sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Vibe Tribe

29/01/2008

Começar a escrever, que maneira mais fácil de passar o tempo. Pode ser fugaz, pode ser breve ou orientada. Pode ser o que quisermos, é voluntária do nosso pensamento. 

Ele era simpático, agradável, mas revoltado. Uma revolta resultante da incapacidade de se mover independentemente, uma vontade de aceitar a situação. 
Para escrever não basta simplesmente agarrar na caneta, ou bater as teclas de um teclado. É preciso orientar um significado, uma vontade de exprimir o que nos percorre a mente. 
Percorrer vários quilómetros e, à medida que estamos a chegar, já nos sentimos eufóricos e assediados pela liberdade que está prestes a formar-se. A liberdade foi o que me trouxe aqui, foi o que nos trouxe aqui, foi a vontade de ser livre além dos nossos sentidos. Foi a certeza fútil de saber que pertencemos a uma cultura, foi um meio de transporte que nos trouxe a esta vila nómada e a este espectáculo que está prestes a começar. Um espectáculo longo e preparado para satisfazer a vontade dos seus envolventes. Um publico, uma organização, uma terra deserta, um espaço à beira de um refresco de verão. Uma semana de pura fantasia inacabada e única. 

Vieram performances de toda a parte do mundo, vieram organizadores das várias tribos hippies do novo millenium. Vieram pessoas, animais e afins. 

Demasiados carros, forma-se uma longa fila de lento andamento, mas isso já não importa agora. Estamos muito perto do sitio onde a nossa liberdade estará além dos nossos limites. E isso faz-nos sentir livres, eufóricos. A viagem foi longa, mas o cansaço já vai longe e, só ainda agora chegamos! Entre fumos e risadas, percorremos lentamente poucos quilómetros e chegamos à entrada da vila nómada. Do acampamento de uma cultura hippie que se tinha organizado durante dois anos e estaria agora ali para proporcionar um desejo inacabado de acolher os seus associados. Com moeda independente de impostos e certificada pela cultura, surgem vários negócios de mercados fascinantes. 
É o primeiro dia da abertura oficial da festa que está prestes a começar, mas já muitos associados estão espalhados pelo recinto de relevo acentuado mas propicio. Caras conhecidas, gargalhadas distribuídas e apertos de mão concluídos. Certeza de que estamos todos pró mesmo e a noite vai ser de festa! 
Não sou novo neste tipo de eventos, não tão pouco inocente a este estilo de vida. Conheço bem esta cultura, pois venho-a seguindo há vários meses. Venho recordando cada reunião desta cultura em demasiadas e intensas experiências. Não são novos neste tipo de ambiente, os que comigo estão, pois também eles seguem de perto esta cultura. 
As tendas montadas, o espaço organizado e preparado para as longas horas que estavam para vir. Está tudo e mais que pronto para começar. 
Alguns já lá vão mais à frente, suando e resistindo como podem. Outros tentam descansar e recuperar forças, pois a noite está prestes a chegar. Horas passam e como comerciantes que alguns são, já sabem o que os vizinhos das tendas de 50, 100 e 200 metros à frente e atrás, têm para vender, ou querem comprar! A noite cai...

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