25/01/2013
detenho-me em frente ao meu personal assistant. Por outras palavras, posso-me referir a ele como o meu computador. Abro o programa de música e delicio-me mais uma vez com a brilhante composição de Hans Zimmer que ele criou para o não menos brilhante filme de Christopher Nolan, Inception..
desta vez pus uns headphones nas orelhas e a imersão sonora é deveras forte.
vejo que o tempo é de chuva para os próximos dias. A semelhança de neve abandonou-nos há umas horas atrás. Não ficou a neve mas ficou um frio rotineiro de inverno. Rotinas que eu tenho alterado e que me adaptam ao que há-de vir. São poucos os que compreendem, mas eu tento compreender muitos. Vivo rodeado de pessoas que tem amor para dar, mas não sei se chega.
é noite.. vejo duas chamadas perdidas no meu telemóvel, de um amigo. Sim, de um amigo. O meu sentido foi de alerta. Algo se estava a alterar na rotina dele. Não era próprio da sua ligação comigo, contactar-me durante a semana. Então levemente percebi que algo poderia estar mal.
Pela sua voz, percebi imediatamente que a minha intuição se confirmara..
Entro no seu carro, e digo-lhe: - tinha receio que fosse ter esta noticia! Ele não atirou palavras. O seu estado era calmo, pensativo, magoado e ferido. Eu dei-lhe as minhas. Todas e aquelas que eu procurei para lhe dar. Acalma-lo até o tempo passar.
durante o dia perco-me em pensamentos, tentativas e informação. À noite, no meu quarto não vejo televisão.
Vejo noticias, sou noticiado..
vivo feliz, vivo preocupado..
Já pensei que deveria agradecer tudo o que tenho. A família. Os valores, que ainda perduram. As atitudes que me aturam. Uma família feliz, um filho pródigo.
Não sei onde vou cair, nem onde vou parar.
Escrevo mesmo sentado, à luz da noite...
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