mais nem menos, aliás deixei de te ver e procuro por ti. Agarro no telemóvel e procuro por ti, tento arrancar-te uma frase, mas continuas muda! Ficas na indiferença, e eu aqui, a pensar em ti.
Agora por Lisboa, passo e olho à volta. Sinto talvez sentimentos de revolta na hora da viagem. Insatisfação nos locais mais normais, de uma cidade grande. Ou de várias vilas e cidades que neste país se situam, e por vezes formam um núcleo só.. onde não há verde e monte cerrado, onde a mulher sozinha passeia os animais e o homem cultiva o prado. 
Vejo carros, multidões em busca de várias coisas diferentes e com medo do próximo, num país desenvolvido, onde o capitalismo se apodera cada vez mais. Num país que está prestes a arriar perante os seus parceiros continentais. Num país onde a tristeza e a pobreza zelam pela vida do homem e sem poder nela habita. 
Aqui foi terra de historiadores, que contaram as mais bizarras histórias de conquistas no desconhecido. Aqui foi terra de missionários que povoaram outros bocados, onde havia água. Foi na água que fomos fortes, foi através dela que conhecemos o mundo e trouxemos informação preciosíssima para o seu conhecimento. Fomos Reis e senhores de povos separados por mar, ou será melhor oceanos? Fomos grandes e agora contentamo-nos em ser pequenos, rimos com isso e com vergonha abanamos a cabeça. 

Já não tenho muito para dizer.. aliás não disse nada, as letras já cá estavam. 
Tu é que não as querias ler. 
Sinto falta de um amor carnal, de um toque feminino em sintonia. Agora estou sozinho e já não tenho aquela alegria. Ser amado é ser alegre. Eu fui feliz, não o procurei ele assim me quis. Foi há muito tempo e agora nem o teu cheiro tenho. Às vezes num dia de outono.. o sol vai pôr-se e eu de um ponto alto vejo as folhas caírem, com aquelas cores fantásticas que só a natureza nos pode dar.. vejo em sonhos, os momentos que passámos e interrogo-me se foram reais..? 
e aí, percebo que a vida é bela.   

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