Já ando há vários dias para te escrever.
Já ando há vários dias contigo na cabeça.
Sei que não te vou esquecer.
Só quando me pedires que te esqueça!
Entras-te na minha vida por acaso! Apareceste para um trabalho. Tu e mais umas poucas de miúdas da tua idade. Sempre tentei puxar por ti, como tentei puxar por outras. Quando percebi que vocês não me davam bola, voltava a desaparecer e focava-me em algo completamente diferente. Nessa altura, tu estavas fora da minha mente.
Quis o destino que voltasses a relacionar-te comigo e desta vez com uma força incrível. Foi essa força que possibilitou a conclusão deste projecto. Olhei para ti a medo, tentei mostrar-te tudo aquilo que tu ias ver, tu olhavas para mim, sem saber o que dizer. E continuas. Eu sou um gajo misterioso, esquisito, marado, mas um bom amigo.
Com o passar do tempo percebi que tu eras a razão desta curta ser possível. A tua energia, a tua humildade, simpatia e beleza exterior era o suficiente para motivar toda a gente, incluindo eu próprio, para filmar e voltar a filmar no dia seguinte. Aí, eu agradeci a Deus por te ter posto no meu caminho.
Com o passar do tempo deixei-me envolver demasiado. Fiquei apanhado. Tu és uma mulher que eu sonhei ter amado. Tu és um toque sentido e um beijo guardado. Tu és distante e eu obcecado.
(...)
Não vais ser porque eu vou seguir a minha vida e tu vais seguir a tua.
Tu és o sol. Eu sou a lua.
Percebo que gozas de uma vida social que te preenche. Uma independência que não queres largar. Uma posição que te demorou alcançar. Achei que estavas para lutar pela tua carreira profissional, mas vejo que estás demasiado envolvida nesta vida nocturna. Esta, ainda, não é a altura para isso!
Ontem escrevi, construí e enviei o teu curriculum por email. Não o fiz porque te quero “comer”, nem porque não tinha nada para fazer. Fi-lo para te agradecer.
Um dia tu viraste-te para mim e disseste-me que o meu projecto ia ser concluído.
Isso, foi tudo o que eu precisava de ter ouvido.
Tu não és fogo, nem ar. És terra. És bela, por dentro e por fora. Tens o dom da vida. E um dia ela vai-te sorrir com aquela força que tu procuras. Até lá, não deixes cair esse sorriso, nem essa energia contagiante. Eu vou partir...
Eu, o cavaleiro andante!
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