14/09/2011
Num país distante..
Às vezes..
Hoje escrevo. Ontem escrevi e amanhã vou escrever..
Se vejo memórias em papel, vejo imagens digitais, lembro tempos passados e vontades desiguais. Por vezes entrego-me à poesia, outras tenho dificuldade em perceber o que escrevo. Não sei viver em paz de espírito, não encontro a paz que procuro debaixo de um papel, não esqueço o teu sorriso perdido e o toque da tua pele.
Lembro de viagens em mundos camuflados, lembro de sorrisos escancarados, aqueles e outros pecados. Conhecer os vários caminhos da vida, sorrir, sonhar e chorar, nos momentos de partida. Abraçar-te, tocar-te e beijar-te, nos momentos de despedida.
Coração perdido e abandonado, homem forte na procura da luta, festas, copos e eu destroçado.
Faz tempo que não escrevo sobre episódios concretos e descobertas arrancadas à força.
Às vezes, vejo o menino que sofreu num país distante. Ele passa por mim sem olhar para trás, como se eu não o conhecesse! Às vezes vejo o jovem apaixonado num país distante. Ele sorri-me ao longe e eu jamais o voltarei a alcançar. Às vezes vejo o adolescente rebelde que viveu num país distante. Ele não me vê, porque eu não existo.
Às vezes, vejo o menino que sofreu num país distante. Ele passa por mim sem olhar para trás, como se eu não o conhecesse! Às vezes vejo o jovem apaixonado num país distante. Ele sorri-me ao longe e eu jamais o voltarei a alcançar. Às vezes vejo o adolescente rebelde que viveu num país distante. Ele não me vê, porque eu não existo.
Às vezes encontro o homem que me conhece num país distante. Ele pergunta-me se vi todos os outros que fizeram parte da minha vida; ele sorri e eu digo que sim!
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