20-09-2010
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Hoje estou só.. Estou sozinho em casa, estou sozinho no coraçâo.. Agora sei que em breve vou ter muita gente à minha volta. Tenho receio, tenho a ansiedade da mudança que está à minha frente. Estou de caras com mais um desafio, uma nova experiência que me vai trazer algo de novo. Como se a vida fosse um jogo, e no seu percurso conquistar novas aptidões que mais tarde vais usar para passar ao nivel seguinte. Contudo nem toda a gente está para jogar na vida. Nem para arriscar a sua em viagens. E novos níveis. Olho para estas letras e vejo cara triste, vejo aquele estado de ansiedade partilhada por todos, nos momentos de partida. Vejo caras novas e novas sensações, vejo sorrisos de emoções.
Eu também fico contente e se pudesse pôr o estado apático de parte, era até capaz de dançar. Agradecer aos deuses e levantar as mãos para o ar. Depois de estar aqui, aonde me encontro agora, de partilhar com a familia momentos de outrora, vejo o dia em que me vou embora. Passei momentos de ternura, passei momentos sozinhos de amargura e sempre que olhava pela janela a noite era escura. O Verão passei-o aqui, transpirando alegria e simpatia aos clientes. Carreguei pesos para me entreter e no fim do dia ia correr. Foi bom estar aqui, foi bom ver-te a ti e olhar para fotografias guardadas de sorriso na cara. Eu agora já não sou ninguem para ter medo. E tambem percebo que tinha que ser assim.
Montanhas e vales, verde que fumegou e muito levou. O laranja incontrolável e a terra respirava fumo. Eu de longe via, assistia ao consumismo, a desgraça do ser. Aqui, no lugar de Constantim, eu vi muito fumo, eu respirei fumo, eu engoli fumo. Agora vem uma nova época, eu já não vou ver mais fumo daqui, nem aqui vai arder mais, por agora.
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