04/02/2017
Ao longo da Natureza (do nada e tudo) sempre em busca de mais um quilómetro, o caos da minha vida, encontra-se no cosmos...
O cérebro humano é um órgão. A mente [consciência] é algo a que conseguimos aceder através do cérebro. Algo que não se vê.
A mão é algo objectivo como o cérebro. Imagine que temos a capacidade de manipular coisas com a mão sem lhes tocarmos. Através da nossa energia, assim como temos a capacidade de aceder à consciência através do cérebro. Pode deixar de imaginar, que esta ideia já lhe está a causar confusão!
A consciência que é una, é o produto final de renovações e transformações dos vários indivíduos, das varias sociedades, das várias civilizações e da história. Cada indivíduo pode ter acesso - se for “normal”, mas sobretudo saudável - à sua consciência, que reflecte o mundo normal.
O mundo normal é aquilo que a gente vê. O resultado cultural da evolução humana desde a sua origem aos dias de hoje. Permita-me chamar-lhe de matrix - lugar onde alguma coisa nasce ou se gera - onde todos co-existimos e nos relacionamos.
O computador é um aparelho, uma máquina criada pelo ser humano. Nos idos anos 60, as mulheres negras que formavam o departamento de cálculo na NASA, eram denominadas de “computadores”. O computador actual - como o conhecemos - foi criado pouco antes, na segunda guerra mundial [1939 a 1945].
A internet é uma rede eléctrica, sem fio e óptica, programada e transformada pelo indivíduo e pelas sociedades. É, no entanto, algo que não se vê, mas à qual nós podemos aceder através do computador.
Através de estados alterados da mente, acedemos a zonas de desconforto. Zonas que por não serem “normais” são deploradas, julgadas e criticadas pelo mundo normal. Algo tão normal como criticarmos, desvalorizarmos, desrespeitarmos o próximo no exercício de nos valorizarmos em relação a quem é “supostamente mais fraco” que nós.
Os estados alterados da mente podem ser acedidos através de diferentes processos complexos tais como: a meditação, a hipnose ou reacções químicas provocadas por ingestão de drogas ou poções.
Estes processos renovam e alteram as vibrações do nosso cérebro, reprogramando-o para diminuir ou elevar a energia no nosso corpo. A forma mais frequente e que atinge um maior número de pessoas é através da música, seja ela electrónica ou orgânica, erudita ou básica.
O indivíduo desde a sua origem e evolução recorreu sempre a estes processos para se conhecer, para se situar, para evoluir.
Confúcio (479 A.C), pensador e filosofo chinês declarou: “Se queres prever o futuro, estuda o passado”.
No mundo actual, os festivais de cultura psicadélica que se realizam no mundo inteiro, cada vez com mais frequência e adeptos, podem ser compreendidos como o refúgio do mundo actual para regressos ao passado, através de estados alterados da mente e através da música electrónica.
É no seguimento deste raciocínio que se desenvolve a seguinte ideia: estes movimentos interculturais de manifestação de arte, de liberdade, união e cultivo espiritual podem estar na origem de uma transformação de sociedades ou civilizações. A identidade cultural - que tanto nos leva ao passado como a futuros apocalípticos - revelada nos indivíduos destas tribos contemporâneas pode desencadear movimentos culturais de dimensão aproximada ao Renascimento?!
A verdade, porém, não pode ser negada!
Festivais Transformacionais como o Boom Festival (PT), Burning Man (US), Symbiosis Gathering (US), Fusion Festival (GER) tem na música o fio condutor para renovar e alterar as vibrações cerebrais, mas na sua essência, transformações implícitas de cariz sócio-culturais, económicas, políticas e religiosas: as principais bases da civilização.
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