domingo, 6 de janeiro de 2013

Armadilhas do Subconsciente


06/01/2013

Inverno puro. Noite gelada e céu limpo. Procurei por ela. E acabei por a ver.  
Imparcial, não tomando partidos, sorria, apenas, com os seus lábios vermelhos paixão. Cor que ela não dispensa numa noite de divertimento. 
Não é novo para mim. Faz algum tempo desde que a comecei a procurar, talvez mais do que devia! A vontade de falar com ela, de me sentar à frente dela, olha-la nos olhos e perceber o seu verdadeiro ser. Acompanhado por uma chávena de chá ou café, fazê-la rir e perceber o brilho do seu olhar. Eu sei que eles brilham! 

Agora que vivo mais perto dela, posso vê-la pessoalmente. Foi exactamente o que aconteceu. E por tal ter acontecido, voltei a ficar de guerra com o meu subconsciente!
Eu sei o que o meu subconsciente é capaz. Traz-me imagens à memória e ilude-me com pensamentos incertos. Com certezas dúbias, e o pequeno coração retrai-se.  

Sou muito vulnerável no que toca a armadilhas do meu subconsciente, relativamente a mulheres lindas sob as quais eu deixo crescer uma atracção. Eu sei perfeitamente o que é! É essa vontade de amar. É a vontade de lhes dar tudo o que posso. Dar e receber amor. É respeitar, admirar e acalmar o meu coração. É rir, chorar e pedir perdão. 

Hoje, eu vivo ainda mais influenciado e vulnerável. Todo devido à trilogia mais vendida no mundo no ano de 2012. E L James e as suas 50 sombras de Grey! É uma história tão envolvente, tão simples e visual. É uma paixão verdadeira, é preocupação e amor carnal. São tantas cenas belas, descritas de maneira a aguçar o apetite de jovens enamorados, sozinhos e sonhadores! 

Depois de ler dois livros do 50, e depois de me deixar armadilhar pelo meu subconsciente, aquela miúda de lábios vermelhos paixão é implementada na minha memória como Anastasia Steele. Que disparate! Ela não é Anastasia Steele, nem eu sou Christian Grey. Mas eu adorava viver as cenas de paixão tórrida que estes personagens vivem, com ela. E isso eu não posso negá-lo. Não era o sexo! Era os momentos a dois, em que ambos se conhecem, se tocam, se dão um ao outro como se não existisse o mundo. O toque na pele, percorrer os seus lábios com os meus dedos, beijar levemente todo o seu corpo, afagar-lhe o cabelo, sim aquele cabelo franjado, cuidado e tratado! 

Estou envolvido na trilogia, não porque gostava de ser Grey, mas porque gostava de conhecer Miss Steele. Estou apaixonado por uma personagem literária!! :-) poor boy!!
Na verdade, eu já vivi a logline da trilogia. Eu conheci uma Miss Steele, que me trouxe de volta. De volta, das minhas 50 sombras!! Para uma nova realidade, um novo caminho e um novo futuro. E tão simplesmente como ela entrou na minha vida, tão simplesmente ela partiu, deixando para sempre a sua marca. 
Posso dizer que nós vivemos, de verdade, as cenas que eu anteriormente referi. Só aí eu percebi o que é verdadeiro amor e paixão e só depois disso eu fiquei habilitado a poder falar sobre isso nas minhas letras que se perdem no tempo.

A partir desse momento vivi sempre fechado na minha concha. Não me dei a mais ninguém totalmente e é essa falta que me cria estas armadilhas do meu subconsciente. O ser humano e o poder da mente! 

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