06/12/2016
Democritus of Abdera was a true scientist. A man with a passionate desire to know the cosmos and to have fun. He once said, “a life without parties would be like an endless road without an inn”.
Há uma nova de democracia, in crescendo, que se vem manifestando em pleno século XXI.
No rescaldo do novo referendo em Itália, o primeiro-ministro Matteo Renzi, demite-se.
Os mass media levantam a questão principal de todas: Será este um possível passo no caminho da Itália também abandonar o projecto Europeu? É uma resposta que está por esclarecer, porque não é possível prever o futuro. Profecias pode haver várias, mas o que irá acontecer no futuro, ainda não me é permitido escrever.
No entanto, registo o ponto de partida.
Durante este ano, também através de um referendo, o Reino Unido decidiu abandonar o projecto Europeu, num acto que ficou conhecido como Brexit. O primeiro-ministro David Cameron demitiu-se.
A tinta que isso fez correr até agora, é ainda pouca para revelar as verdadeiras consequências que este acontecimento vai proporcionar. Na verdade, se todo este processo faz parte de um destino, de algo que estava destinado para acontecer, que teremos nós que temer? Será que devemos temer o destino? O destino do mundo? Ou o nosso destino?
Na Colômbia, o povo colombiano votou contra o acordo de paz negociado pelo governo e as FARC - Forças Revolucionárias Armadas da Colômbia - e provocou um impasse político, económico-social.
“Até aos anos 60 realizaram-se, em média, dois referendos por ano, em todo o mundo. Dos anos 60 aos anos 80, foram cerca de dez. E a média está agora perto dos 50 por ano”. São as contas feitas por Matt Qvortrup, professor de Ciência Política Aplicada na Universidade de Coventry, no Reino Unido.
“Hoje em dia as pessoas não se identificam tanto com os partidos nos quais costumavam votar. Antes dos anos 80, o apoio ao “partido de sempre” de cada um era quase tribal, mas hoje as pessoas trocam de opinião como quem adquire um novo produto de cada vez que nos dirigimos a uma loja. Os avanços tecnológicos na área da partilha de informação e a multiplicação de partidos são dois factores que podem ajudar a explicar esta mudança”, afirma Qvortrup ao jornal Observador.
No meio disto tudo, qual será o papel da democracia? Será que a gente quer ir mais além, ou só queremos mudança, sem percebermos que uma mudança desmedida, irresponsável, diminui os níveis culturais e os valores de um povo, o indivíduo e a sociedade.
“A democracia surgiu quando, devido ao fato de que todos são iguais em certo sentido, acreditou-se que todos fossem absolutamente iguais entre si” Aristóteles.
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