09/12/2016
“A democracia surgiu quando, devido ao fato de que todos são iguais em certo sentido, acreditou-se que todos fossem absolutamente iguais entre si” por Aristoteles.
Naquela noite ele dançou junto a ela, sem lhe tocar. Olhando-a. Nos movimentos dela ele viu todas as batalhas que ela tinha vencido, e a alegria que ela sentia naquele momento.
A musica elevava-a para uma determinada zona. Uma zona, onde aquele momento era apenas uma celebração de tudo aquilo que ela tinha vencido. Os testes pelos quais todo aquele corpo tinha passado e aquela mente superado. Ela sorriu. Viu-o ali perdido da multidão, admirando-a. O psicadelismo das luzes, das radiações eléctricas que nos permitem ver no escuro, eram vagas para traçar delineadamente o seu rosto. A sua visão era traiçoeira. A luz solar estava bem longe. Iluminava outra parte do planeta aquela hora. A noite era o nosso momento de apreciação.
Um dia, em plena luz solar ele olhou-a directamente nos olhos. Pegou-lhe na mão, levou-a aos seus lábios e beijou-a. Levemente, como se fosse um enviar de um estimulo carinhoso. Era isso que ele pensava dar-lhe. Um momento de carinho onde a admiração estava certamente contida, perceber que ela era uma vencedora.
Que ia partir em breve e eles jamais se iriam ver. Viver vidas separadas, mas no mesmo mundo, sabendo que um dia se amaram, quando em uma noite anterior, apenas, se reconheciam no escuro, muito incertos do que a vida lhes iria trazer pela frente.
Vidas separadas de momentos que jamais se irão esquecer. Palavras ditas que não ficaram por dizer. Desejar sorte, durante o resto desta vida, que nos falta viver. Acordar com a certeza que vamos vencer. Olhar nos olhos de quem amamos e agradecer.
Contudo sem nunca esquecer, que tudo o que amamos vai desaparecer.
Boa sorte!
Boa sorte!
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