sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Morte

11/05/2011

Um dia serei vento
Pó atirado à terra
estrume ou alimento
neste mundo em guerra

Letras que eu escolhi
em dias de exaustão
palavras que eu escrevi 
marcadas no meu caixão

Deitado a dormir
vestido e calçado
eu vou partir
sem regresso marcado

Debaixo, no fundo
eles choram por mim
num ponto do mundo
chamam-lhe Constantim

Agora leve, levemente
subo de alma vazia
deixando a toda a gente
a minha poesia

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