27/04/2021
Tenho a percepção que sou inquestionavelmente um fascinado pelo conhecimento. Interessa-me muito perceber a evolução do sapiens. Entender e construir na minha mente a história da humanidade. A civilização ou cultura (ver Freud) que se dissemina no tempo; que se forma e se extingue de forma orgânica, assim só, como o dia e a noite. Assim eu a compreendo, uma vez que é temporal e progressiva.
O modo como o sapiens se relaciona e interliga com as ferramentas que cria, é fascinante. A meu ver, é uma certa apropriação cultural que o objecto que ele criou lhe devolve. Uma forma espiral que desagua num renovar de ferramentas, mentalidade e forma de viver/estar. Neste espaço geológico atual, em concreto, regista-se um objetivo eletro-digital, de origem sintética e plástica. São estas ferramentas que modelam o homem, aliás, assim foi sempre, como bem referiu Mclhuan: "first we build the tools then the tools build us!"
E poderá assim dizer-se que atualmente a nossa espiral, ascendente e descendente, no seu percurso cronológico, alcançará, a seu tempo, a melhor criação humana: humanoides programáveis e submissos. Por ventura, nessa altura, o cabal impacto que o sapiens teve com as suas criações ao longo de milénios, será mensurável e absoluto.
Sem comentários:
Enviar um comentário