Duas estradas, um caminho
autocarros que partem para o destino
um jovem que escreve de mansinho
uma alma grande, num corpo pequenino
verdes ao longe do mato
azul perto do mar
no seu sentido lato
ele vai a observar
para trás deixa um sentimento
pela frente vem harmonia
com muito pouco alimento
sentado, escreve de barriga vazia
ao longo do asfalto escuro
vejo o sol que se move
com um sorriso duro
sem ninguém que o aprove
terra cultivada em castanhos
prédios no horizonte tardio
natureza de encantos tamanhos
com sol mais quente e sem frio
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