11/05/2011
Um dia serei vento
Pó atirado à terra
estrume ou alimento
neste mundo em guerra
Letras que eu escolhi
em dias de exaustão
palavras que eu escrevi
marcadas no meu caixão
Deitado a dormir
vestido e calçado
eu vou partir
sem regresso marcado
Debaixo, no fundo
eles choram por mim
num ponto do mundo
chamam-lhe Constantim
Agora leve, levemente
subo de alma vazia
deixando a toda a gente
a minha poesia
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